Arquivo de Maio, 2019

Os quartetos de cordas de Haydn

Na passagem dos 210 anos da morte de Joseph Haydn [1732-1809], seleccionei, da série de seis concertos russos opus 33 [1781], o gracioso Quarteto nº 32 em Dó Maior “The Bird” – Hoboken No. III:39, interpretado pelo Apponyi Quartet.
Para explorar a evolução dos quartetos de cordas, está disponível um interessante artigo de José Carlos Fernandes no Observador.


Joseph Haydn foi o compositor mais importante de quartetos de cordas no Classicismo, bem como de sinfonias, tendo estabelecido os moldes formais deste género para as gerações futuras e definido um novo equilíbrio de forças entre os quatro instrumentos que constituem o quarteto de cordas: dois violinos, viola de arco e violoncelo. Anteriormente, no género similar a que se chamava divertimento, o violino tocava as melodias principais e os restantes instrumentos limitavam‐se, praticamente, a ter um papel de acompanhamento harmónico. Após Haydn, o novo equilíbrio entre os instrumentos estabeleceu um princípio dialogante que viria a caracterizar este género até aos nossos dias. Via.

 

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‘Purificación del botín de las vírgenes madianitas’, de Tintoretto

Na passagem dos 425 anos da morte de Jacopo Tintoretto [1518-1594], a obra ‘Purificación del botín de las vírgenes madianitas’, do último quartel do século XVI, veio a constituir a cena central de um conjunto de outras seis obras que Velazquez trouxera de Veneza para Madrid: Susana y los viejos, Esther ante Asuero, Judith y Holofernes, La reina de Saba ante Salomón, José y la mujer de Putifar e Moisés salvado de las aguas.

Ésta era la escena central del techo de la cámara nupcial pintada por Tintoretto en Venecia y posteriormente traída a España por Velázquez para decorar una pieza del Alcázar de Madrid. A su alrededor se distribuían seis escenas más, destacando entre ellas Susana y los viejos y José y la mujer de Putifar. En todas ellas aparece reflejada una relación, positiva o negativa, entre los dos sexos. Algunas de las 16.000 jóvenes vírgenes cogidas como botín en la victoria judía sobre los madianitas aparecen en primer plano, mientras al fondo Moisés escucha el mandato divino de purificar a 32 de esas vírgenes para dedicarlas al Señor. Como en sus escenas compañeras, resulta curiosa la perspectiva empleada, que lógicamente viene motivada por su situación en un techo. La composición, escalonada a través de diagonales, es muy utilizada por Tintoretto debido a la influencia del Manierismo, igual que los escorzos de las figuras que caracterizan toda su obra. El maestro demuestra su facilidad para realizar la anatomía femenina desnuda -de gran belleza- así como la riqueza de las telas y utensilios que aparecen distribuidos por el lienzo -los cacharros de cobre o los cestos de mimbre-. El colorido empleado es muy vivo, preferentemente los azules, rojos y naranjas. La luz elegida es algo dorada, posiblemente por la aparición del fondo, mientras que la pincelada es rápida y alegre, como tanto gustaba al maestro. Via.

Homenagem de Thomas de Pourquery a Sun Ra

Supersonic é o nome do Sexteto que o saxofonista Thomas de Pourquery montou em 2012 para homenagear a música do cósmico e visionário Sun Ra [22 Maio 1914 – 30 Maio 1993]. O mote é dado pelas várias facetas estilísticas de Sun Ra, sublinhadas pelos arranjos escritos por Pourquery para uma banda fluente em jazz, electro-rock ou drum’n’bass, possuidora de uma versatilidade sem fim. Com o objectivo de instalar o transe em cada um dos temas interpretados, Supersonic [2014] recupera a urgência da música de Ra, nessa sua sobreposição particular de passado e futuro.
Via Gulbenkian Música

‘La Guitarra Dels Lleons’, de Xavier Díaz-Latorre & Pedro Estevan

Em 2010, a convite do Museu da Música de Barcelona, Xavier Díaz-Latorre seleccionou quatro instrumentos do acervo, que seriam restaurados pelos técnicos do Museu e posteriormente utilizados na gravação do álbum ‘La Guitarra Dels Lleons, de 2014.
Do extraordinário conjunto de guitarras, duas provêm do século XVII (uma delas, La Guitarra Dels Lleon, dá o título ao álbum), uma outra  construída por Josef Pagés em 1806 e, finalmente, a guitarra feita em Sevilha em 1859 pelo famoso Antonio de Torres, com a qual Díaz-Latorre recria o tema Asturias do virtuoso compositor espanhol Isaac Albéniz [29 Maio 1860 – 18 Maio 1909]

‘Sposa, non mi conosci’, de Geminiano Giacomelli

Extraída da ópera em três actos La Merope [1734] de Geminiano Giacomelli [28 Mai 1692 – 25 Jan 1740], a belíssima ária ‘Sposa, non mi conosci’ com a meio-soprano Cecilia Bartoli a ter um desempenho de tirar o fôlego.
Acompanhada pelo Ensemble Giardino Armonico.

‘El escándalo’ de Balthus

Envolto em polémica desde a sua primeira exposição individual, em 1934, Balthus produziu na década de 30 do século XX uma série de representações de meninas adolescentes. ‘Thérèse Dreaming’, de 1938, que tive oportunidade de ver no último dia da exposição que o Museu Thyssen em Madrid dedicou ao artista, conseguiu a proeza de gerar uma petição para que fosse retirado do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque (actualmente a informação no site do museu diz ‘not on view‘).
Um certo moralismo alimenta-se das artes desde, pelo menos, A Origem do Mundo

Thérèse soñando, 1938

‘In A Sentimental Mood’, de Archie Shepp

Do album On this night [1965], o terceiro que Archie Shepp gravou para a Impulse, o tema In A Sentimental Mood é uma leitura da composição original de Duke Ellington.
A acompanhar Archie Shepp no saxofone, o vibrafone de Bobby Hutcherson, o contrabaixo de Henry Grimes e Joe Chambers na bateria.
Shepp, que hoje completa 82 anos, continua activo – actua a 24 e 25 de Junho no Ronnie Scott’s Jazz Club em Londres.

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