Venerável Bill Bruford

Pioneiro do Rock progressivo, Bill Bruford completa hoje 70 anos.
Integrou em 1968 como baterista a formação dos YES, por onde passaram Rick Wakeman, Steve Howe, Chris Squire, John Anderson.
Em 1971 Fragile foi apresentado ao mundo (em Setembro de 1989, Anderson, Bruford, Wakeman e Howe juntaram-se para tocar ao vivo Heart of the Sunrise) e em 1972 Bruford gravou com os YES Close to the Edge, o seu último álbum antes de se juntar aos King Crimson, sendo substituído por Alan White.
Entretanto andou por aí, em 1976 integrou a tournée Genesis: In Concert (já sem Peter Gabriel), em 1983 gravou Music for Piano and Drums com Patrick Moraz, uma espécie de The Shape of Jazz to Come, ou, mais simplesmente a caminho de formar a sua própria banda de jazz – Earworks – em 1986.
Em 2009 escreveu uma autobiografia.

Convento e Igreja do Desagravo do Santíssimo Sacramento do Louriçal

Para lá da beleza objetiva deste complexo religioso de finais do séc. XVII, ele vale por ter sido, ao longo dos últimos dois séculos, cenário da extraordinária capacidade de resistência da comunidade de Irmãs Clarissas que desde o início o habitaram.
Em 1810, a terceira invasão francesa obriga as Clarissas do Louriçal a sair do convento; em 1834, o decreto da extinção das ordens religiosas obriga as religiosas, durante décadas, as estratégias semi-clandestinas para manterem a comunidade e o seu convento; em 1910, na sequência da implantação da República, as Irmãs do Desagravo do Louriçal foram expulsas e expropriadas do convento.
Forçadas ao exílio durante 18 anos, as Clarissas do Louriçal conseguiram comprar o seu convento em 1927, quando foi a vender em hasta pública. Uma vez comprado o que sempre lhes pertencera, a comunidade regressou a casa em 1928.
As atribulações por que passou a comunidade de religiosas do convento do Louriçal a partir do início do séc. XIX são paradigmáticas do que sofreram as Ordens Religiosas em Portugal nos séculos XIX e XX. Este é um caso excecional de resiliência.
Visita guiada pela Irmã Maria de Fátima e pelo historiador Nelson Pedrosa.

Tamara de Lempicka – A Rainha da Art Déco

Tamara de Lempicka [16 May 1898 – 18 Mar 1980] was a pioneer in the development of Art Deco, the most famous movement of her time, marked by the geometric motifs, bright colours and forthright forms of the 1920s aesthetic. The roots of this classic, symmetrical and linear style, which reached its peak between 1925 and 1935, can be traced back to prior movements like Cubism and Futurism, as well as to the influence of the Bauhaus. Lempicka was one of its outstanding representatives in the realm of the visual arts, for which she proved to be a true revolution.

O Palácio de Gaviria em Madrid acolhe a Exposição “Tamara de Lempicka – Reina del Art Déco”, organizada pela Arthemisia [ 5 Outubro 2018 – 26 Maio 2019]

The Girls, c.1930

The Polish Girl, 1933

The Blue Scarf, 1930

La Belle Rafaela, 1927

 

Hospital Termal das Caldas da Rainha

A História Comparada diz-nos que é o mais antigo hospital termal do mundo. Construído a partir de 1485 por iniciativa visionária da Rainha D. Leonor, ainda antes de ter patrocinado a fundação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o hospital termal das Caldas da Rainha foi edificado sobre nascentes de águas curativas, numa região deserta. A povoação Caldas da Rainha nasce e cresce, por vontade da soberana, em torno do complexo termal. Três momentos históricos marcam as sucessivas feições desta instituição: o séc. XV, quando foi criada; o séc. XVIII, quando foi requalificada a mando de D. João V; e o séc. XIX, quando à sua vocação terapêutica e beneficente foi acrescentada a dimensão lúdica e cosmopolita. Uma visita guiada por Helena Gonçalves Pinto, investigadora em História da Arquitetura.

Hospital Termal Rainha D. Leonor – © Dias dos Reis, 2015

‘Apollo: Atmospheres & Soundtracks’ de Brian Eno

Para assinalar o 50º aniversário da Missão Apollo 11, será reeditado no verão de 2019 o álbum Apollo: Atmospheres & Soundtracks de Brian Eno [n. 15 Mai 1948].
Originalmente produzido para o documentário For All Mankind de Al Reinert, terá uma edição especial com som remasterizado e novo material, do qual já se conhece “Like I Was a Spectator”.

Wim Mertens – A Melodia e o Silêncio

Presença regular em Portugal (Guimarães 2012, Casa da Música, Festival de Sintra), o compositor belga Wim Mertens, nascido neste 14 de Maio em 1953, vai estar em concerto no próximo 6 de Junho no Casino do Estoril para apresentar o último trabalho de uma ampla discografia, That Which Is Not – 2018.

Sidney Bechet no Festival de Cannes

Quando passam 60 anos sobre o desaparecimento de Sidney Bechet [14 Mai 1897 – 14 Mai 1959], notável clarinetista, saxofonista e compositor nascido em New Orleans, uma oportuna homenagem no dia em que tem início o Festival de Cinema de Cannes, ao recordar a sua entrada em palco durante a edição de 1958 do Festival com “American Rhythm” e “I’ve Found a New Baby”.

‘Le Verre d’Absinthe’, de Georges Braque

Esta pequena e requintada obra foi produzida durante o período em que Georges Braque [13 Mai 1882 – 31 Ago 1963] e Pablo Picasso partilharam um estúdio em Ceret, na região francesa da Occitânia.
Pintado um ano antes de Braque introduzir um género de colagem – o papier collé -, Le verre d’absinthe assinala um momento-chave do cubismo analítico.

Georges Braque [13 May 1882 – 31 Aug 1963] – ‘Glass of absinthe’, 1911
Art Gallery of NSW, Sydney

‘Reservoir’, de Robert Rauschenberg

Robert Rauschenberg [October 22, 1925 – May 12, 2008] was a forerunner of essentially every postwar movement since Abstract Expressionism. His early works anticipated the pop art movement.

“Reservoir”, 1961

‘La ventana abierta’, de Juan Gris

Juan Gris [23 Mar 1887 – 11 Mai 1927]
“La ventana abierta”, 1921

Juan Gris - La fenêtre ouverte (La ventana abierta)

En óleos como La guitare devant la mer (La guitarra ante el mar) Juan Gris aporta soluciones pictóricas novedosas, aunque en el caso de composiciones iconográficamente semejantes a esta es preciso remontarse a 1915, año de datación del lienzo Nature morte et paysage. Place Ravignan (Naturaleza muerta y paisaje. Place Ravignan), pieza clave en la producción del pintor. En su empeño por añadir un componente de sensualidad a sus obras, Juan Gris resuelve entonces incluir en un mismo cuadro, y en estricto código cubista, la representación del interior de un estudio y las vistas urbanas del exterior del mismo. Nace así un género inédito, aun para el adelantado ingenio de Picasso, que no lo abordará sino algunos años después: la naturaleza muerta ante una ventana abierta. La transición entre ambos ambientes, sin el recurso a argucias luministas ni procedimientos perspectivos del pasado, se realiza por medio de una sabia solución que en La guitare devant la mer incluye las diferencias de escala de los objetos y el empleo de planos tonalmente diferenciados, superpuestos y situados en diferentes ángulos. Todo ello contribuye a posibilitar la convivencia de dos espacios diferentes pero que, a la vez, constituyen un todo armónico. Además de retomar en 1921 este motivo inicialmente creado en 1915, Juan Gris seguirá utilizándolo sobre todo en los años 1923 y 1925, aunque ya de manera más esporádica. Paloma Esteban Leal, Museo Reina Sofía