Enquanto não arranjo coragem para construir uma página de Divas Black & White Vintage, aproveito para homenagenar a musa do film noir, que hoje completa a bonita idade de 85 anos.
Lauren Bacall será finalmente agraciada com um Óscar Especial 😉
As visitas de estudo ao Jardim Botânico da Sétima Colina duram por hábito duas horas.
Contudo, o passeio evocado neste romance, muito exceceu esse tempo, perturbado que foi pelas mais inesperadas e fantásticas atribulações.
Um menino-herói procura combater o “bullying” e as praxes cruéis por meio da imaginação e do sonho
É também um livro de descoberta científica, tendo por cenário um Jardim Botânico, cativando a esse nível os leitores para as questões da preservação do Ambiente.
A maioria dos capítulos encadeia-se numa “corrente de Sherezade”, cada história contendo nova história. O final quase sempre inacabado, suspenso sob um recorrente e adversativo “mas…”, reporta o desfecho para o capítulo seguinte.
Divertida e inusual em literatura é a utilização da técnica do “teaser”, intrigando o leitor com anúncios que antecipam tenuemente desenlaces imprevistos cuja revelação será feita páginas adiante, passados minutos, indicados com precisão, pois a “viagem” decorre em tempo real, como um registo fílmico. Tudo se passa num sábado de primavera, entre as 09h15 e as 12h00, com as árvores do Jardim a desempenharem um papel determinante na aventura.
Os sábados musicais são enriquecidos com o Musica Aeterna, de autoria de João Chambers.
A emissão de hoje é dedicada a Claudio Monteverdi (1567-1643) e a Selva morale e spirituale, a primeira antologia de música sacra a ser publicada após as monumentais “Vésperas” de 1610.
Podcast de 05-09-2009
Do repertório sacro do teórico e homem de leis Johann David Heinichen (1683-1729), uma das grandes figuras do alto barroco alemão, destaco a Missa Nr 11 – Dixit Dominus, datada de 1728 e uma das criações mais tardias de Heinichen.
Esta obra foi executada pela Kammerchor Dresden e dirigida por Hans Christoph Rademann (biografia).
Comecei a atravessar o Jardim de Santos para ir às matinés do Cinearte ainda Lisboa era a preto e branco. O ardina e o cauteleiro disputavam os clientes entre o jardim e a entrada do cinema, havia ainda o ruído de fundo que o almeida da Câmara fazia a arrastar a vassoura feita com restos de ramagem das árvores.
Hoje, a azáfama é de outra ordem. O Jardim de Santos é utilizado como atalho, que a noite da 24 de Julho já tarda, e como urinol, no regresso. Embora me lembre de o ver em pior estado, continua a merecer cuidados. Mas sobreviverá melhor sem mimos destes, obrigado.
Um ano depois de uma visita clandestina às obras, no passado fim-de-semana não tive a mesma sorte.
As legendas das fotos foram retiradas da Memória Descritiva dos autores do Projecto (Arquitectos Pedro Tiago Lacerda Pimentel e Camilo Bastos Rebelo)

O território sugere neste caso uma dupla leitura, pois é o suporte natural da paisagem, com que se pretende intervir e dialogar, mas é também a consequência da intervenção do homem numa natureza modelada, enfatizando a condição artificial.

No caso do Museu parece ser importante o sentido afirmativo do corpo, quer na sua leitura de intervenção na paisagem, quer quanto à sua natureza tipológica que deve ser formalizada enquanto massa física, não deixando quaisquer ambiguidades e equívocos quanto à sua localização e conteúdo…

Para a plasticidade da matéria do corpo interessa considerar três temas: a massa, textura e a sua cor

(...) a condição de intervenção na paisagem é executada com elementos naturais promovendo continuidade, onde a geometria de carácter abstracto se impõe destacando a intervenção. (...) a estratégia é a de trabalhar um corpo, desenhado especificamente para um lugar promovendo um diálogo intimo entre artificial/natural e aumentando deste modo a complexidade temática da composição do mesmo.
Na passagem do 440º aniversário da morte de Pieter Bruegel [1525 – 9 Setembro 1569], a representação dos “Provérbios Holandeses”, de 1559.
GOING ON MEANS GOING FAR, GOING FAR MEANS RETURNING
O efeito Doppler também se verifica com as ondas de luz. Se uma galáxia permanecesse a uma distância constante da Terra, as suas riscas espectrais estariam onde esperaríamos vê-las. Se, no entanto, a galáxia estiver a afastar-se de nós, as ondas de luz estarão a ser esticadas e o espectro aparecerá desviado para o vermelho. Se a galáxia estiver a aproximar-se de nós, as ondas serão comprimidas e o espectro desviar-se-á para o azul.
Hubble descobriu que muitas manchas luminosas de fraca intensidade eram na verdade outras galáxias. Para parecerem tão pequenas e ténues, teriam de estar tão longe que a sua luz teria demorado milhões de anos a chegar até nós. Mas a descoberta mais surpreendente foi que as galáxias se afastavam de nós e, quanto mais longe se encontravam, mais depressa se afastavam, o que o levou a concluir que deveriam ter estado mais juntas no passado.
Assim se explica por que o céu é escuro à noite: nenhuma estrela pode estar a brilhar há mais de 10 a 15 mil milhões de anos, a idade do big bang.
Significa isto que um dia deixaremos de ver as estrelas? Como vamos sonhar?
A partir das 19h00, o Martinho da Arcada – Terreiro do Paço, acolhe a conferência de Bloggers, uma iniciativa da Coligação Lisboa com Sentido.
O candidato a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Manuel Falcão, participará ao lado do candidato à presidência da CML, Pedro Santana Lopes, na #BlogTuliaPSL, que terá transmissão online no Portal do candidato, no Sétima Colina, e poderá ser seguida no Twitter.
Contamos com a vossa participação e sugestões!
Lista de Blogs participantes na #BlogTulia
| – Corta-Fitas | Duarte Calvão |
| – Portugal dos Pequeninos | João Gonçalves |
| – Psicolaranja | Margarida Balseiro Lopes |
| – CafédoAntónio | Carlos Sousa |
| – Loja de Ideias | José Reis Santos |
| – Confraria Laranja | João Mota Lopes / Nuno Vitoriano |
| – O Valor das Ideias | Carlos Santos |
| – Cidadania Lx | Jorge Santos Silva / António Branco de Almeida |
| – Jardim de Micróbios | João Campos |
| – Amor nos Tempos da Blogosfera | João Gomes de Almeida |
| – Clube dos Pensadores | Joaquim Jorge |
| – Olhar Direito | Francisco Castelo Branco |
| – Câmara de Comuns | João Ribeiro / Vitor Palmilha |
| – 31 da Armada | Vasco Campilho |
| – Campo de Santana | Diogo Agostinho |

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