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Botânica das Lágrimas, de Pedro Foyos

As visitas de estudo ao Jardim Botânico da Sétima Colina duram por hábito duas horas.
Contudo, o passeio evocado neste romance, muito exceceu esse tempo, perturbado que foi pelas mais inesperadas e fantásticas atribulações.

Nota de Imprensa: O tema tão actual do “bullying” e das praxes cruéis é tratado neste livro de forma inédita, através de uma narrativa de ficção; porém todos os episódios estão fundados na realidade.

O jornalista Pedro Foyos, confirmando a mestria com que conquistou o público ao lançar O Criador de Letras, que é já uma referência obrigatória no domínio do romance histórico em Portugal, conduz-nos agora à redescoberta do universo alternativo da infância, à idade da pureza primordial, quando os actos pouco dependem da racionalidade. A par da comicidade inverosímil desses actos, uma verdade trágica: os gangues, as praxes e sobretudo o fenómeno “bullying” (tirania juvenil em ambiente escolar) de que são vítimas em Portugal milhares de jovens, a partir da infância.
Dados divulgados pela UNICEF demonstram que as crianças portuguesas são das que mais sofrem acções de violência física ou psicológica, pertencendo Portugal ao grupo de três países onde mais de 40 por cento dos inquiridos afirmam ter sido vítimas de “bullying”.


Um menino-herói procura combater o “bullying” e as praxes cruéis por meio da imaginação e do sonho

O romance Botânica das Lágrimas suscitará redobrado interesse no vasto sector dos educadores, assistentes sociais, professores e pais, na medida em que transmite, página a página, os conflitos emocionais e as dores inconfessadas de uma criança que recorre ao sonho e aos seus heróis de ficção para combater a violência.

É também um livro de descoberta científica, tendo por cenário um Jardim Botânico, cativando a esse nível os leitores para as questões da preservação do Ambiente.
A maioria dos capítulos encadeia-se numa “corrente de Sherezade”, cada história contendo nova história. O final quase sempre inacabado, suspenso sob um recorrente e adversativo “mas…”, reporta o desfecho para o capítulo seguinte.

Divertida e inusual em literatura é a utilização da técnica do “teaser”, intrigando o leitor com anúncios que antecipam tenuemente desenlaces imprevistos cuja revelação será feita páginas adiante, passados minutos, indicados com precisão, pois a “viagem” decorre em tempo real, como um registo fílmico. Tudo se passa num sábado de primavera, entre as 09h15 e as 12h00, com as árvores do Jardim a desempenharem um papel determinante na aventura.

Livro 2 – Os Alvores do Renascimento

No segundo volume de A GRANDE HISTÓRIA DA ARTE são apresentados alguns trabalhos que ilustram a redescoberta da antiguidade clássica, onde os artistas se inspiraram para a ruptura com a tradição medieval, até então dedicada ao sagrado.
No início do século XV, tendo como ponto de partida a Bíblia e o interesse pelas letras como forma de conhecimento, criou-se a corrente humanista.

Também a técnica da perspectiva linear – desenvolvida por
Filippo Brunelleschi – deu origem a uma nova noção de espaço, designada por janela pictórica.

Entre a realidade objectiva e a sua expressão simbólica encontramos a correspondência entre medida e proporção:
O homem é a medida de todas as coisas, mas essa medida é proporcionada por Deus.
Da adopção deste preceito, nasceu o movimento que se designou por naturalismo.

No fim do primeiro quartel do século XV, Masaccio (1401-1428) criou a Santíssima Trindade, um fresco fundamental nas obras fundadoras do Renascimento.

O espaço tridimensional realça a hierarquização das figuras e transmite uma noção exacta do volume e do espaço, por via da parede escavada.
Os encomendadores ajoelhados – cuja participação é indirecta, na cena – conferem profundidade ao primeiro plano.
Um triângulo – que simboliza a trindade – agrupa Maria, João e Cristo;
Outro, invertido, tem por base os capitéis, e junta Deus e Cristo.

O sarcófago, que representa a morte, tem inscrita a legenda
EU FUI O QUE TU ÉS E O QUE EU SOU TU SERÁS.

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Índice do Volume:
1 – A Europa das Cortes: O Gótico Internacional
2 – O Estudo da Antiguidade Clássica
3 – A Descoberta da Perspectiva
4 – A Descrição Analítica da Realidade
5 – O Homem no Centro do Universo
6 – A Difusão da Linguagem Renascentista
7 – O Contexto Veneziano
8 – O Tempo de Lorenzo, O Magnífico

Livro 1 – Arte Gótica

O jornal Público disponibiliza a partir de hoje a A GRANDE HISTÓRIA DA ARTE, com revisão técnica de Paulo Pereira e Ferreira Chaves.

A Colecção:
1. Arte Gótica – 20060204
2. Os Alvores do Renascimento – 20060211
3. O Renascimento e o Maneirismo – 20060218
4. Arte Média e Romantismo – 20060225
5. Arte do Próximo Oriente – 20060304
6. Arte Egípcia – 20060311
7. Arte Barroca – 20060318
8. Arte Rococó – 20060325
9. Romantismo e Realismo – 20060401
10. Arte Fenícia – 20060405
11. Arte Grega – 20060415
12. Arte Romana – 20060422
13. Impressionismo – 20060429
14. Cubismo – 20060506
15. Período entre Guerras – 20060513
16. Dicionário de Artistas I – 20060520
17. Dicionário de Artistas II – 20060527
18. Dicionário de Termos Artísticos e Arquitectónicos – 20060603

Lamentação pela morte de Cristo, 1303-1305

Giotto di Bondone (1266?-1337)
Cappella degli Scrovegni – Capela da Arena, Padua

Durante os séculos XI e XII teve lugar a origem das grandes ordens religiosas como a Cisterciense, que nos deixou a Abadia de Alcobaça.

Os artistas das grandes catedrais – cujos motivos remetiam para a antiguidade clássica – perderam algum brilho para os pintores, que se inspiravam na vida, expressa numa visão mais alegre da realidade, menos bizantina.

A elegância e a humanidade das imagens – no detalhe e na luz – eram marcas de artistas como Giotto, Duccio, Fra Angelico, Simone Martini e os irmãos Lorenzetti, nomeadamente nos frescos.

Este período, historicamente pouco definido durante a transição da Idade Média para o Renascimento, designou-se a partir do século XVI como Gótico.
Sociedades evoluidas como a França e a Itália, deram um grande contributo para a emergência da arte europeia nesta época.

Maestà, 1315 (detalhe)

Fresco de Simone Martini (1280?-1344)
Palazzo Pubblico, Siena

Nota positiva
Grande profusão de imagens; análise e aprofundamento de obras.
Nota negativa
Algumas imagens de fraca qualidade; embalagem sofrível.

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