Archive for the ‘ Música ’ Category

‘Concert de chambre a deux et trois parties Nos. 1’, de Joseph Mouret

De Joseph Mouret [11 Abril 1682 – 22 Dezembro 1738], compositor do barroco francês que exerceu o cargo de director do Concert Spirituel a partir de 1728, a leveza e a elegância da suíte de dança francesa, expressa no concerto de câmara dividido em oito partes que integra o primeiro álbum do Ensemble BradamanteConcerti A Quattro , 2020


/ 12 · 19 Concert de chambre a deux et trois parties Nos. 1 (Primeiro livro 1734)

‘Carillon des Morts’, de Michel Corrette

De Michel Corrette [10 Abr 1707 – 21 Jan 1795], a peça para orquestra Carillon des Morts, adicionada à Missa de Defuntos (Requiem) de Jean Gilles, 1764.


Álbum: Gilles: Messe des Morts / Corrette: Carillon des Morts, 1981
Musica Antiqua Köln · Reinhard Goebel · Philippe Herreweghe

‘Missa Pro Defunctis’, de Johann Caspar Kerll (II)

De Johann Caspar Kerll [9 Abril 1627 – 13 Fevereiro 1693], organista na Catedral de Santo Estêvão em Viena [1675-1683] e um dos mais reputados docentes do barroco alemão, o Communio (Lux aeterna), extraído da Missa Pro Defunctis [1669].


Álbum: Johann Joseph Fux, Johann Caspar Kerll – Kerll & Fux: Requiems, 2016
Intérpretes: Ensembles L’Achéron e Vox Luminis, com direcção de Lionel Meunier.

 

Alonso Lobo: Versa est in luctum

Ainda que sem o reconhecimento atribuído a Tomás Luis de Victoria, o compatriota Alonso Lobo [1555 – 5 Abril 1617] foi tido em grande consideração na Península Ibérica durante a Renascença.


Álbum: From Spain To Eternity – The Sacred Polyphony Of El Greco’s Toledo
Ensemble Plus Ultra, 2014

Gaspar Sanz – “Instrução Musical na Guitarra Espanhola” (II)

Gaspar Sanz [4 Abril 1640 – 1710], compositor, violonista e organista do barroco espanhol, estudou música, teologia e filosofia na Universidade de Salamanca, onde mais tarde foi nomeado professor de música. Escreveu três livros sobre pedagogia e obras para violão barroco: em 1674 publicou Instrucción de música sobre la guitarra española y métodos de sus primeros rudimentos hasta tañerla con destreza, no ano seguinte Libro segundo, de cifras sobre la guitarra española e, finalmente em 1697, Libro tercero de música de cifras sobre la guitarra española.


Álbum: Instrucción de música sobre la guitarra española, 2020

José Miguel Moreno (violão clássico) dirige o Ensemble Orphénica Lyra

‘Novena principalis Constantiniana’, de Valentin Rathgeber

De Johann Valentin Rathgeber [3 Abril 1682 – 2 Junho 1750], monge beneditino, versátil compositor, organista e director de coro do Barroco Alemão, o Agnus Dei, extraído da missa Novena Principalis Constantiniana [1725], dedicada ao Príncipe Abade da Baviera Konstantin von Buttlar [1679-1726].


Álbum: Rathgeber: Missa St. Benedicti, 2010

 Monteverdi Ensemble Wurzburg · Matthias Beckert

‘Missa Nunca Fue Pena Mayor’, de Francisco de Peñalosa

Francisco de Peñalosa [Talavera de la Reina, c . 1470 – Sevilha, 1 Abril 1528], sacerdote e compositor espanhol do Renascimento, foi um dos mais dignos de admiração dentro da geração anterior a Cristóbal de Morales. Da obra de Peñalosa foram preservadas seis missas, duas dezenas de motetos, sete magnificats, três lamentações e uma dezena de composições seculares. Da Missa Nunca Fue Pena Mayor para quatro vozes, composta sobre obra homónima a partir do Cancionero de Palacio, fica o Sanctus.


Álbum: Francisco de Peñalosa: Missa Nunca Fue Pena Mayor, 2011

Ensemble Gilles Binchois · Les Sacqueboutiers · Dominique Vellard

Maria Callas em Lisboa

A presença de Maria Callas em Lisboa para protagonizar a ópera La Traviata, de Verdi, no Teatro Nacional de São Carlos, foi assinalada pelo Diário de Notícias na edição de 26 de Março de 1958. “Um vendaval trouxe-nos Maria Callas. Simpática e sorridente e sem incidentes”, podia ler-se no nosso jornal. Maria Callas subiu ao palco no papel de Violetta Valéry, a 27 de Março de 1958, acompanhada por um elenco que incluiu Alfredo Kraus, Mario Seremi, Laura Zanini, Piero de Palma, Vito Susca, Alessandro Maddalena, e os portugueses Maria Cristina de Castro, no papel de Annina, Álvaro Malta, como barão Douphoi, e Manuel Leitão, como mensageiro. A direção musical da ópera foi do maestro Franco Ghione.
La Traviata foi das óperas que Callas mais interpretou. Só no período de 1951 a 1958, protagonizou-a mais de 60 vezes, em teatros de Roma, Florença, Parma, em Itália, São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil, Chicago, Nova Iorque e Dallas, nos Estados Unidos, ou na Cidade do México. A encenação que o cineasta Luchino Visconti fez desta ópera, para a temporada de 1955-56 do Alla Scala, de Milão, dirigida por Carlo Maria Giullini, é apontada como uma das suas mais notáveis interpretações de Violetta Valéry. Todavia, quando a protagonizou em Lisboa, a soprano nova-iorquina de origem grega sentir-se-ia muito próxima da personagem.


‘Palle, palle’, de Heinrich Isaac

De Heinrich Isaac [c.1450 – 26 Março 1517], compositor franco-flamengo do período renascentista a quem o Musica Aeterna dedicou um programa em 2017 para assinalar a efeméride dos 500 anos da morte, o moteto sem texto Palle, palle – do período em que Isaac esteve em Florença ao serviço de Lorenzo de’ Medici, “Il Magnifico”.


Álbum: Henricus Isaac, 2017 · Jordi Savall · Hespèrion XXI
Fanfare des Médicis : Palle, palle (instrumental)

‘Miserere mei Deus’, de Johann Adolph Hasse

De Johann Adolph Hasse [baptizado em 25 Março 1699 – 16 Dezembro 1783], influente compositor alemão do período barroco tardio, cuja fama em vida foi amplamente baseada nas suas óperas ao estilo italiano, a abertura do Miserere mei Deus, extraída do Miserere, versão musicada do Salmo 50.


Álbum: Hasse: Requiem, 2008
Miserere In E Minor: I. Miserere mei Deus · Ensemble Il Fondamento, Paul Dombrecht