Archive for the ‘ Museus ’ Category

Bicentenário da morte de Napoleão

Nascido na Córsega em 1769, coroado imperador dos franceses em 1804 e exilado na ilha de Santa Helena, no Atlântico sul, a partir de 1815, depois da histórica derrota em Waterloo, Napoleão Bonaparte soltou o último suspiro a 5 de Maio de 1821 às 17:49, precisamente há 200 anos. Tinha então 51 anos.
Para evocar o bicentenário da morte do Imperador, o Grand Palais inaugura a exposição Napoléon no Grande Halle de la Villette [28 Maio – 19 Setembro 2021] sobre a fascinante personalidade que moldou a história de uma França pós-revolucionária.
Da ascensão ao declínio da aventura imperial, a exposição retrata em nove secções esse período crucial, desde os momentos-chave da história da França até à vida íntima e romântica do imperador.
Conhecer Napoleão significa, em certa medida, entender a Europa em que vivemos hoje.


Das inúmeras iniciativas que ocorrerão ao longo do ano, destaques para a contribuição excepcional do Palácio de Versalhes com mais de 150 peças originais, do Musée de l’Armée com a exposição “Napoléon n’est plus”, do Musée national du château de Fontainebleau com a mostra À la rencontre de Napoléon Ier , no Musée National du Chateau de Malmaison a exposição Napoléon aux 1001 visages ou, brevemente, “Joséphine & Napoléon, une histoire (extra)ordinaire” na Maison Chaumet.

“Praia das Maçãs” de José Malhoa (II)

Adquirida por Anastácio Gonçalves, em 1929 aos herdeiros de Higino de Mendonça, nesta Praia das Maçãs”, apesar do título, não é a Natureza que assume um papel de destaque, mas sim a figura e a presença humanas. Com uma pincelada rápida e solta, num registo a partir da observação directa do motivo, José Malhoa [28 Abr 1855 – 26 Out 1933] remete-nos para uma prática que escapa às convenções mais academizantes. Via Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.

‘Botzaris surpreende o acampamento turco e cai mortalmente ferido’, de Delacroix

A Guerra da Independência Grega (1821-1827) contra o Império Otomano está ilustrada em várias obras de Eugène Delacroix [26 Abril 1798 – 13 Agosto 1863], desde O Massacre de Chios (1824) ao épico ataque surpresa ao acampamento turco que o General Markos Botsaris [c. 1788 – 21 Agosto 1823] liderou com apenas 350 homens contra cerca de 4.000 soldados albaneses, do qual resultou a morte heróica de Botzaris, dramaticamente caído enquanto os seus homens correm para ele, retratado ao centro deste estudo preparatório (1860-1862) que Delacroix deixaria incompleto após a sua morte. A obra pertence ao The Toledo Museum of Art no Ohio, EUA.


http://emuseum.toledomuseum.org/objects/55718/botzaris-surprises-the-turkish-camp-and-falls-fatally-wounde

‘A Visão de São Francisco’, de Ludovico Carracci

Ludovico Carracci [21 Abril 1555 – 13 Novembro 1619], pintor, gravador e impressor do Barroco Italiano, foi fundador da Accademia degli Incamminati que ajudou a desenvolver a chamada Escola da Bolonha no final do século XVI.

Ludovico Carracci foi um dos primeiros pintores a explorar o lado emocional da revelação divina. Em A Visão de São Francisco (1585), uma das primeiras obras do artista, ilustrou o episódio em que um dos seguidores de São Francisco testemunhou uma aparição da Virgem entregando o Menino Jesus ao santo, enfatizando a natureza intensamente espiritual da experiência de Francisco. Via Rijksmuseum, Amsterdão.


‘As Quatro Alegorias do Amor’, de Paolo Veronese

Com Ticiano [ca.1490 –  1576] e Tintoretto [1518 – 1594], Paolo Veronese [Verona , 1528 – Veneza , 19 Abril 1588] integra  “o grande trio que dominou a pintura veneziana do século XVI”.

O último quartel do século XVI foi de intensa actividade para a oficina de Veronese, com um conspícuo trabalho para a igreja e aristocracia veneziana, expresso em grandes retratos e também formatos menores dedicados a temas mitológicos ou alegóricos, retirados da literatura clássica, com claras alusões eróticas e sensuais. Exemplos dessas produções são a Criação de Eva ( Art Institute of Chicago ), O Rapto de Europa (Palácio Ducal em Veneza) e Moisés salvo das águas (Museu do Prado em Madrid).

Também desse período são as famosas Quatro Alegorias do Amor (ca. 1575) , inicialmente fazendo parte de um único conjunto decorativo de um tecto, ou vários, e que actualmente pertencem à National Gallery em Londres.


‘Los pichones’, de Picasso

Pablo Ruiz Picasso [Málaga, 25 Outubro 1881 – Mougins, 8 Abril 1973]
«Los pichones» – Cannes, 1957


‘A Sagrada Família com Santa Ana’, de El Greco

Em 2015 o Museu Nacional de Arte Antiga teve como obra convidada “A Sagrada Família com Santa Ana” (ca. 1600), do pintor cretense Doménikos Theotokópoulos, conhecido como “El Greco” [1 Outubro 1541 – 7 Abril 1614]. Esta obra pertence ao Museo Nacional del Prado.


René Lalique na Gulbenkian

Em dia de aniversário do nascimento de René Lalique [6 Abril 1860 – 1 Maio 1945], a Fundação Calouste Gulbenkian celebra o aniversário deste mestre da Arte Nova e Arte Deco com a reabertura da exposição dedicada ao artista, subordinada ao título René Lalique e a Idade do Vidro. Arte e Indústria – até 12 de Abril.

O núcleo Lalique da Colecção do Fundador reúne perto de 200 obras da sua autoria, incluindo joias, vidros, objectos de uso quotidiano e desenhos que, pela sua qualidade e homogeneidade, é considerado único no mundo.

As imagens são da Exposição que vi em 2016.


‘Histórias da Paixão de Jesus’, de Pietro Lorenzetti

Pietro Lorenzetti [ca. 1280/85 – ca. 1348] foi um pintor do Trecento italiano, representante da Escola de Siena, que floresceu entre os séculos XIII e XV. Entre 1310 e 1320 participou na grande obra decorativa da Basílica Inferior de Assis – em particular no transepto sul – com afrescos das Histórias da Paixão de Jesus. 


 

«El 2 de mayo de 1808 en Madrid o “La lucha con los mamelucos”», de Francisco de Goya

Nos 275 anos do nascimento de Francisco de Goya [30 Março 1746 – 16 Abril 1828], duas obras do mesmo período: El 2 de mayo de 1808 en Madrid o “La lucha con los mamelucos” e El 3 de mayo en Madrid o “Los fusilamientos”, ambas de 1814, após a restauração da monarquia com a queda de Napoleão.