Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

Os quartetos de cordas de Haydn (II)

Na passagem do ducentésimo nonagésimo quarto aniversário do nascimento de Joseph Haydn [1732-1809], fica o segundo andamento do ImperadorPoco adagio cantabil, o terceiro dos seis quartetos “Erdödy” Op. 76 (Hob. III:75–80) produzidos entre 1796 e 1797.
A escolha pela interpretação do Quatuor Mosaïques assenta no facto de o quarteto de cordas austríaco ser uma referência em instrumentos de época.


Max Richter no Gira-Discos

A música de Max Richter, compositor britânico de origem alemã que esta semana completou 60 anos, roda no último episódio de Gira-Discos e também na última emissão de Sala 2, programas de Nuno Galopim na Antena 2.
O seu projecto mais ambicioso – Sleep (2015)-, uma experiência sensorial de oito horas e meia, pode ser escutado no Spotify.

‘The Opening of the Wallhalla’, de William Turner

No aniversário da morte e nos 250 anos do nascimento de Joseph Mallord William Turner [1775 – 1851], a obra The Opening of the Wallhalla de 1842, integrada na monumental exposição Turner 250, para visitar na Tate até Abril de 2026.
 

‘Murnau: Top of the Johannisstrasse’, de Kandinsky 

A partir de 1908, Wassily Kandinsky [16 Dezembro 1866 – 13 Dezembro 1944] e Gabriele Münter [19 Fevereiro 1877 – 19 Maio 1962] passaram longos períodos em Murnau, pequena cidade na região da Baviera onde Münter comprou uma casa em 1909. Os seus arredores pitorescos e ruas tranquilas tornar-se-iam um dos temas mais frequentemente abordados por ambos.


Murnau: Top of the Johannisstrasse, 1908 | Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid

‘Nuper Rosarum Flores’, de Guillaume Dufay

O franco-flamengo Guillaume Dufay [1397-1474], de quem neste dia 27 de Novembro em 2024 passaram 550 anos da morte, é considerado o mais importante compositor durante o período inicial do Renascimento. Fica o motete Nuper Rosarum Flores, composto para a consagração da Catedral de Florença em 1436.


Álbum: Dufay: O gemma lux (2011) · Isorhythmic Motets: Nuper rosarum flores · Huelgas-Ensemble · Paul Van Nevel

‘Trio Concertante em ré maior’, de Johann Gottlieb Graun

Na passagem do ducentésimo quinquagésimo quarto aniversário da morte de Johann Gottlieb Graun [1703 – 1771], compositor alemão do barroco tardio, que exerceu a função de Konzertmeister na corte de Frederico II O Grande, o Trio Concertante para duas violas da gamba e baixo contínuo em ré maior pelo Ensemble Musicke & Mirth, fundado em 1997.


Disco: Feuer und Bravour – Ramée, 2008 | Intérpretes: Jane Achtman e Irene Klein (violas), Rebeka Rusó (violoncelo), Barbara Maria Willi (pianoforte e cravo)

‘Cantiones Sacrae’ de Hans Leo Hassler

De Hans Leo Hassler [Nuremberga, 25 ou 26 Outubro 1564 – Frankfurt, 8 Junho 1612], compositor e organista alemão cujo trabalho decorreu na transição da Renascença para o barroco veneziano, o moteto Hodie Christus natus est, que integra o disco de música alusiva ao Natal A Wondrous Mystery: Renaissance Choral Music for Christmas, editado em 2015 pelo Ensemble Stile Antico.


 

‘Les Demoiselles d’Avignon’, de Picasso

De Pablo Ruiz Picasso [Málaga, 25 Outubro 1881 – Mougins, 8 Abril 1973], a obra “Les Demoiselles d’Avignon” – Paris, Junho-Julho de 1907, é singular pela forma ousada como as suas protagonistas confrontam o espectador.



As mulheres de Avignon alude à dimensão psicossexual das prostitutas de Barcelona, expressa através da diferença cultural em que assenta a figura feminina africana colonizada.

100 anos de Robert Rauschenberg

No centenário do nascimento do pintor e artista gráfico norte-americano Robert Rauschenberg  [22 Outubro 1925 – 12 Maio 2008], precursor de diversos movimentos artísticos que emergiram no pós-guerra, como o Expressionismo Abstracto, fica a obra Able Was I Ere I Saw Elba (1985), que integra uma série de trabalhos em que Rauschenberg utilizou uma técnica de colagem de imagens em cerâmica japonesa.


‘Cabeça de Mulher, Retrato de Dora Maar’

“Tête de femme, no 7. Portrait de Dora Maar”, de 1939, pertence a uma série de desenhos nos quais Pablo Picasso [1881-1973] representou a pintora, fotógrafa e poeta francesa Dora Maar [1907-1997], que morreu neste dia 16 de Julho em Paris.
Tendo-a conhecido em 1936, rapidamente se deixou seduzir pela sua beleza e personalidade alegre; Dora Maar foi amante e companheira artística de Picasso nos finais do anos 30 e princípios de 40, com quem partilhou as suas preocupações intelectuais e políticas.
Produzidos durante os anos da Guerra Civil espanhola (1936-39) e da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os retratos de Dora Maar reflectem não só o estado emocional de Picasso durante esse período, mas também a instabilidade da época.