Arquivo por Autor

‘A Coroação de Espinhos’, de van Dyck

Durante a primeira metade do século XVII, Anthony van Dyck [22 Março 1599 – 9 Dezembro 1641] foi o pintor mais importante do Barroco Holandês, a seguir a Peter Paul Rubens [1577-1640], cuja influência foi visível na fase inicial do trabalho de van Dyck, como na obra A Coroação de Espinhos [1618-1620].


Anthony van Dyck [1599-1641] – ‘A Coroação de Espinhos’ [1618-1620]
Museu do Prado, Madrid

Composition pour “Jazz”, de Albert Gleizes

De Albert Gleizes [8 Dezembro 1881 – 23 Junho 1953], teórico e pintor francês que foi um dos fundadores do cubismo e influenciou a Escola de Paris, a obra Composition pour “Jazz” (1915) pertence ao período em que as pinturas de Gleizes se tornaram abstractas.


‘Bemsha Swing’, de Thelonious Monk

Brilliant Corners foi o primeiro álbum de originais que Thelonious Monk [1917-1982] gravou para a Riverside em 1956.
A última composição do álbum e a última a ser gravada foi ‘Bemsha Swing’, a 7 de Dezembro. As duas sessões anteriores tiveram lugar a 9 e 15 de Outubro.


Thelonious Monk, piano | Sonny Rollins, saxofone tenor
Clark Terry, trompete | Paul Chambers, contrabaixo | Max Roach, bateria

100 anos de Dave Brubeck, o compositor que tocava piano

A biografia “Dave Brubeck: A Life in Time”  é simbolicamente a minha sugestão deste dia 6 de Dezembro de 2020, data em que se assinala  o centenário do nascimento de Dave Brubeck [1920-2012]. O autor, o jornalista e crítico musical inglês Philip Clark conheceu o compositor de ‘Blue Rondo A La Turk’ em 1992 e acompanhou-o praticamente até à sua morte, na manhã de 5 de Dezembro de 2012.


‘Freddie Freeloader’ – Wynton Kelly’s piano solo

Wynton Kelly [2 Dezembro 1931 – 12 Abril 1971] substituiu Bill Evans ao piano no tema ‘Freddie Freeloader’, na que foi a sua única participação no álbum ‘Kind of Blue’ de Miles Davis (1959). Os solos são de Wynton Kelly, Miles Davis, John Coltrane, Cannonball Adderley e Paul Chambers.


Andreas Werckmeister e música das esferas

Andreas Werckmeister [30 Novembro 1645 – 26 Outubro 1706], foi um compositor e teórico do barroco alemão, defensor da ligação entre a teologia e a música.
Para vários pensadores luteranos dos séculos XVII e XVIII, como Michael Praetorius [1571-1621], as relações numéricas que regulam as proporções musicais possuem um valor simbólico e metafísco, compreendidas à luz da teologia.


‘Vespro della Beata Vergine’, de Claudio Monteverdi

A obra de Claudio Monteverdi [1567 – 29 Novembro 1643] exerceu uma grande influência, não apenas sobre compositores seus contemporâneos mas também sobre um grande número de músicos durante os séculos que lhe sucederam até aos dias de hoje, fruto da modernidade da sua escrita. Entre as suas principais realizações estão as “Vespro della Beata Vergine”, publicadas em 1610 em Veneza.

O início de 2020 ficou marcado pela apresentação das Vésperas em Nova York pelo Ensemble Green Mountain – TENET Vocal Artists, projecto concebido pela soprano Jolle Greenleaf (direcção artística) e pelo violinista Scott Metcalfe (direcção musical).

Sendo a Sonata sopra “Sancta Maria ora pro nobis” a minha peça favorita, desta gravação gostava de destacar o salmo Duo Seraphim, pelo diálogo entre os tenores James Reese e Jason McStoots.

 

‘Mare Pacificum’

Pouco mais de um mês após a ‘descoberta‘ da passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, hoje conhecida como Estreito de Magalhães, a 28 de Novembro de 1520 Fernão de Magalhães entrava no que baptizou “Mare Pacificum”.

Da viagem de Luísa Amaro pelo “Mar Magalhães” (2018), fica a sua bela versão de Mazurka-Choro, composição de Heitor Villa Lobos.

‘Take Ten’, de Paul Desmond

Membro do Quarteto de David Brubeck entre 1958 e 1967, o saxofonista e prolífico compositor Paul Desmond [25 Novembro 1924 – 30 Maio 1977], autor do tema Take Five que integra o álbum Time Out (1959), gravou em 1973 o álbum Skylark em três sessões, a 25 e 27 de Novembro e a 4 de Dezembro. Fica o tema de abertura Take Ten, que conta, entre outros, com Ron Carter no baixo, Gabor Szabo na guitarra, Bob James no piano eléctrico e Jack DeJohnette na bateria.


‘Concierto de Aranjuez: Adagio’ – The Modern Jazz Quartet

Esta versão do ‘Concierto de Aranjuez: Adagio’ foi extraída do duplo álbum The Complete Last Concert, gravado ao vivo pelo The Modern Jazz Quartet em 25 de Novembro de 1974 no Lincoln Center for the Performing Arts, New York.


Milt Jackson, vibrafone – John Lewis, piano – Percy Heath, contrabaixo – Connie Kay, bateria