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‘En el puerto’, de Albert Gleizes

Albert Gleizes – ‘En el puerto’, 1917 | Museo Thyssen, Madrid


“En el puerto” (1917) de Albert Gleizes [París, 8 Diciembre 1881 – Aviñón, 23 Junio 1953] es una superposición de recuerdos y fragmentos de los puertos de Nueva York y Barcelona, donde el artista vivió durante la Primera Guerra Mundial para no ser movilizado. La particular retícula del urbanismo de Barcelona y los arcos ojivales de Santa María del Mar, junto con los rascacielos de la Gran Manzana o los cables del puente de Brooklin, se mezclan en esta interpretación cubista de las dos ciudades. Pero Gleizes utiliza también la esquematización vanguardista para representar el mar que las une, con formas onduladas que recuerdan al movimiento de las olas y diminutas piedrecitas para sugerir la arena de las playas por donde solía pasear. 
Paloma Alarcó, Museo Thyssen

Albert Gleizes – O Cubismo em Majestade

Após um curto período impressionista, por volta de 1900, Albert Gleizes (1881-1953) dedica-se sobretudo ao desenho. O seu estilo, inicialmente simbolista, evolui para uma extraordinária síntese das formas que inaugura novos caminhos. No “Salon des Indépendants” de 1911, Gleizes participa juntamente com Jean Metzinger, Robert Delaunay e Fernand Léger no escândalo do Cubismo, revelado pela primeira vez ao público.

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Femme aux phlox, 1910

Os quadros enviados por Gleizes para os “Salons de Paris” até à Guerra de 1914, tais como La Femme aux phlox, Les Joueurs de football manifestam, de forma brilhante, as ambições do pintor, no momento em que Guillaume Apollinaire vê na “majestade”, “o que antes de mais caracteriza a arte de Albert Gleizes”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Gleizes, que se encontra mobilizado na Lorena, aprofunda as suas experiências construtivas e volta-se para a abstracção. Em Nova Iorque, onde viria a refugiar-se, o seu estilo evolui para uma interpretação dinâmica e energicamente colorida do Cubismo. De regresso a França, em 1919, Gleizes torna-se no principal defensor de uma abstracção depurada, animada pelas “translações” e “rotações” de planos coloridos.

La majesté, voila ce qui caractérise avant tout l’art d’Albert Gleizes. Il apporta ainsi dans l’art contemporain une émouvante nouveauté.
On ne la trouve avant lui, que chez peu de peintres modernes. Cette majesté éveille l’imagination, provoque l’imagination et considérée du point de vue plastique elle est l’immensité des choses.

Guillaume Apollinaire
Les Peintres cubistes, 1913

Portrait d’un médecin militaire, 1914–15

Nos anos 30 e 40, Gleizes dedica-se à execução de cenários monumentais. Particularmente influenciado pela pintura romana, empenha-se também em renovar a expressão do sagrado. No fim da vida, Gleizes confirma o seu gosto pela abstracção, ganhando o seu desenho uma grande liberdade formal.

 

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