Arquivo de Fevereiro, 2025

‘Tune Thy Musicke To Thy Hart’

We are, perhaps, in a wood-panelled Elizabethan hall, where in the early 17th century the family of a large house gather for their private prayer. Voices and viols mix in harmony, ranging from the familiar simplicity of Thomas Campion‘s “Never weather-beaten sail” to the elaborate verse anthem by Orlando Gibbons’s “See, see the word is incarnate”, the whole story of salvation condensed into six superb minutes. Tallis, Tomkins and Byrd are here, but the revelation is the little-known John Amner, whose “A stranger here” reaches a climax of rare dissonant intensity, powerfully sung. Another triumph for the superb Stile Antico ensemble and Fretwork.Nick Kenyon, The Observer
Tune thy Musicke to Thy Hart: Tudor & Jacobean music for private devotion com os ensembles Stile Antico & Fretwork (Harmonia Mundi, 2012). O álbum pode ser escutado no Spotify.

‘Free for All’, de Art Blakey

O colectivo Jazz Messengers, liderado durante mais de três décadas por Art Blakey [1919-1990], teve um dos momentos altos da sua existência quando, em 10 de Fevereiro de 1964, entrou nos estúdios Van Gelder para gravar ‘Free for All’. O álbum seria lançado no ano seguinte pela Blue Note. Fica a extraordinária faixa-título, de Wayne Shorter [1933-2023]


Art Blakey, bateria | Freddie Hubbard, trompete | Curtis Fuller, trombone
Wayne Shorter, saxofone tenor | Cedar Walton, piano | Reggie Workman, baixo

“I Want to Talk About You”, de John Coltrane

O lendário saxofonista norte-americano John Coltrane reuniu, neste 7 de Fevereiro em 1958 nos estúdios de Rudy Van Gelder, uma tropa de elite que incluía Paul Chambers no contrabaixo, Art Taylor na bateria e Red Garland ao piano, para gravar Soultrane, apenas três dias após a primeira sessão que Miles Davis gravou para o álbum Milestones, no mesmo estúdio em Nova Jérsia, Nova Iorque.
Fica a leitura do standard de Billy Eckstine [1914-1993] “I Want to Talk About You”, tema que Coltrane revisitaria em 1964 no álbum Live at Birdland.


‘A tocadora de alaúde’, de Orazio Gentileschi

Na passagem do aniversário da morte, neste dia 7 de Fevereiro em Londres, de Orazio Gentileschi [1563-1639], pintor maneirista natural de Pisa, na Toscana, pai da célebre Artemísia (1593 – por volta de 1656), também pintora a quem o Museu Jacquemart-André, um dos mais belos museus de Paris, dedica este ano uma exposição (a visitar em Maio), a obra A tocadora de alaúde, c. 1612/1620 – actualmente na National Gallery em Washington.

Sendo reconhecidamente um dos trabalhos mais famosos de Gentileschi, claramente sob influência de Caravaggio, com quem manteve uma relação de grande proximidade nos primeiros anos do século XVII, beneficia, se assim se pode dizer, de se identificar com o período inicial de Caravaggio, mais luminoso.

A jovem, sentada de costas, tem sobre a mesa um violino, uma flauta e um par de pautas de música; com a cabeça inclinada, ouve atentamente os acordes do alaúde. A combinação dos dois elementos sugere a representação da Harmonia…


‘Mort, tu as navre / Miserere’, de Johannes Ockeghem

De Johannes Ockeghem [por volta de 1410 a 1425 – 6 Fevereiro 1497], compositor da Escola Franco-Flamenga durante a segunda metade do século XV, sendo frequentemente considerado o mais influente entre Guillaume Dufay [1397-1474] e Josquin des Prez [c. 1450/1455–1521], o comovente moteto Mort, tu as navre / Miserere (conhecido como Planctus sur la mort de Binchois), lamento de Ockeghem sobre a morte de Gilles de Binchois [c.1400-1460], relevante compositor da Escola de Borgonha durante o início da Renascença.


Álbum: Binchois, G.: Choral Music, ℗ 2007 Glossa | Ensemble Graindelavoix