Henry Purcell – 350 anos

Durante os últimos dez anos de vida, Oliver Cromwell – 1599/1658 – foi um dos responsáveis pela morte de Carlos I de Inglaterra e pela abolição da Monarquia, entre 1649 e 1653. Até à sua morte, a então criada Commonwealth da Inglaterra viveu sob a sua generosa protecção.

Em 1659, a  monarquia foi restaurada e Carlos II assumiu o trono. A Inglaterra conheceu então tempos de maior liberdade social e cultural. Foi neste enquadramento que, não se sabe ao certo em que dia, nasceu Henry Purcell, cuja efeméride dos 350 anos do seu nascimento se comemora este ano.

Henry Purcell é seguramente o mais importante compositor inglês e dos mais criativos do período barroco da História da Música Ocidental. Juntamente com HaydnMendelssohn Handel, temos um magnífico quarteto! 🙂

samples de "Dido e Aeneas" na Amazon

Mais samples da sua obra no Sapo, na British Library Board e ainda na Amazon

O longo argumento

caricatura_de_darwinNo dia em que Darwin é notícia, verifico que as suas realizações não estão tão distantes, pois morreu apenas 79 anos antes de eu nascer. 🙂
Mais do que o espaço temporal, o que nos distancia são os progressos continuamente verificados.
Hoje, é grande a tentação de confrontar evolucionismo e criacionismo, o que não conduz a lado nenhum em especial, pois o evolucionismo está assente em teorias científicas, sempre postas à prova, enquanto que o dogma criacionismo não pode ser verificado.
Se Darwin vivesse hoje, dir-nos-ia que as teorias da criação, da selecção natural e do design inteligente, fazem parte integrante da história da vida na Terra.

A Exposição faz particular sentido na Gulbenkian, porque A Natureza É Uma Obra de Arte! 🙂

a páginas tantas…

Tenho andado entretido a  introduzir algumas páginas sobre temas actuais que me interessam e que irão sendo actualizadas.

A saber:

Uma sobre os Óscares, com mais uma noitada em perspectiva, a 22 deste mês; Outra sobre fotografia em cinema, de Annie Leibovitz – Film Noir.

Duas sobre grandes compositores de quem se comemoram bicentenários, respectivamente, da morte de Joseph Haydn e do nascimento de Felix Mendelssohn.

Ainda à volta dos sons, uma página desenvolvida a partir do programa Musica Aeterna, produzido por João Chambers para a Antena 2. Um belíssimo programa, emitido no dia 31 de Janeiro, dedicado a assinalar dos 500 anos da publicação, em Veneza, do tratado De Divina Proportione de Luca Pacioli, o qual trata, essencialmente, o número de ouro e a sua aplicação na arquitectura e na pintura.
Outra sobre Rembrandt está na forja…

Por falar em pintura! Se a Exposição de Francis Bacon no Museu do Prado merece destaque, a monumental Babilónia no British Museum… só visto!

Especialmente actual, num tempo incerto para a nossa espécie, a página dedicada a Charles Darwin, cujo bicentenário do nascimento se comemora este ano, a par os 150 anos de “A Origem das Espécies”. A não perder, a Exposição que inaugura depois de amanhã na Gulbenkian.

Recordo, no trigésimo aniversário da morte de meu pai, Tabacaria, por João Villaret:

Os “meninos” levaram tautau

Sporting, 4 - Porto, 1

Meia-Final da Taça da Liga: Sporting, 4 - Porto, 1

Bordalo Pinheiro

Século XX. Azulejaria de autor, modernista, moderna e contemporânea
Raphael Bordallo Pinheiro – Painel de azulejos relevados com gafanhotos, c. 1905,
Museu Nacional do Ajulejo

rafael-bordalo-pinheiro_painel_museu-do-azulejo

Felix Mendelssohn – 200 anos

Celebremos hoje o nascimento de Felix Mendelssohn , ouvindo a sua música.

Coloquei no imeem as Sinfonias nºs 3 -Escocesa e nº 4  – Italiana. Requer registo.

Começando com  Song without words in D, por Jacqueline du Pré

Ainda, teimosamente, um excerto do Violin Concerto in E minor, Op.64, também dirigido por Kurt Mazur, mas agora com Anne-Sophie Mutter

Finalmente, Lang Lang no Piano Trio in d-Moll, op. 49, segundo movimento – Andante con moto tranquillo

Novidades ECM

Exclusivamente para apreciadores.

Se esta posta não se enquadra nos seus gostos musicais, até jazz…

Mas já que continua a ler…

A ECM tem em curso uma campanha de preços baratos, para variar. A selecção Touchstones  contém 40 obras abaixo dos 10 euros; como não há milagres, a coisa resume-se a um cd dentro de uma capinha de cartão, sem o habitual livrinho.

Das minhas preferências, destaco uma peça que ouvi ontem:

collin-walcott_cloud-dance_ecm

Após os primeiros acordes da sítara de Collin Walcott (surge imediatamente o som familiar de Ravi Shankar) dá-se uma feliz fusão com o baixo de Dave Holland, cheia de tons quentes! Quanto à guitarra de John Abercrombie, primeiro estranha-se…

CLOUD DANCE

Collin Walcott – sitar, tabla
John Abercrombie – guitar

Dave Holland – bass
Jack DeJohnette – drums

Révélation Blog 2009

Festival international de la bande dessinée d'Angoulême

 

Eis os três vencedores do Concurso “Révélation Blog 2009”:

 

 

 

Couverturebooknet

Apólogo da Morte

Esta alegoria da morte representa o triunfo do imponente Ceifeiro. Com um pé em cima do mundo e outro sobre alguns símbolos de poder, segura um caixão debaixo do braço e, com a mão, apaga a vela-luz-da-vida.  Tal como em “Finis Gloriae Mundi”, caminhamos todos alegremente para o grande festim dos bichos, sejamos santos ou pecadores 🙂

 

Juan de Valdés Leal - In Ictu Oculi, 1670-72

Juan de Valdés Leal - In Ictu Oculi, 1670-72

 

Soneto LXXXI – Moral

Vi eu um dia a Morte andar folgando
por um campo de vivos que a não viam.
Os velhos, sem saber o que faziam,
a cada passo nela iam topando.

Na mocidade os moços confiando,
ignorantes da Morte a não temiam.
Todos cegos, nenhuns se lhe desviam;
ela a todos co dedo os vai contando.

Então quis disparar e os olhos cerra:
tirou e errou: Eu, vendo seus empregos
tão sem ordem, bradei: Tem-te, homicida!

Voltou-se e respondeu: Tal vai de guerra!
Se vós todos andais comigo cegos,
que esperais que convosco ande advertida?

 

Francisco Manuel de Melo

Mendelssohn

Vamos então às comemorações do duocentésimo aniversário sobre o nascimento de Felix Mendelssohn (1809-1847), de quem tive oportunidade de ouvir no passado domingo uma obra de que gosto muito, a Sinfonia n.º 4 – Italiana!

Entre grandes violinistas como Anne-Sophie Mutter, David Oistrakh, Yehudi Menuhin, Itzhak Perlman, Pinchas Zukerman ou Augustin Dumay, destaco hoje a encantadora Sarah Chang, de quem aqui havia falado, com esta interpretação alegre e muito apaixonada do Violin Concerto in E minor, Op.64, num concerto da Filarmónica de Nova Iorque, dirigida pelo honorável maestro alemão Kurt Mazur