Bach e o legado de Lutero

Descobri mais um magnífico documentário produzido pela BBC-Four, no qual o actor Simon Russell Beale continua a viagem pelo florescimento da música sacra ocidental através das interpretações do Ensemble The Sixteen, dirigido por Harry Christophers.

O documentário encontra-se disponível na página de jormundgard no YouTube:
Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Parte 5Parte 6

Martinho Lutero teve um impacto profundo no desenvolvimento da música sacra, pelo contributo na redefinição das práticas do canto congregacional e do órgão nos serviços religiosos; reformas que, de tal forma influenciaram a música durante os 150 anos seguintes , viriam a inspirar JS Bach, semana após semana, mês após mês, a escrever mais de mil peças musicais, das quais cerca de dois terços produzidas para a Igreja Luterana de Thomaskirche, na cidade alemã de Leipzig, legado que inclui uma das mais sublimes peças da música do ocidente, “Jesu, Joy of Man’s Desiring”.

150º Aniversário do “Tratado de Paz entre Portugal e o Japão”

Após prolongada presença portuguesa, inicialmente no sul e centro do Japão (de 1543 a 1639), as relações diplomáticas entre os dois países foram formalmente estabelecidas pelo Tratado de Paz, Amizade e Comércio, assinado em 1860, pelo Rei D. Pedro V e o Imperador do Japão. Embaixada de Portugal no Japão

A partir de hoje e para ir acompanhando, O Vento nas Velas colocará em rede as memórias dos aventureiros e dos missionários de há quatro séculos no país do Sol Nascente.

Em Outubro de 2010, o CHAM promove o Colóquio As relações luso-nipónicas (1860-2010).

Entre os muitos tesouros que o Museu Nacional de Arte Antiga encerra, encontra-se uma rara série de biombos Nambam (que narram as actividades religiosas e comerciais dos portugueses no Japão) e um frasco, ambos pertencentes ao Período Momoyama, finais do século XVI.


Barcelona, o exoplaneta!

Cristiano Ronaldo é a estrela mais brilhante do mundo da bola, é bom que seja português e que tenha crescido no clube do coração, o meu Sporting. Messi? É de outra galáxia!
A minha simpatia pelo Barcelona vem dos tempos de Johan Cruijff, uma das estrelas mais brilhantes da constelação catalã que, injustamente, retirou do mapa Luis Figo, nome incontornável na história do futebol europeu. 😦
O Real Madrid – Barcelona de ontem foi visto por 500 milhões de pessoas pela curiosidade sobre o confronto decisivo entre os dois geniais jogadores, mas o cometa argentino tem a felicidade de estar na melhor equipa do mundo e ontem, com um dos dois golos que deram aos catalães a vitória em casa dos merengones, deu para perceber porque vai o Barcelona revalidar o título de Campeão Europeu! 😉
Foi um gozo ver o jogo no Snooker Club, adoptado como casa do Barcelona em Lisboa! 🙂


Musica Aeterna – Casa Perfeitíssima

Retábulo de Santa Auta | Oficina de Lisboa, intérprete desconhecido

Casa Perfeitíssimaos 500 anos da fundação do Mosteiro da Madre de Deus por D. Leonor, referida, na Crónica Seráfica de Frei Jerónimo de Belém e num texto do padre Mestre Jorge de São Paulo, como Rainha Perfeitíssima, cuja exposição se encontra patente até amanhã, dia 11, no Museu Nacional do Azulejo, ilustrados, para além de Canto Gregoriano de Monges Franciscanos e extraído do Canto da Sibila Castelhana, por obras de Pedro de Escobar, Jean Lhéritier, Francesco da Milano, Umberto Naich, Duarte Lobo, Francisco António de Almeida, Estêvão de Brito, Georg Philipp Telemann, Heinrich Isaac, Diogo Dias Melgás, Cristóbal de Morales, Giorgio Mainerio e de um autor anónimo. João Chambers

Astronomia na Idade Média

O mundo dos astrónomos da Idade Média, herdada dos gregos, é perfeito e eterno. Em torno da Terra, imóvel no centro do Universo, giram o Sol e os planetas num movimento circular uniforme – Philippe Testard-Vaillant

Quando o Império romano ruiu, no século V, início a Idade Média, a astronomia conhece um eclipse na Europa. Durante décadas, nenhum nome brilhará no firmamento da ciência, nenhuma observação nem qualquer pesquisa teórica serão capazes de introduzir uma ordem inteligível no centro dos fenómenos celestes.
A disciplina só verá a luz no século XII, conquistando gradualmente um lugar nas universidades, onde o ambicioso programa educativo Quadrivium rapidamente associa aritmética, geometria, astronomia e música.
Uma «renascença» que nada deve ao acaso, antes a múltiplas traduções do árabe para o latim, que se desenrolam em Espanha, no sul de Itália e na Sicília, nas quais o mundo ocidental se verá consideravelmente reflectido numa parte das filosofias e das ciências greco-árabes.
De facto, desde o século VII que um número considerável de bibliotecas do mundo greco-romano cai nas mãos dos conquistadores árabes. Destas conquistas surge um estreitar de relações com a astronomia indiana, que possui desde o século V o Tratado  Surya Siddhanta,  obra que os leva a interessarem-se por Ptolomeu – o genial cientista de Alexandria, que na obra Almageste desenvolve uma teoria geocêntrica e matemática sobre a filosofia de Aristóteles e é também autor do mais célebre tratado de astrologia jamais escrito, Quadripartitvm.
Continua…

A partir da excepcional edição de Dezembro último da revista Les Cahiers de Science & Vie ; N° 114. Les Racines du monde

Cordeiros de Deus

E porque hoje é Sexta-feira…

Quando corpus morietur,
fac, ut animae donetur
paradisi gloria. Amen.

A Exegese dos Evangelhos em 1973

“I only want to say, if there is a way, take this cup away from me, for I don’t want to taste its poison, feel it burn me”

O Universo Numa Casca de Noz

No CERN, o LHC fez ontem colidir dois feixes de protões  de 3,5 TeV vinte milhões de vezes por segundo a uma energia total de 7 TeV, para identificar os produtos das colisões através de quatro grandes detectores de partículas,  Atlas, CMS, ALICE e LHCb.
Nas experiências CMS, procura-se compreender a estrutura da matéria e a formação do universo, há 13,7 mil milhões de anos e a confirmação da existência do bosão de Higgs.
Tudo isto é de uma evidência cristalina!! 🙂

Francisco de Goya visionário

O gigante imóvel de punhos em riste e pronto para a batalha, sobre a multidão que foge desordenadamente com o gado, evidencia o domínio que o destino exerce sobre o homem, numa luta entre o céu e a terra.
Nesta obra onírica de Francisco de Goya (30 de Março de 1746 – 15 de Abril de 1828), estamos perante a ambiguidade de saber se o monstrengo personifica a revolução dos homens ou se representa o perigo em si mesmo.
Confesso a pouca sabedoria para compreender este quadro, pois para isso teria de entender a mentalidade humana, cujas crueldade e bondade se entrecruzam ao longo da nossa história. Vou reler Sun Tzu! 🙂

Francisco de Goya - El Coloso, 1808 - Museu do Prado, Madrid