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A luz das velas

Pouco se sabe de Tomás Luis de Victoria (1548-1611), assumindo-se que, com excepção de um período da juventude em que foi enviado para Roma e onde rapidamente foi reconhecido como sucessor de Palestrina, teria passado a maior parte da vida direccionado para a espiritualidade, num mosteiro da sua Espanha natal.
Da sua obra, composta na totalidade por música sacra, escolho para esta Sexta-Feira Santa um tema do Ofício de Trevas, interpretado pelo agrupamento The Sixteen,  dirigido por Harry Christophers. Para ouvir à luz das velas.

Sinfonia para a Real Basílica de Mafra

Concerto de Encerramento do Festival Internacional de Órgão de Lisboa
Os Seis órgãos da Real Basílica de Mafra
Domingo, 3 de Abril de 2011 – 21h30 | Basílica do Palácio Nacional de Mafra
António Leal Moreira (1758-1819) – Sinfonia para a Real Basílica de Mafra
João Vaz, órgão do Evangelho | Rui Paiva, órgão da Epístola | António Esteireiro, órgão de São Pedro de Alcântara | António Duarte, órgão do Sacramento | Sérgio Silva, órgão da Conceição | Isabel Albergaria, órgão de Santa Bárbara | Jorge Alves, direcção

Fruto das limitações de espaço no Tubo, tive de compôr a Sinfonia em dois andamentos. 🙂
Na continuação do post anterior – Os Seis órgãos da Real Basílica de Mafra, onde foi apresentada a obra de João José Baldi – Gloria (da Missa para coro e seis órgãos) que encerrou o XIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa, o programa segue com a Sinfonia para a Real Basílica de Mafra, de António Leal Moreira (1758-1819).
A concluir a série de três posts dedicados ao Concerto, será apresentado CantochãoAve maris stella (arranjo para coro e seis órgãos de João Vaz).

Os Seis órgãos da Real Basílica de Mafra

Concerto de Encerramento do Festival Internacional de Órgão de Lisboa
Os Seis órgãos da Real Basílica de Mafra

Domingo, 3 de Abril de 2011 – 21h30 | Basílica do Palácio Nacional de Mafra
João José Baldi (1770-1816) – Gloria (da Missa para coro e seis órgãos)
Fernando Guimarães e Carlos Monteiro, tenores | Diogo Dias, barítono | Coro Sinfónico Lisboa Cantat

João Vaz, órgão do Evangelho | Rui Paiva, órgão da Epístola | António Esteireiro, órgão de São Pedro de Alcântara | António Duarte, órgão do Sacramento | Sérgio Silva, órgão da Conceição | Isabel Albergaria, órgão de Santa Bárbara | Jorge Alves, direcção

O conjunto dos seis órgãos da Basílica, único no Mundo, foi construído a pedido do Rei D.João VI pelos organeiros António Xavier Machado Cerveira e Joaquim António Peres Fontanes. Os trabalhos prolongaram-se ao longo das primeiras duas décadas do século XVIII; Concebidos como um todo, os seis instrumentos foram concluídos (e inaugurados?) entre 1806 e 1807. Nesse período, a primeira invasão francesa e o exílio da Família Real interromperam drasticamente a actividade musical na Basílica e a utilização regular do conjunto. A inexistência de repertório específico inspirou António Leal Moreira (1758-1819) para compôr a “Sinfonia para a Real Basílica de Mafra” (o vídeo será publicado amanhã).
Após duzentos anos de silêncio e mais de uma década de restauro, os seis órgãos da Basílica voltaram a tocar em Maio de 2010, naquele que foi por muitos considerado “o concerto do século”. O XIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa terminou ontem com a repetição do concerto de inauguração.

Nota: gravei o vídeo com telemóvel e sentado no chão. Este estabelecimento não possui livro de reclamações. 🙂

Música, levai-me!

Música, levai-me:

Onde estão as barcas?
Onde são as ilhas?

‎[Eugénio de Andrade]

Antonio de Cabezón

O compositor e organista espanhol nasceu há quinhentos anos, numa pequena povoação perto de Burgos. Cego desde a infância, Antonio de Cabezón entrou em 1526 ao serviço da Família Real Espanhola como organista, pela mão da Rainha D. Isabel I de Portugal, filha de D. Manuel I e mulher de Carlos I de Espanha, com quem havia casado no ano anterior.
Foi, a par de Manuel Cardoso (1566-1650), insigne representante da polifonia portuguesa, um dos compositores ibéricos mais influentes do seu tempo. Morreu neste dia 26 de Março, em 1566.

Joe Morello (1928-2011)

O Quarteto de Dave Brubeck, com Brubeck ao piano, Paul Desmond no saxophone alto, Eugene Wright no baixo e Joe Morello na bateria, adquiriu notoriedade ao longo da década de 50; Porém, estava escrito nas estrelas que 1959 seria um ano excepcional para o jazz: a par de Kind of Blue de Miles Davis, apresentava-se ao mundo “Time Out”. O álbum, que incluía “Take Five” com um solo memorável de Morello e “Blue Rondo a la Turk”, tornou-se num dos discos de jazz mais populares de sempre, em grande parte devido à secção rítmica de Wright e Morello.


Oriente – Ocidente

(Anònim Sefardi)

Yo m’enamori d’un aire,
d’un aire d’un donzell,
d’un donzell molt formós,
bell del meu cor.

Yo m’enamori de nit,
la lluna m’ enganyà.
Si hagués estat de dia,
yo no hauria conegut l’amor.

Si altre cop yo m’enamoro,
que sigui de dia, amb sol.

Rinaldo`s première – 300 years

Rinaldo (HWV 7) is an opera by George Frideric Handel composed in 1711, and was the first Italian language opera written specifically for the London stage. The libretto was prepared by Giacomo Rossi from a scenario provided by Aaron Hill, and the work was first performed at the Queen’s Theatre in London’s Haymarket on 24 February 1711.
The story of love, battle and redemption set at the time of the First Crusade is loosely based on Torquato Tasso’s epic poem Gerusalemme liberata (“Jerusalem Delivered“) in which he depicts a highly imaginative version of the combats between Christians and Muslims at the end of the First Crusade, during the siege of Jerusalem. (Source – Wikipedia)

Giambattista Tiepolo – Rinaldo and Armida in the Garden, c1752

Musica Aeterna – Thomas Hobbes (parte III)

Musica Aeterna, por João Chambers – Sábado 29-01-2011 às 14h00 na Antena 2

A Filosofia moral e política do matemático e teórico inglês Thomas Hobbes e os 350 anos do registo do “Leviatã”, em 30 de janeiro de 1651, pela Sociedade Stationer’s (parte III): as leis da natureza e do contrato social, a vida sob o domínio do soberano, a necessidade de lhe obedecer e a música do contemporâneo Henry Purcell.

Musica Aeterna – Thomas Hobbes (parte II)

Musica Aeterna, por João Chambers – Sábado 22-01-2011 às 14h00 na Antena 2

A Filosofia moral e política do matemático e teórico inglês Thomas Hobbes e os 350 anos do registo do “Leviatã”, em 30 de janeiro de 1651, pela Sociedade Stationer’s (parte II): as limitações do poder de decisão e a necessidade da ciência, a motivação, a condição natural da humanidade e, para além de poesia de William Shakespeare, repertório de Thomas Ford, Thomas Tomkins, William Byrd, John Dowland, Tobias Hume, Richard Alison, Thomas Morley, Robert Johnson, Robert Hales, Anthony Holborne, Peter Philips, cujos quatro séculos e meio do nascimento se assinalam em dia indeterminado deste ano, Christopher Simpson e de autores anónimos, todos contemporâneos na Inglaterra dos séculos XVI e XVII. Via.