Archive for the ‘ Efeméride ’ Category

‘Concierto de Aranjuez: Adagio’, de Miles Davis & Gil Evans

O álbum Sketches of Spain foi gravado nos estúdios da Columbia em NYC a 15 e 20 de Novembro de 1959 e a 10 de Março de 1960.
A peça central das cinco faixas que compunham o alinhamento do LP original, lançado a 18 de Julho de 1960, é Concierto de Aranjuez (Adagio), originalmente escrita para violão e orquestra por Joaquin Rodrigo em 1939. Com arranjo e direcção de Gil Evans, foi gravada a 20 de Novembro, com mais de vinte músicos a integrarem as diversas secções da orquestra.



O Concierto De Aranjuez (Adagio) (part one, alternate take), que não fazia parte do álbum original, foi gravado a 15 de Novembro (a parte dois foi gravada a 20 de Novembro) e todas as restantes faixas foram gravadas a 10 de Março de 1960.


‘Roll Call’, de Hank Mobley

O saxofonista tenor Hank Mobley [7 Julho 1930 – 30 Maio 1986] gravou para a Blue Note Roll Call em 13 de Novembro de 1960, precisamente há 60 anos, nos estúdios de Rudy Van Gelder. Tal como para o excepcional Soul Station, gravado em Fevereiro desse ano, Mobley reuniu um notável conjunto de músicos da era do hard bop, como Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (contrabaixo), Art Blakey (bateria) e Freddie Hubbard (trompete) – Soul Station não contou com a participação do trompetista.


‘Journey in Satchidananda’, de Alice Coltrane (II)

Com excepção do último tema ‘Isis e Osíris’, todo o alinhamento de ‘Journey in Satchidananda’ de Alice Coltrane foi gravado precisamente há 50 anos, a 8 de Novembro de 1970 em Dix Hills, Long Island, local de nascimento de John Coltrane.
Fica o tema de abertura e que dá o nome ao álbum.


Revelação do tecto da Capela Sistina

A 1 de Novembro de 2012 comemoraram-se os 500 anos da revelação do tecto da Capela Sistina ao Papa Julius II della Rovere (pontífice de 1503 a 1513).
Entre 1508 e 1512, quatro longos anos em cima de andaimes, à mercê do frio e do calor de Roma, Miguel Ângelo Buonarotti trabalhou praticamente em isolamento, apenas recebendo a visita do ‘dono da obra’ para lhe pedir que apressasse o trabalho. No final de 1509 entregou metade da obra, que seria concluída a tempo da celebração da Missa no Dia de Todos os Santos em 1512.

Os nove painéis centrais da abóbada ilustram cenas do Livro do Génesis, com os afrescos organizados cronologicamente em grupos de três episódios, relativos à origem do universo, do homem e do mal:

Separazione della luce dalle tenebre (Génesis 1,1-5)
Creazione degli astri e delle piante (Génesis 1,11-19)
Separazione della terra dalle acque (Génesis 1,9-10)

Creazione di Adamo (Génesis 1,26-27)
Creazione di Eva (Génesis 2,18-25)
Peccato originale e cacciata dal Paradiso terrestre (Génesis 3,1-13.22-24)

Sacrificio di Noè (Génesis 8,15-20)
Diluvio universale (Génesis 6,5-8,20)
Ebbrezza di Noè (Génesis 9,20-27)


Mais de duas décadas decorreram até Miguel Ângelo regressar a Roma para, sob encomenda do Papa Clemente VII [1478-1534], concluir o trabalho na Capela Sistina com a representação de Il Giudizio universale (O Juízo Final), um grande afresco atrás do altar, que o mestre pintou entre 1535 e 1541.

‘Lonely Woman’, de Horace Silver

Gravado em 31 Outubro 1963, ‘Lonely Woman’ é o último tema do álbum ‘Song For My Father’, que Horace Silver editou em 1964 na Blue Note.

Gene Taylor, contrabaixo | Roy Brooks, bateria | Horace Silver, piano


‘POSSESSIO MARIS’

Neste 21 de Outubro em 1520, dia em que o navegador Fernão de Magalhães ‘descobriu’ a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, hoje conhecida como Estreito de Magalhães, fica a exaltação de Fernando Pessoa na segunda parte da ‘Mensagem‘, dedicada ao Mar Português:



POSSESSIO MARIS
VIII – FERNÃO DE MAGALHÃES
No vale clareira uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto –
Cingi-lo, dos homens, o primeiro –,
Na praia ao longe por fim sepulto.
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

‘The Maas at Dordrecht’, de Aelbert Cuyp

No dia em que passam quatrocentos anos do nascimento de Aelbert Jacobsz Cuyp [20 Outubro 1620 – 15 Novembro 1691], considerado um dos principais pintores da Idade de Ouro Holandesa e apelidado de Claude Lorrain holandês, pelo facto de a sua produção artística assentar maioritariamente em paisagens, fica a obra ‘The Maas at Dordrecht’, c. 1650.

Dordrecht, cidade natal de Cuyp situada na confluência dos rios Maas e Merwede, é o cenário de um evento histórico quando numa manhã de Julho de 1646 uma frota com 30 mil soldados se reuniu numa demonstração de força perante a Coroa Espanhola.
No site da The National Gallery of Art em Washington está um podcast com uma descrição da obra.


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’, c.1650


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


Aelbert Cuyp [1620-1691] – ‘The Maas at Dordrecht’ (detalhe)


300 anos do nascimento de Giovanni Battista Piranesi

Giovanni Battista Piranesi [Veneza, 4 Outubro 1720 – Roma, 9 Novembro 1778], um dos maiores expoentes da Gravura europeia de quem se assinala, precisamente hoje, o terceiro centenário do nascimento, foi arquitecto, teórico, arqueólogo, restaurador de peças antigas e proprietário de uma importante oficina de arte em Roma.

Da sua extensa produção como gravador, suscitam o maior entusiasmo as espectaculares Vedute di Roma, bem como o conjunto Carceri d’invenzione ou ‘Prisões Imaginárias’ (1.ª ed. 1749-50; 2.ª ed. 1761), extraordinária produção de 16 gravuras a água-forte.
A sua abordagem da Antiguidade Clássica, cuja influência perdura até hoje, tem um excelente exemplo em Metropolis de Fritz Lang.


Exposição Piranesi em Milão  – 1 Outubro a 14 Novembro 2020 na Biblioteca Braidense.


«A Torre Redonda», de Carceri d’invenzione (Prisões Imaginárias) – ca. 1749–50

‘Round Midnight’, por Miles Davis

Na passagem do vigésimo nono aniversário da morte de Miles Davis [26 Maio 1926 – 28 Setembro 1991], de recordar que foi esta interpretação de Round Midnight no Newport Jazz Festival, em Julho de 1955, que levou Miles Davis a gravar o seu primeiro trabalho para a Columbia em 1957.


Miles Davis, trompete – John Coltrane, saxofone tenor – Red Garland, piano
Paul Chambers, baixo – Philly Joe Jones, bateria

‘Outono’, de Giuseppe Arcimboldo

De Giuseppe Arcimboldo [c.1527 – 1593] – Outono, 1572