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‘Femme nue dans l’atelier’, de Pablo Picasso

Pablo Picasso – ‘Femme nue dans l’atelier’ | Vallauris, 30 Dez 1953

Beethoven’s Archduke Trio

Na pesquisa de música para lembrar Pablo Casals [29 Dez 1876 – 22 Out 1973], ao escutar a gravação do Piano Trio, op. 97 de Ludwig van Beethoven [1770-1827] é inevitável regressar ao Triplo Concerto, Op. 56. Em primeiro lugar, foram ambos escritos para o Arquiduque Rudolph da Áustria, discípulo do compositor alemão; depois, pela composição dos luxuosos trios de intérpretes:

Triplo Concerto – David Oistrakh (piano), Mstislav Rostropovich (violino), Sviatoslav Richter (violoncelo)
Piano Trio – Alfred Cortot (piano), Jacques Thibaud (violino), Pablo Casals (violoncelo)

‘Os Argonautas’, de Max Beckmann

Max Beckmann [Leipzig, 12 Fevereiro 1884 – Nova Iorque, 27 Dezembro 1950], pintor associado ao expressionismo alemão, completou ‘Os Argonautas’ no dia da sua morte. Em 2018, Antonio Muñoz Molina escreveu para o El País um artigo sobre o grande cronista da Alemanha do século XX.

‘The Adoration of the Kings’, by Jan Gossaert

Merry Christmas with Jan Gossaert‘s ‘The Adoration of the Kings’

‘Adoração dos Magos’, de Fra Angelico

‘The Visit’, by Pieter de Hooch

From Pieter de Hooch [20 Dec 1629 (baptized) – 24 Mar 1684], ‘The Visit’, ca. 1657

De Hooch situated this scene in a voorhuis, the street-facing room in a narrow Dutch row house that received the best light. The placement of the window and construction of the space reveal the close dialogue that De Hooch had with Vermeer at the time. But elements such as the plate of aphrodisiac oysters and canopied bed suggest that De Hooch most likely intended this particular scene to represent a brothel rather than a respectable home.
Via The Metropolitan Museum of Art, New York


‘Naufrágio de um Cargueiro’, de William Turner

Esta obra faz parte de uma série de pinturas de grandes dimensões executadas por Turner na primeira década de Oitocentos dedicada à representação de catástrofes naturais e tempestades no mar, iniciada em 1801, com Bridgewater, Seapiece (Colecção Particular em depósito na National Gallery, Londres). A cena foi associada no passado ao naufrágio do navio Minotauro, ocorrido em Dezembro de 1810, hipótese entretanto abandonada. Apresenta, entretanto, semelhanças evidentes com a pintura O Naufrágio (Tate Britain, Londres), de 1805.

A construção do espaço, deliberadamente assimétrico e caótico, desenvolve-se a partir de diagonais de mastros e remos quebrados que se justapõem a curvas de redemoinhos de águas em turbilhão. O elemento humano, insignificante e perdido, encontra-se irremediavelmente submetido à voragem violenta das ondas.

A composição inscreve-se num universo de extrema sensibilidade face à natureza, dentro da melhor tradição inglesa de pintura do género, à qual o tema dos naufrágios, num país marítimo por excelência, foi especialmente grato. Turner não só absorve o legado da lição holandesa – de Willem van de Velde, o Jovem, em particular – como associa à sua expressão pictórica o peso do imaginário coletivo da época, vivido pelos seus contemporâneos de forma verdadeiramente emotiva e obsessiva.
Via Museu Calouste Gulbenkian

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