Archive for the ‘ Música ’ Category

‘Vou cantar tudo o que não queria’, de Beatritz de Diá

De Beatritz de Diá, ou Condessa de Dia, trobairitz – trovadora provençal de língua occitana do final do século XII (por volta de 1140 – após 1175), a única canção que chegou até nós,  A chantar m’er de co qu’eu no volria, vou cantar tudo o que não queria, na voz da saudosa Montserrat Figueras.


Álbum: Le Royaume oublié : La Croisade contre les Albigeois – La Tragédie Cathare

Concerto para Flauta, de Johann Melchior Molter

Na passagem do trecentésimo vigésimo oitavo  aniversário sobre o nascimento do compositor do barroco alemão  Johann Melchior Molter [1696-1765], o primeiro andamento do Concerto para flauta em Ré maior, MWV 6.17 – Allegro.


Álbum: Forgotten Treasures, Vol. 12 ℗ 2021 Ars Production
Orquestra Die Kölner Akademie · Direcção de Michael Alexander Willens · Anna Besson, flauta

‘The Köln Concert’, de Keith Jarrett

Gravado ao vivo na Ópera de Colónia, na Alemanha, a 24 de Janeiro de 1975, o concerto de piano solo de Keith Jarrett é um marco nos discos de jazz gravados ao vivo.
A caminho das 80 primaveras e depois da terrível perda da capacidade de tocar, o mundo não voltará a ouvir ao vivo um dos pianistas mais influentes das nossas vidas. Além da efeméride, a homenagem através da emissão do Jazz a 2 inteiramente dedicada a este sublime álbum.


The Köln Concert

‘Cantatas’, nos 340 anos do nascimento de Christoph Graupner

Na passagem do trecentésimo quadragésimo  aniversário sobre o nascimento do compositor do barroco alemão Christoph Graupner [1683-1760], que trabalhou como cravista na Ópera de Hamburgo entre 1705 e 1709, após o que e exerceu o cargo de mestre de capela na corte de Darmstadt, cidade onde permaneceu até ao fim dos seus dias, fica o primeiro movimento da cantata “Zerfließ’, mein Herz, in Blut”, dividida em sete secções.


Album: Graupner: Complete Cantatas for two sopranos and bass, 2023
Kirchheimer BachConsort, dirigido por Florian Heyerick
Solistas: Marie Luise Werneburg · Hanna Zumsande · Dominik Wörner 

‘Missa a oito vozes’ , nos 350 anos da morte de Giacomo Carissimi

No trecentésimo quinquagésimo aniversário da morte de Giacomo Carissimi [1605-1674], figura cimeira da Roma do século XVII enquanto eclesiástico, docente e prolífico compositor do início do Barroco italiano, que a partir de finais de 1629 exerceu o cargo de mestre de capela da igreja de Sant’Apollinare, anexa ao Colégio germano-húngaro, lugar que ocupou até à sua morte.
A música sacra de Carissimi inclui 8 missas, cerca de 200 motetos e duas dezenas de oratórios, e a secular mais de duas centenas de cantatas.


Álbum: Carissimi: Messe à huit voix et Trois motets (2022)
Missa in Sol magg. a 8 voci senza basso continuo: III. Credo · Coro e Orquestra Gulbenkian · Michel Corboz

‘Stirps jesse, a5’, de Johannes Lupi

Johannes Lupi [por volta de 1506 – 1539],  foi um compositor franco-flamengo do Renascimento que exerceu o cargo de Mestre de Coro da Catedral de Cambrai, cidade do norte de França onde faleceu neste dia 20 de Dezembro.
A sua música é estilisticamente semelhante à de Nicolas Gombert [1495 – 1560] e apresenta as características típicas da geração seguinte à de Josquin [por volta de 1450-1455 – 1521]


Stirps jesse, a5 · Egidius Kwartet & College
Album: De Leidse Koorboeken, Vol. III (The Leiden Choirbooks, Vol. III), ℗ 2012

‘Leçons des ténèbres’, de Franz Xaver Richter

De Franz Xaver Richter [1 Dezembro 1709 – 12 Setembro 1789], compositor e teórico musical do barroco tardio,  1ere leçon du Mercredi Saint, composição de abertura do álbum Richter: Leçons des Ténèbres (2009), pelo Ensemble Stradivaria, fundado em 1987 por Daniel Cuiller.


‘Monteverdi: Tutti I Madrigali’

Dizem os especialistas que será um dos acontecimentos musicais do ano. O lançamento, no início deste mês de Novembro, de uma box set com 11 CDs, incluindo os inéditos livros I e IX, reunindo todas as gravações dos madrigais de Claudio Monteverdi [1567-1643] realizadas entre 1993 e 2021 pelo Concerto Italiano & Rinaldo Alessandrini, é uma justa homenagem à genialidade do compositor, que morreu neste dia 29 de Novembro, há 380 anos.


‘Palestina Hermoza Y Santa’ – A voz insubstituível de Montserrat Figueras

Na passagem de mais um aniversário sobre a morte de Montserrat Figueras [1942-2011], cuja voz ilumina os dias de trevas que vivemos.


Álbum: JÉRUSALEM La Ville des deux Paix: La Paix céleste et la Paix terrestre – Alia Vox, 2008
Palestina Hermoza Y Santa – Anonymous Sephardic (Oral Tradition, Sarajevo) ·
Hespèrion XXI · La Capella Reial de Catalunya · Jordi Savall · Montserrat Figueras ·

“Este projecto foi concebido como uma homenagem a Jerusalém, a cidade eternamente construída e destruída pelo homem na sua busca pelo sagrado e pelo poder espiritual. Através do poder da música e das palavras, este trabalho foi fruto da colaboração apaixonada e comprometida de músicos, poetas , pesquisadores, escritores e historiadores de 14 nações, e tornou-se uma fervorosa invocação à paz, uma paz que nasce de um diálogo baseado na empatia e respeito mútuo é, apesar das enormes dificuldades, o caminho necessário e indispensável. Este objectivo que é urgente e imperativo, que pode ajudar a humanidade a superar os seus medos e loucuras ancestrais, evitando assim inúmeras vítimas inocentes. Jerusalém é mais do que uma cidade santa, é um símbolo para a humanidade, continuando a lembrar a todos nós, neste século XXI, a grande dificuldade em viver juntos sem paz. Sem paz não há vida humana possível “

Montserrat Figueras e Jordi Savall

‘Canario (Allegro ma non troppo) ‘

Do concerto para guitarra e orquestra ‘Fantasía para un gentilhombre’, composto em 1954 por Joaquín Rodrigo [22 Novembro 1901- 6 Julho 1999], fica a versão do quarto movimento – Canario -, gravada em 1978 pela banda de rock progressivo Emerson, Lake & Palmer.