Archive for the ‘ Aniversário ’ Category

‘La Musica’

No dia em que passam 370 anos da morte de Claudio Monteverdi [1567-1643], notável compositor do período de transição entre a Renascença e o Barroco, recordemos Montserrat Figueras [1942-2011] no papel de La Musica, durante o prólogo de L’Orfeo.
O cenário é o mítico Gran Teatro del Liceu, Barcelona.

Evocação de Mário Cesariny [9 Agosto 1923 – 26 Novembro 2006]

2º pólo expositivo da mostra inaugural da CASA DA LIBERDADE – Mário Cesariny.
Exposição “Homenagem a Cesariny”. Inauguração a 26 de Novembro, 18h, na Perve Galeria de Alfama.
Conta com a intervenção de vários artistas que, por via da afinidade artística e da admiração nutrida por Mário Cesariny, se quiseram associar a esta evocação no momento exacto em que passam 7 anos sobre a data da sua morte.
O momento ficará também assinalado pelo lançamento do 1º volume da obra “Poéticas Pós-Pessoa. Antologia do surrealismo e suas derivações em Portugal”. Uma edição artística bilingue, português e francês, da autoria de Isabel Mayrelles, realizada ao longo de 30 anos e que será editada em quatro volumes e enriquecida com um conjunto assinalável de múltiplos artísticos.
Inauguração com a presença de Carlos Calvet e de Cruzeiro Seixas, artistas que realizaram as obras que integram o 1º volume da antologia. Via.

In Memoriam – Montserrat Figueras [1942-2011]

Díaspora Sefardí | Romances & Música instrumental – Alia Vox AV 9809 A+B [CDx2]
Montserrat Figueras, canto | Dirección: Jordi Savall
Ensemble Hespèrion XXI:
Montserrat Figueras (voice), Yair Dalal (oud), Ken Zuckerman (lute, sarod), Pedro Memelsdorf (recorders), Begoña Olavide (psaltery, qanun) Andrew Lawrence-King (arpa doppia), Edin Karamazov (medieval lute), Arianna Savall (medieval harp), Jordi Savall, (lira, viola, rebab), Xavier Díaz (renaissance lute), Pedro Estevan (percussion)] – Jordi Savall, dir.

Prenda Minha

Partilho uma prenda especial, esta gravura de Foz-Côa em 1820, própria dos verdadeiros espíritos livres.
Obrigado, Querida Margarida!

VNFC-1820

Sai uma ginjinha para a mesa do canto

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As Paisagens de Alfred Sisley, Inundadas de Impressionismo

Oriundo de uma família da classe média inglesa, Alfred Sisley nasceu a 30 de Outubro de 1839, perto de Paris.
Tendo começado a desenhar em finais da década de 1850, foi por volta de  1863 que  surgiram os seus primeiros trabalhos en plein air.  Teve oportunidade de conhecer Monet, Renoir, Pissarro e Bazille no Salon, onde expôs pela primeira vez em 1866. Participou ainda em várias Exposições Impressionistas, entre 1874 e 1882. Em finais de 1889, instalou-se definitivamente em Moret, onde viria a morrer de cancro com 59 anos de idade, a 29 Janeiro de 1899.


Flood at Port-Marly, 1876

The Flood on the Road to Saint-Germain, 1876

300 anos do nascimento de Jean-Jacques Rousseau

MUSICA AETERNA | Dias 23 e 30, na Antena 2.
Foi em pleno século das Luzes que Rousseau, nascido, em Genebra, a 28 de junho do mencionado ano de 1712, contestatário como sempre foi, iniciou um veemente protesto contra o progresso das ciências, a acumulação de riquezas, as instituições arbitrárias e uma sociedade opressiva. Estigmatizando a crescente desnaturação do Homem, advertiu os contemporâneos de que, em vez de regressarem à simplicidade natural, rumavam inevitavelmente em direção à própria ruína. Propôs, então, reformar a educação, os costumes, as instituições políticas e sociais, o Direito e, inclusive, a religião. Na verdade, se o ser humano ocupa hoje um lugar central na nossa conceção do mundo é, em grande parte, a ele que tal se ficou a dever, como, aliás, a esse propósito, afirmou o próprio Kant: “Rousseau é o Newton do universo moral!”
João Chambers

Celebração da vida


Soneto del vino

¿En qué reino, en qué siglo, bajo qué silenciosa
conjunción de los astros, en qué secreto día
que el mármol no ha salvado, surgió la valerosa
y singular idea de inventar la alegría?

Con otoños de oro la inventaron. El vino
fluye rojo a lo largo de las generaciones
como el río del tiempo y en el arduo camino
nos prodiga su música, su fuego y sus leones.

En la noche del júbilo o en la jornada adversa
exalta la alegría o mitiga el espanto
y el ditirambo nuevo que este día le canto

otrora lo cantaron el árabe y el persa.
Vino, enséñame el arte de ver mi propia historia
como si ésta ya fuera ceniza en la memoria.

Jorge Luis Borges (24 Agosto 1899 – 14 Junho 1986)

Paul Gauguin – Regresso à Rua de Ruán…

Um ano depois!

Esta calle tranquila y casi pueblerina representa la rue Jouvenet de Ruán, situada cerca del callejón de Malherne donde Gauguin vivió con su familia en 1884. Fueron varias las razones que animaron al artista, ya en 1883, a trasladarse a Ruán, donde vivía Pissarro, que lo había orientado por la vía del impresionismo. Acababa de quedarse sin trabajo y, a sus treinta y cinco años de edad y siendo padre de cinco hijos, había decidido dedicarse enteramente a la pintura. La vida en la capital era demasiado cara para mantener a su familia y, asentándose en Ruán, Gauguin también esperaba encontrar una nueva clientela para sus cuadros. «Mediante este aislamiento -le confiaba Pissarro al coleccionista Eugène Murer-, Gauguin pretende consolidar su camino y cuenta con sus amigos y conocidos para ayudarle a ganarse los favores de los aficionados.

La calle Jouvenet en Rouen, 1884 | Museo Thyssen, Madrid

Durante su estancia en Ruán, que duró diez meses, pintó unos cuarenta cuadros, fundamentalmente paisajes de la ciudad y sus alrededores. En esta vista urbana, ejecutada probablemente en la primavera de 1884, permanece topográficamente fiel al natural, como queda de manifiesto por el aspecto, hoy prácticamente inalterado, de la rue Jouvenet, con sus casitas alineadas a lo largo de la calzada. Para animar este decorado anodino, el artista juega con la sucesión de colores cálidos y apagados de los revoques de las fachadas y con la alternancia rítmica de zonas vivamente iluminadas y de otras que quedan en sombra. La composición se articula en torno a la pendiente de la calle que desciende y luego sube en cuesta hasta el horizonte. A lo largo de este eje, Gauguin coloca algunos personajes, entre ellos un militar con pantalón rojo vivo y hasta un perrito, que animan y puntúan la alargada perspectiva de la calle. Da la sensación de que el artista ha pintado del natural las siluetas del primer término, que se recortan de forma arbitraria, pero es más probable que las añadiera a la escena según la fórmula que solía utilizar.

En aquella época, Gauguin era consciente de que todavía no había alcanzado un dominio completo de su arte, pero se esforzaba por desarrollar sus experimentos directamente del natural, tratando de conseguir una síntesis entre el impresionismo de Pissarro y el arte más sintético de Cézanne. A mediados de mayo de 1884 escribiría a Pissarro: «Lo que tengo en casa en este momento está mejor en ese sentido y espero poder hacer cosas muy grandes y no monótonas, aunque creo que las cosas de la naturaleza son sencillas en conjunto. Para plasmar el pensamiento hay que estar seguro de la ejecución, y todavía no he encontrado en ésta lo que quiero hacer; aún tendré que padecer durante algún tiempo». Cubre el lienzo a base de pinceladas rápidas claramente visibles, sobre todo en el celaje, que se ordenan de forma más regular en las fachadas de las casas. Los contornos de los motivos están marcados con un trazo más oscuro que realza las formas. Tanto el dibujo como los colores estructuran la composición, que todavía está en deuda con la visión naturalista del espacio propia de los impresionistas.

Mette Gauguin se llevó la obra a Dinamarca cuando se separó de su marido. El cuadro perteneció durante muchos años a la Colección Rohde y luego se puso a la venta sucesivamente en Londres, París y Nueva York antes de que la adquiriera Carmen Thyssen-Bornemisza en 1998. Isabelle Cahn

In Memoriam – Gustav Leonhardt

Gustav Leonhardt (30 de maio de 1928 – 16 de janeiro de 2012) foi músico regular de temporadas de concertos em Portugal, nomeadamente nos encontros da Casa de Mateus, em Vila Real, e na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Na capital portuguesa tocou várias vezes no órgão da igreja de S. Vicente de Fora, que apreciava particularmente.
O músico foi um dos impulsionadores, na década de 1950, do movimento da interpretação historicamente correta, tendo gravado cerca de 300 álbuns.
Entre 1971 e 1990 gravou a integral das cerca de 200 cantatas sacras de Bach, com o austríaco Nikolaus Harnoncourt. De Bach gravou ainda a “Paixão segundo S. Mateus” e o Magnificat.
O músico gravou, ainda de Bach, nos inícios da década de 1950, as Variações de Goldenberg e a Arte da Fuga, segundo princípios teóricos inovadores e hoje amplamente aceites.
O cravista chegou mesmo a encarnar a figura de Bach no filme “Chronique d’Anna Magdalena Bach” (1967), de Danièle Huillet e Jean-Marie Straub. Segundo a ANP, o músico tinha anunciado no dia 13 de dezembro último que não voltaria a dar concertos. De 1947 a 1950, Leonhardt foi aluno de Eduard Muller na Schola Cantorum Basiliensis, de Basileia, na Suíça.
Gustav Leonhardt estreou-se como cravista em Viena, em 1950, foi professor de cravo entre 1952 e 1955 na Academia de Música local e, desde 1954, no Conservatório de Amesterdão.
Ao longo da sua carreira, Gustav Leonhardt tocou e dirigiu diferentes agrupamentos musicais, desde música de câmara a operáticos, com um repertório musical do Renascimento (século XVI) ao Classicismo (século XIX).
O músico foi condecorado com a Ordem Orange-Nassau (grau oficial) da Holanda, e recebeu o doutoramento Honoris Causa das universidades de Harvard, Dallas, Amesterdão, Metz e Pádua.
Por Luis Ramos, Antena Dois