Musica Aeterna – Gil Vicente

Emissão do Musica Aeterna de 22-Setembro-2012. Antena 2, 14h00-16h00

Em época do ano próspera em festas e romarias um pouco por todo o país em honra de santos padroeiros, assinala-se, através do cruzamento entre o “Auto da Feira” e a Bartholomew Fair de Ben Jonson, a efeméride dos 450 anos da “Copilaçam de todalas obras de Gil Vicente”. Transmitir-se-á uma recitação do dramaturgo inglês dita pelo actor Ralph Fiennes e repertório de Pedro de Escobar, Joan Cererols, William Byrd, Orlando Gibbons, Juan Urrede, John Coprario, Diego Ortiz, Juan del Enzina e de autores anónimos. João Chambers

O ano de 1562 assinala a edição da “Copilaçam de todalas obras de Gil Vicente”, sobre cuja vida, não obstante alguns estudos desenvolvidos nesse âmbito, se conhecem poucos pormenores. Apelidado, de forma errónea, como “pai do teatro português”, Mestre Gil, que não apenas a tradição local diz ter nascido em Guimarães, trabalhou, porventura, também como ourives, julgando-se ser ele o autor da valiosa “Custódia de Belém”, obra-prima, de ouro e de esmalte, da arte decorativa manuelina, hoje patente no Museu Nacional de Arte Antiga. Não cabe neste programa apresentar as razões pelas quais se deve rejeitar a paternidade vicentina da dramaturgia no nosso país, bastando para tal invocar que, muito dificilmente, teria começado a escrever sem estar alicerçado num qualquer tipo de legado medieval, como sucedeu, aliás, de modo já comprovado, com os seus homólogos europeus. Na verdade, o certo é que, oriundas dos reinados de D. Manuel e de D. João III, chegaram até nós quarenta e quatro peças concebidas, as quais acabaram por ser publicadas, a título póstumo, pelos filhos Luís e Paula, na data atrás referida, ou seja, há precisamente quatro séculos e meio. Respeitando uma jamais concluída classificação proposta pelo pai, os irmãos dividiram-nas em cinco livros diferentes, a saber: o primeiro dedicado às obras de devoção, o segundo às comédias, o terceiro às tragicomédias, o quarto às farsas e, por último, o quinto, sem designação, que inclui pregações, trovas, cartas e salmos. Ana Margarida Flor/João Chambers. Via.

The Cure – Just Like Heaven

The Cure – Just Like Heaven @ Reading Festival 2012

The Dormition of the Theotokos


Icon of the Dormition of the Theotokos by El Greco, 16th century (Cathedral of the Dormition, Ermoupolis)

Lawrence Brown, Trombonist with Duke Ellington

Lawrence Brown was born August 3, 1907 in Kansas. He began his career with Charlie Echols and Paul Howard. In 1932 he joined Duke Ellington. His great technical command of the instrument, with its “creamy tone, neurotic vibrato and range” was featured with Ellington’s band every year in compositions such as “Blue Cellophane” and “Golden Cress,” (Carr, Fairweather, & Priestly) Brown left Ellington’s band in 1951 to join a band led by ex-Ellington sideman Johnny Hodges, where he stayed until 1955. After leaving Hodges, Brown took a position for CBS playing studio sessions for five years. Brown rejoined Ellington in 1960 and stayed with him until 1970. After leaving Ellington’s band Brown quit performing for good. He died in Los Angeles on September 5, 1988.Via.

Um Universo Deslumbrante

Um Universo Deslumbrante” é uma exposição internacional que celebra os 50 anos do Observatório Europeu do Sul (ESO); Mostra o Cosmos captado nos seus diferentes observatórios, situados em alguns dos lugares mais inóspitos da Terra.

A galeria de 50 imagens visualmente deslumbrantes vai estar em exibição em vários países da Europa.
Portugal, membro de pleno direito do ESO desde 2001, vai também receber o evento, associando-se ao ESO num importante marco na história da astronomia na Europa.
A exposição estará em exibição, de 28 de Setembro a 24 de Novembro de 2012, no Planetário do Porto. Em Lisboa, em local a anunciar. Via.

“Musicus Famosissimus” – Tributo de La Morra a Johannes Ciconia

“Musicus Famosissimus”, um tributo a Johannes Ciconia, no 600º aniversário da morte do compositor, será o concerto interpretado por La Morra, que actua pela primeira vez em Portugal, no Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim. O espectáculo será no dia 18 de Julho, quarta-feira, às 21h45, na Igreja Românica de S. Pedro de Rates. Via.
Johannes Ciconia é considerado como uma das mais intrigantes personalidades musicais do seu tempo, assim como o primeiro grande “oltramontano” (músico do Norte da Europa) a ter feito uma carreira de sucesso na Itália no despontar da Renascença. O concerto de estreia do agrupamento La Morra em Portugal iniciar-se-á com um anónimo ‘adieu’, que poderá ser entendido como um retorno à época da aprendizagem musical em Liège. A música de Ciconia guiará o ouvinte através das diversas fases da sua vida (tal como as conhecemos ou presumimos) até acabar numa oração dirigida à Virgem Maria.

António Pinho Vargas – Memórias perenes da improvisação

O seu percurso artístico tem dois caminhos paralelos (ou talvez mais sucessivos do que paralelos) que passam pelo jazz e pela música contemporânea. Faz questão de não os cruzar, mas numa experiência como esta ambos estão presentes de forma subterrânea, mesmo que o resultado não seja uma coisa nem outra e deambule por outros universos. Alguns não são reconhecidos pelo próprio músico entre os seus “gestos instrumentais” habituais, mas fazem parte do seu imaginário.
Oscilando entre territórios familiares e aventuras por outras paragens, as criações cuja memória se perpetua neste cd resultam também de um acto de coragem. Um concerto a solo inteiramente improvisado é um exercício sem rede que tanto pode ser fatal como gerar boas surpresas. Felizmente, este é um exemplo do segundo caso.

Excerto do artigo de Cristina Fernandes para o ípsilon de 6 Julho 2012, sobre o lançamento do último trabalho de António Pinho VargasImprovisações” – Concerto no IST, 2011. Editora Althum.

A nossa compreensão do Universo está prestes a mudar …

Mais do que a extraordinária descoberta de uma nova partícula, consistente com a Teoria de Higgs, o que hoje é verdadeiramente excitante para a comunidade científica são as possibilidades que se abrem, nomeadamente a de saber por que é que a matéria tem massa. Para ir acompanhando, as actualizações no Twitter e a Conferência em directo, aqui.

Sobre tudo o que vemos e… sobretudo o que não vemos!

Ainda não será o anúncio da descoberta da partícula de Deus, mas o de algo semelhante à pegada de dinossauro, o elemento-chave para aceitarmos a sua existência.

Um Gosto Português. O uso do azulejo no século XVII

O Museu Nacional do Azulejo, dando continuidade à sua política de investigação e divulgação da Azulejaria portuguesa, vai inaugurar, no próximo dia 3 de julho, uma exposição intitulada “Um Gosto português. O uso do Azulejo no século XVII”.
A exposição apresenta-se em cinco núcleos que dão conta da riquíssima variedade da produção seiscentista, mostrando-se padrões, azulejos ornamentais e painéis figurativos de temática religiosa e profana.
Peças de joalharia, têxteis, mobiliário e faiança tridimensional, são também apresentadas, confrontando temas e motivos decorativos com os azulejos.
Na mesma ocasião, publica-se o catálogo, com textos de vinte especialistas e chancela da Babel.
Tendo o Azulejo começado a ser produzido, em Lisboa, cerca de 1560, foi no século XVII, ainda num contexto de União Ibérica, que se viria a afirmar como uma arte identitária da cultura portuguesa.
Com os módulos de repetição, constituindo padrões – cuja grande diversidade e criatividade se encontram plenamente representadas na presente exposição –, o Azulejo português começou a ser pensado como elemento estruturante de arquiteturas, em revestimentos interiores, por vezes monumentais.
Na mesma época, a Igreja e a Nobreza encomendaram, para o revestimento dos seus espaços –, igrejas, conventos, quintas e palácios –, azulejos figurativos que refletem o gosto, mas também a necessidade de afirmação política e social de cada um destes grupos.
Defendendo a interdisciplinaridade com as ciências exatas e a novas tecnologias, apresentam-se, ainda, nesta exposição, resultados de análises efetuadas sob coordenação do Eng.º João Mimoso (LNEC), bem como um sistema de informação sobre azulejaria portuguesa, AZ infinitum – Sistema de Referência & Indexação de Azulejo, resultante da articulação de várias bases de dados e fruto da colaboração entre a Rede Temática em Estudos de Azulejaria e Cerâmica João Miguel dos Santos Simões (IHA-FLUL) e o Museu Nacional do Azulejo.
O Departamento de Conservação e Restauro do Museu Nacional do Azulejo, contando com a colaboração de um numeroso grupo de voluntários, foi responsável pelo tratamento de várias dezenas de painéis que, pela primeira vez, se mostram ao público.
Também na área do inventário, foi decisivo o trabalho dos voluntários do Museu, colaborando no inventário do “Fundo Antigo” no âmbito do programa “Devolver ao Olhar”, desenvolvido com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Graças a estas duas atividades, é possível apresentar azulejos seiscentistas até agora desconhecidos dos próprios estudiosos, sendo essa uma das principais mais valias da presente exposição.
Assumindo-se como a primeira grande publicação sobre o azulejo português do século XVII – desde que, em 1971, a Fundação Calouste Gulbenkian editou a obra de João Miguel dos Santos Simões Azulejaria em Portugal no século XVII –, o catálogo tem coordenação científica do Museu Nacional do Azulejo e a colaboração de uma vintena de especialistas.
Fontes: Museu do Azulejo e Facebook