Archive for the ‘ UNCN ’ Category

Volta ao Mundo em 1961

O primeiro semestre de 1961 abalou, de facto, a Humanidade. Começou logo com os EUA a cortar relações com Cuba, embora sem prejudicar o negócio dos charutos. Do mal o menos. Em 4 de Fevereiro, avançámos rapidamente e em força para… Angola, o que nos valeu uma reprimenda do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Feitios! A 11 de Abril, tinha início em Jerusalém o julgamento de Adolf Eichmann, acusado de prejudicar seriamente as relações de boa vizinha que os alemães pretendiam manter com o resto da Europa. No dia seguinte, a 12 de Abril, um russo de nome engraçado tornava-se no primeiro ser humano a viajar no espaço – Yuri Gagarin demorou menos de duas horas a completar uma órbita terrestre. Lucky Bastard !
Em Maio, assim de repente, o único acontecimento relevante de que me recordo, ocorreu na Maternidade Alfredo da Costa. 🙂

Artigos relacionados com a efeméride:
Alexei Leonov, the first man ever to walk in space, was close friends with Yuri Gagarin (video) http://j.mp/gMXe0N – BBC World News
Movie recreates Gagarin’s spaceflight http://j.mp/f0jfwv – BBC World News
British Council celebrates 50th anniversary of Gagarin’s orbit of the Earth with an exhibition and statue in the Mall http://j.mp/dRru7n – The Guardian
It’s a golden year in space historyhttp://j.mp/erSJ2V – MSNBC
Russian Spaceship ‘Gagarin’ Arrives at Space Station http://j.mp/ePehQe – space.com
Google Doodle Honors 50th Anniversary of First Human Space Flight http://j.mp/eyf6z8 @pcmag.com
First Man in Space: A 50-Year-Old Feat Remembered http://j.mp/eBUpTP – abcnews.go.com

O Universo dos números da Casca de Noz em 2010…

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

O Museu do Louvre é visitado por 8,5 milhões de pessoas todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 160,000 vezes em 2010, o que quer dizer que se fosse uma exposição no Louvre, eram precisos 7 dias para que as mesmas pessoas a vissem.

Em 2010, escreveu 116 novos artigos, aumentando o arquivo total do seu blog para 1935 artigos. Fez upload de 400 imagens, ocupando um total de 154mb. Isso equivale a cerca de 1 imagens por dia.

O seu dia mais activo do ano foi 24 de Fevereiro com 825 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Black & White.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram facebook.com, search.conduit.com, networkedblogs.com, windowsforum.kr e google.com.br

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por monica bellucci, rosamund pike, bridget moynahan, eva green e iluminuras medievais

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Black & White Fevereiro, 2009
8 comentários

2

A Evolução de Darwin Janeiro, 2009
6 comentários

3

World Press Photo 2010 Fevereiro, 2010
1 comentário

4

Le Corbusier/ Arte da Arquitectura (actualizado) Maio, 2008
2 comentários

5

Biografias – Padre António Vieira Fevereiro, 2008
10 comentários

Stephen Hawking desafia os deuses

Hubble publicou em 1929 uma descoberta surpreendente sobre a expansão do Universo: o valor do desvio para o vermelho de uma galáxia não é casual, mas sim directamente proporcional à distância a que a galáxia está de nós, ou seja, quanto mais longe se encontra, mais depressa se afasta. A crença num Universo estático foi tão forte até ao início do século XX, que até Einstein introduziu a chamada constante cosmológica na Teoria da Relatividade para o tornar possível.

“Não há lugar para Deus nas teorias da criação do universo.” A frase contundente aparece no novo livro do físico Stephen Hawking The Grand Design, em que o britânico defende que é provável que o universo tenha nascido do nada.

Apesar de um dia ter afirmado que a existência de um criador não era incompatível com a ciência, na sua nova obra – que é lançada na quinta-feira – o físico mais famoso da Grã-Bretanha conclui que o big bang é uma consequência inevitável das leis da física e nada mais.

“A criação espontânea é a única explicação para a existência do universo”, afirma Hawking no livro, explicando que o universo não precisou de um deus para ser criado, ao contrário daquilo em que acreditava Sir Isaac Newton, que defendia que o universo não poderia ter nascido apenas do caos.
Isto faz parte das coincidências da nossa condição planetária – um único Sol, a feliz combinação na distância entre o Sol e a Terra e a massa solar – menos notável e muito menos convincente do que a Terra foi cuidadosamente desenhada apenas para agradar aos humanos”, argumentou, citando a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbitava uma estrela além do Sol. “Por haver uma lei como a da gravidade, o universo pode e irá criar-se do nada”, acrescentou.
Para Stephen Hawking, a “criação espontânea é a razão por que há algo em vez do nada, porque o universo existe por nós existimos. Não é preciso invocar Deus para causar excitação e pôr o universo a funcionar”.
O livro The Grand Design foi co-escrito com o físico norte-americano Leonard Mlodinow e é aguardado com expectativa pela comunidade científica. Em 1988, ano em que saiu o seu best-seller Uma Breve História do Tempo, Stephen Hawking parecia aceitar o papel de Deus na criação do universo: “Se descobrirmos uma teoria completa, esse será o derradeiro triunfo da razão humana – e por isso devemos conhecer a mente de Deus”, escreveu na altura. Via.

Monte Athos

Não sabia nada, ou quase nada. O que sei hoje nem sequer é suficiente, mas a breve descrição sobre o silêncio que me foi dada por três amigos de Salónica impele-me, pelo menos, a tentar concretizar esta viagem. Como diz o padre ortodoxo no vídeo, vai-se de mãos vazias e traz-se sempre qualquer coisa de volta…

Sétima Palavra – José Saramago

No dia da morte de José Saramago, parece-me apropriado transcrever o último capítulo de “As Sete Palavras do Homem”, reflexão pessoal que autor fez, a pedido de Jordi Savall, da obra Septem Verba Christi in Cruce – As Sete Últimas Palavras de Cristo, escrita por Joseph Haydn em 1786.
A sua leitura , a par da audição da Sonata VI ‘Consummatum est’ e da Sonata VII ‘In manus tuas, Domine, commendo spiritum meum’, expressam a dimensão espiritual do homem e o seu destino.

Deus, Pai, Senhor, nas tuas mãos entrego o meu espírito, que a carne que o continha, essa, ficará agarrada a este madeiro enquanto o que de mim resta não for levado ao túmulo, donde ao terceiro dia ressuscitarei, se forem certas as palavras que puseste na minha boca para que as ouvissem os que me seguiam. Censurou-mas Pedro, que me chamou de parte e disse: “Deus te livre de tal. Uma coisa assim nunca te há-de suceder.” E eu respondi-lhe: “Sai da minha frente, Satanás. Impedes-me o caminho, porque não entendes as coisas à maneira de Deus, mas à maneira dos homens.” Foi isto o que eu lhe disse, mas agora, Deus, Pai, Senhor, agora que o meu espírito já deve ter chegado às tuas mãos, permite-me que procure, também eu, entender as coisas à maneira dos homens. Poderá o meu corpo, sem um espírito que o anime, levantar-se e sair do sepulcro, arredando a pedra que lhe tapa a entrada? E outra pergunta mais. Que sucederá comigo durante esses três dias? Apodrecerei? Será já com os primeiros sinais de podridão na cara e nas mãos que me apresentarei diante de Maria Madalena? Vivi no mundo como homem durante trinta anos, primeiro criança, depois adolescente, depois adulto, até este dia. Se te digo coisas que estás farto de saber, é para que compreendas por que razão aparecerei a Maria Madalena antes que a qualquer outro.
Acabámos. Representei o meu papel o melhor que podia. O futuro dirá se o espectáculo valeu a pena. E agora, Deus, Pai, Senhor, uma última pergunta: Quem sou eu? Em verdade, em verdade, quem sou eu? – 
José Saramago, 2007

 

Astronomia na Idade Média

O mundo dos astrónomos da Idade Média, herdada dos gregos, é perfeito e eterno. Em torno da Terra, imóvel no centro do Universo, giram o Sol e os planetas num movimento circular uniforme – Philippe Testard-Vaillant

Quando o Império romano ruiu, no século V, início a Idade Média, a astronomia conhece um eclipse na Europa. Durante décadas, nenhum nome brilhará no firmamento da ciência, nenhuma observação nem qualquer pesquisa teórica serão capazes de introduzir uma ordem inteligível no centro dos fenómenos celestes.
A disciplina só verá a luz no século XII, conquistando gradualmente um lugar nas universidades, onde o ambicioso programa educativo Quadrivium rapidamente associa aritmética, geometria, astronomia e música.
Uma «renascença» que nada deve ao acaso, antes a múltiplas traduções do árabe para o latim, que se desenrolam em Espanha, no sul de Itália e na Sicília, nas quais o mundo ocidental se verá consideravelmente reflectido numa parte das filosofias e das ciências greco-árabes.
De facto, desde o século VII que um número considerável de bibliotecas do mundo greco-romano cai nas mãos dos conquistadores árabes. Destas conquistas surge um estreitar de relações com a astronomia indiana, que possui desde o século V o Tratado  Surya Siddhanta,  obra que os leva a interessarem-se por Ptolomeu – o genial cientista de Alexandria, que na obra Almageste desenvolve uma teoria geocêntrica e matemática sobre a filosofia de Aristóteles e é também autor do mais célebre tratado de astrologia jamais escrito, Quadripartitvm.
Continua…

A partir da excepcional edição de Dezembro último da revista Les Cahiers de Science & Vie ; N° 114. Les Racines du monde

O Universo Numa Casca de Noz

No CERN, o LHC fez ontem colidir dois feixes de protões  de 3,5 TeV vinte milhões de vezes por segundo a uma energia total de 7 TeV, para identificar os produtos das colisões através de quatro grandes detectores de partículas,  Atlas, CMS, ALICE e LHCb.
Nas experiências CMS, procura-se compreender a estrutura da matéria e a formação do universo, há 13,7 mil milhões de anos e a confirmação da existência do bosão de Higgs.
Tudo isto é de uma evidência cristalina!! 🙂

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