O Equinócio da Primavera!

ESPECTÁCULO DE SAUDAÇÃO AO NASCER DO SOL EM HONRA À DEUSA MÃE -TERRA
O SANTUÁRIO DA PEDRA DA CABELEIRA É UMA DAS PORTAS DA TERRA, ONDE O ANTIGO DEUS DO SOL, ESPELHO DO DEUS SUPREMO, REGRESSA DO ALTO DA SUA MORADA E FAZ A SUA ENTRADA TRIUNFAL!

Aldeia de Chãs – Maciço dos Tambores – Vila Nova de Foz Côa
Sábado, 20 de Março – 07.00 – 07.30 Horas

A entrada da estação mais florida do ano, momento em que a Terra é iluminada de igual forma no hemisfério sul e no hemisfério norte, vai ser celebrada no recinto amuralhado do Santuário Sacrificial da Pedra da Cabeleira, com um ritual de danças, música, poesia e cânticos, apresentado pela Amálgama – Companhia de Dança.

Devido à instabilidade do tempo, o espectáulo da Amalga Companhia de Dança, será apresentado à mesma hora( 07.00- 07.30) de Domingo. Porém, a organização não deixará de lá estar, frente à Pedra da Cabeleira (com sol ou tempo cinzento) para saudar a entrada da Primavera

O templo sacrificial está orientado no sentido nascente-poente, possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem deslumbrante!

O enorme penedo, eleva-se no topo de um amuralhamento circular, num planalto rochoso, próximo de um antigo castro, no perímetro do Parque Arqueológico. Tem, no interior da cripta que o atravessa, um nicho com uma pintura que sugere uma cabeleira negra e, na face frontal, perfeitamente lisa e em forma de leque, sobressai, incrustado, um pequeno círculo solar. Porém, visto por detrás do seu altar e da laje em que assenta, num claro desafio às leis da gravidade, configura um gigantesco crânio humano.

Adriano Vasco Rodrigues, o primeiro estudioso a debruçar-se sobre o referido templo, classificou a pedra e o recinto como “um local de sacrifícios ou de culto do crânio”, remontando ao período “de transição do paleolítico para o neolítico”. Hoje, o investigador, profundo conhecedor do passado histórico da região, não tem dúvida que:

“A identificação com uma entidade feminina, em consagração à Virgem Maria, acompanhada de lenda popular, sugere um culto inicial à Deusa-Mãe, símbolo da fertilidade, trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores”, e que “o culto do sol é fundamental nas sociedades primitivas e o conhecimento do calendário das estações para poderem fazer as sementeiras”.

Por sua vez, o autor da Sociologia das Religiões, Moisés Espírito Santo, num levantamento à toponímia da área envolvente, encontrou nos nomes dos vários sítios fortes associações ao culto solar. Num levantamento que fez sobre a toponímia da área envolvente, mostrou-se deslumbrado com a beleza e a singularidade da herança histórica que pôde testemunha

A curta distância do Santuário da Pedra da Cabeleira situa-se a imponente Pedra do Solstício, orientada com o pôr-do-sol, no Solstício de Verão, onde é saudado o dia mais longo do ano, ergue-se na vertente de uma vasta depressão rochosa, sobranceira à falha sísmica de Longroiva – um fértil vale que desemboca na Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam um dos principais núcleos de gravuras rupestres classificadas como Património da Humanidade. O astrónomo Máximo Ferreira assistiu a uma dessas observações e pôde testemunhar o perfeito alinhamento solsticial.

Jorge Trabulo Marques, dinamizador do evento e autor da descoberta do fenómeno solar, acredita que:

“O altar sacrificial existente naquele local é um verdadeiro observatório astronómico primitivo, que os antigos povos sabiamente teriam aproveitado não só como calendário, mas também para ali realizarem os seus cultos, festividades e rituais, com uma forte ligação à agricultura, à fertilidade e às estações do ano. Trata-se de um local mágico, pleno de história e de misticismo, dos poucos lugares da terra onde a beleza e o esplendor solar se podem repetir à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área”.

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    • Deolinda(Iriscelta)
    • 21 de Setembro, 2010

    Muito interessantes todas essas informações!

    • Margarida canto
    • 21 de Março, 2011

    Obrigada, pela informação, bem haja, eu partilhei

  1. Felizes celebrações de Ostara e que nunca possamos esquecer de amar e respeitar a Nossa Mãe Natureza que é nossa fonte de alimento e proteção..Abençoados e abençoadas sejam..

  1. 23 de Março, 2010
  2. 24 de Março, 2010

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