Archive for the ‘ Museus ’ Category

‘The Visit’, by Pieter de Hooch

From Pieter de Hooch [20 Dec 1629 (baptized) – 24 Mar 1684], ‘The Visit’, ca. 1657

De Hooch situated this scene in a voorhuis, the street-facing room in a narrow Dutch row house that received the best light. The placement of the window and construction of the space reveal the close dialogue that De Hooch had with Vermeer at the time. But elements such as the plate of aphrodisiac oysters and canopied bed suggest that De Hooch most likely intended this particular scene to represent a brothel rather than a respectable home.
Via The Metropolitan Museum of Art, New York


‘Naufrágio de um Cargueiro’, de William Turner

Esta obra faz parte de uma série de pinturas de grandes dimensões executadas por Turner na primeira década de Oitocentos dedicada à representação de catástrofes naturais e tempestades no mar, iniciada em 1801, com Bridgewater, Seapiece (Colecção Particular em depósito na National Gallery, Londres). A cena foi associada no passado ao naufrágio do navio Minotauro, ocorrido em Dezembro de 1810, hipótese entretanto abandonada. Apresenta, entretanto, semelhanças evidentes com a pintura O Naufrágio (Tate Britain, Londres), de 1805.

A construção do espaço, deliberadamente assimétrico e caótico, desenvolve-se a partir de diagonais de mastros e remos quebrados que se justapõem a curvas de redemoinhos de águas em turbilhão. O elemento humano, insignificante e perdido, encontra-se irremediavelmente submetido à voragem violenta das ondas.

A composição inscreve-se num universo de extrema sensibilidade face à natureza, dentro da melhor tradição inglesa de pintura do género, à qual o tema dos naufrágios, num país marítimo por excelência, foi especialmente grato. Turner não só absorve o legado da lição holandesa – de Willem van de Velde, o Jovem, em particular – como associa à sua expressão pictórica o peso do imaginário coletivo da época, vivido pelos seus contemporâneos de forma verdadeiramente emotiva e obsessiva.
Via Museu Calouste Gulbenkian

‘En el puerto’, de Albert Gleizes

Albert Gleizes – ‘En el puerto’, 1917 | Museo Thyssen, Madrid


“En el puerto” (1917) de Albert Gleizes [París, 8 Diciembre 1881 – Aviñón, 23 Junio 1953] es una superposición de recuerdos y fragmentos de los puertos de Nueva York y Barcelona, donde el artista vivió durante la Primera Guerra Mundial para no ser movilizado. La particular retícula del urbanismo de Barcelona y los arcos ojivales de Santa María del Mar, junto con los rascacielos de la Gran Manzana o los cables del puente de Brooklin, se mezclan en esta interpretación cubista de las dos ciudades. Pero Gleizes utiliza también la esquematización vanguardista para representar el mar que las une, con formas onduladas que recuerdan al movimiento de las olas y diminutas piedrecitas para sugerir la arena de las playas por donde solía pasear. 
Paloma Alarcó, Museo Thyssen

‘Still Life with Bouquet’, de Pierre-Auguste Renoir

From Pierre-Auguste Renoir [25 February 1841 – 3 December 1919], French leading painter in the development of the Impressionism, “Still Life with Bouquet”, 1871. See this work in Museum of Fine Arts, Houston.



This work is a résumé, in the form of a still life, of the artistic influences on Auguste Renoir’s early career. The print hanging on the wall is an etching by the leader of early Impressionism, Édouard Manet, of a painting hanging in the Louvre by the 17th-century realist painter Diego Velazquez. The print, along with the objects arrayed on the table—the bouquet of roses wrapped in crisp florist’s paper, the Asian fan and vase, and the leather-bound books—strike a tone of fashionable modernity.

‘Parnassus’, de Nicolas Poussin

Na passagem do 354º aniversário da morte de Nicolas Poussin [Jun 1594 – 19 Nov 1665], genial artista do barroco francês no século XVII, a representação de Parnassus, em exibição no Museu do Prado, que neste dia celebra o bicentenário da abertura.

El Parnaso, 1630 – 1631. Óleo sobre lienzo, 145 x 197 cm.
Sala 003 del Museo Nacional de Prado, Madrid


Representación del Parnaso, monte mitológico consagrado a Apolo y las Musas. Es una celebración de las Artes, especialmente de la Poesía. Apolo ofrece el néctar de los dioses a un poeta, probablemente Homero, coronado de laurel por Calíope, la musa de la poesía épica. En primer plano dos amorcillos ofrecen a los poetas el agua inspiradora que mana de la Fuente Castalia, personificada por la mujer desnuda. Inspirado en el fresco de Rafael en el Vaticano, es quizás un homenaje al poeta italiano Giovanni Battista Marino (1569 1625), mecenas de Poussin. Se conserva un dibujo preparatorio de esta obra en la colección G. Wildenstein y un grabado realizado por Jean Dughet antes de 1667. Via Museu do Prado.

 

‘Le Musée du Havre’, de Claude Monet

Embora no início da década de 1870 Claude Monet [14 Novembro 1840 – 5 Dezembro 1926] vivesse preferencialmente em Argenteuil, viajava frequentemente para a sua terra natal Le Havre, na Costa da Normandia. O Museu de Belas Artes, tema desta obra de 1873, foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial.

Claude Monet – ‘The Museum at Le Havre, 1873
The National Gallery, London

‘Rue Saint-Honoré, dans l’après-midi. Effet de pluie’, de Camille Pissarro

De Camille Pissarro [10 Julho 1830 – 13 Novembro 1903], Rue Saint-Honoré, dans l’après-midi. Effet de pluie, 1897.

Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid

‘Evening in Moret, End of October’, by Alfred Sisley

From Alfred Sisley, born on this day in 1839, ‘Evening in Moret, End of October’, 1888.

©Carmen Thyssen-Bornemisza Collection on loan at the
Museo Nacional Thyssen-Bornemisza

‘O Canal da Giudecca e a Igreja de Santa Marta’, de Francesco Guardi

Adquirida por Calouste Gulbenkian em 1920, esta obra do pintor veneziano Francesco Guardi [5 Out 1712 – 1 Jan 1793] pertence à colecção permanente do Museu.

O Canal da Giudecca e a Igreja de Santa Marta
Francesco Guardi [1712-1793]
Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa

Francesco Guardi representa nesta composição, na qual se avista a ponta de Santa Marta e o canal da Giudecca, uma Veneza periférica povoada de pormenores que narram a vida quotidiana da população local, motivo através do qual o pintor exprimiu de forma particularmente conseguida a sua imensa sensibilidade artística. Este distanciamento relativamente ao lado faustoso de outras pinturas da sua autoria, das quais o Museu Calouste Gulbenkian possui excelentes exemplos (as Feste, sobretudo), proporcionou a Guardi, pela óbvia informalidade do tema, concentrar-se na representação de um amanhecer enevoado, onde a atmosfera feérica do canal toma posse de toda a superfície pictórica.

Na cena prevalecem tonalidades prateadas e azuladas, surgindo as formas mais distantes, embarcações e silhuetas de edifícios, diluídas em leves pinceladas monocromáticas. A humidade da lagoa e o céu acinzentado fazem lembrar a arte do holandês Jan van Goyen. Francesco Guardi faz ainda uso do sfumato, uma concepção de luz com interferência directa na intensidade do contraste existente entre os objectos representados e o espaço envolvente, produzindo-se a partir desse artifício técnico um fenómeno óptico através do qual cor e contornos se atenuam e se dissolvem.
Via Museu Calouste Gulbenkian.

‘Visión de San Francisco de Asís’, de Menéndez Pidal

Em dia de aniversário da morte de Francisco de Assis, frade italiano que viveu entre 1181 e 1226 e foi fundador da Ordem dos Franciscanos.

Luis Menéndez Pidal [1861-1932] – ‘Visión de San Francisco de Asís’, 1888
Museu do Prado, Madrid

Se trata de la obra más antigua de las obras que el Prado conserva de Menéndez Pidal y que él mismo denominó como Un éxtasis de San Francisco, después conocida con el título de Visión de San Francisco.

En la pintura, la luz viene de fuera, el santo está en pie, y el angelote del boceto se convierte en un ángel mancebo músico; ambas figuras ocupan casi la composición y adquieren mayor importancia, así como el interior, especialmente el jergón. En la cuidada representación de éste se ve una atención a los objetos humildes que, igual que en la fisonomía realista y de ardiente espiritualidad del santo, rememora el espíritu de la pintura española del siglo XVII, si bien el tipo de ángel es extraño a esa tradición, como hizo notar la crítica cuando fue expuesto en Madrid. Via Museu do Prado