‘E.S.P.’ de Miles Davis (II)
Do álbum E.S.P. de Miles Davis, gravado entre 20 e 22 de Janeiro de 1965, a composição Iris, atribuída a Wayne Shorter, foi gravada neste dia 22 de Janeiro, há 60 anos.
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Do álbum E.S.P. de Miles Davis, gravado entre 20 e 22 de Janeiro de 1965, a composição Iris, atribuída a Wayne Shorter, foi gravada neste dia 22 de Janeiro, há 60 anos.
O grande pianista de jazz Thelonious Monk [1917-1982], nascido neste dia 10 de Outubro, compôs ‘Well You Needn’t‘ em 1944.
Album: ‘Late Night Thelonious Monk’, 2024
No dia em que passam 25 anos sobre o desaparecimento de Milt Jackson [1923-1999], vibrafonista de excepção e membro fundador do Modern Jazz Quartet, fica esta variação plena de swing sobre o tema ‘Round Midnight’ que Thelonious Monk escreveu na primeira metade da década de 40 do século passado.
Álbum ‘On Riverside: Milt Jackson‘, 2023.
Gravado ao vivo em Munique há 20 anos, o álbum September Night do Quarteto de Tomasz Stańko [1942 – 2018], por vezes apelidado de Miles Davis polaco, foi lançado em Junho último pela ECM Records. Fica o último tema do alinhamento, ‘Theatrical’.
Levado pela curiosidade que me despertou a análise do Guardian ao último álbum do músico e multi-instrumentista Malcolm Jiyane, cujas paisagens sonoras reflectem os sentimentos de pobreza no Soweto, arredores de Joanesburgo, deixo o tema Global Warning do álbum True Story, ponto de partida para explorar a nova cena jazzística sul-africana.
Gravado ao vivo no dia 4 de Maio de 1974 no Festival East-West ‘ em Nuremberga, Alemanha, o álbum Hard Talk do pianista e compositor Mal Waldron [1925-2002] contou com a participação de Manfred Schoof na corneta, Steve Lacy no saxofone soprano, Isla Eckinger no contrabaixo e Allen Blairman na bateria.
Fica o tema que preenche o lado B do álbum, editado pela Enja Records.
Grândola Vila Morena · Mário Laginha · Bernardo Sassetti · José Afonso
Álbum: Abril a Quatro Mãos (Grandolas), 2020
Para gravar ‘A London Bridge’ ao vivo no mítico clube londrino Ronnie Scott’s nas noites de 23 e 24 de Abril de 1982, Milt Jackson [1923 – 1999], excepcional vibrafonista e membro fundador do Modern Jazz Quartet, reuniu um quarteto que integrava Monty Alexander no piano, Ray Brown no baixo e Mickey Roker na bateria.
Do álbum, que seria lançado apenas em 1988, fica o tema de abertura “Impressions”, escrito por John Coltrane.
“Tudo Isto é Jazz!” é o primeiro musical português dedicado ao jazz. Um espectáculo que celebra um duplo centenário: o nascimento de Luís Villas-Boas [26 Mar 1924 – 10 Mar 1999], considerado o “pai” do jazz em Portugal, e o primeiro concerto de jazz efectuado no país por um grupo estrangeiro, ocorrido em 1924 no Teatro da Trindade, em Lisboa.

Numa inédita combinação de teatro e música, que promete surpreender e encantar, conta-se a história do jazz, o seu início e progressão em Portugal. Sobem ao palco o ator João Lagarto, a Orquestra do Hot Clube de Portugal, dirigida por Pedro Moreira, e diversos convidados, incluindo as cantoras Maria João, Rita Maria e Sofia Hoffmann, e os músicos Ricardo Toscano, Laurent Filipe, Rão Kyao, Zé Eduardo, Jorge Costa Pinto, António José de Barros Veloso e Gonçalo Sousa, representando três gerações de músicos de jazz portugueses. “Tudo Isto é Jazz!” narra a progressão estética do jazz ao longo do século XX. A Orquestra do Hot Clube desdobra-se em diversos grupos, de duos a nonetos, ilustrando os sucessivos estilos jazzísticos que se foram desenvolvendo, desde o ragtime de Scott Joplin e o swing das grandes orquestras de Benny Goodman e Duke Ellington até ao bebop de Charlie Parker, a bossa nova e o jazz-rock, mas também a produção artística dos primeiros músicos portugueses que se profissionalizaram no jazz.
O espectáculo, realizado no Centro Cultural de Belém a 9 de Fevereiro último, está disponível na RTP Palco. Mais logo, por volta das 23h00, a RTP2 exibe o documentário Luiz Villas-Boas: A Última Viagem.
Teatralmente, João Lagarto dá a conhecer o percurso e o legado de Villas-Boas, figura carismática e polémica que encarna em palco, passando pela sua paixão pelo jazz, a fundação do Hot Clube e do Cascais Jazz, e as muitas histórias caricatas que viveu ao longo de mais de cinquenta anos de dedicação a este género musical. E no ano em que se celebra os 50 anos do 25 de Abril, merecem especial destaque as chamadas jazzofobias, protagonizadas nas décadas de 1920 a 1940 por figuras como Ferreira de Castro, Mário Gonçalves Viana e António Alves Martins, convidando à reflexão sobre um período e regime político em que a dignidade humana não abrangia todos por igual.Espetáculo concebido por João Moreira dos Santos, com encenação de Carlos Antunes, guião dramatúrgico de Fernando Villas-Boas e cenografia e caracterização de Blue. Via.

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