Archive for the ‘ Jazz ’ Category

‘September Night’, de Tomasz Stańko

Gravado ao vivo em Munique há 20 anos, o álbum September Night do Quarteto de Tomasz Stańko [1942 – 2018], por vezes apelidado de Miles Davis polaco, foi lançado em Junho último pela ECM Records. Fica o último tema do alinhamento, ‘Theatrical’.


 

Sons e cores da África do Sul

Levado pela curiosidade que me despertou a análise do Guardian ao último álbum do músico e multi-instrumentista Malcolm Jiyane, cujas paisagens sonoras reflectem os sentimentos de pobreza no Soweto,  arredores de Joanesburgo, deixo o tema Global Warning do álbum True Story, ponto de partida para explorar a nova cena jazzística sul-africana.


50 anos de ‘Hard Talk’, de Mal Waldron

Gravado ao vivo no dia 4 de Maio de 1974 no Festival  East-West ‘ em Nuremberga, Alemanha, o álbum Hard Talk do pianista e compositor Mal Waldron [1925-2002] contou com a participação de Manfred Schoof  na corneta, Steve Lacy no saxofone soprano,  Isla Eckinger  no contrabaixo e  Allen Blairman na bateria.
Fica o tema que preenche o lado B  do álbum, editado pela Enja Records.


‘Abril a Quatro Mãos’

Grândola Vila Morena · Mário Laginha · Bernardo Sassetti · José Afonso
Álbum: Abril a Quatro Mãos (Grandolas), 2020


‘A London Bridge’, de Milt Jackson

Para gravar  ‘A London Bridge’ ao vivo no mítico clube londrino Ronnie Scott’s  nas noites de 23 e 24 de Abril de 1982,  Milt Jackson [1923 – 1999], excepcional vibrafonista e membro fundador do Modern Jazz Quartet, reuniu um quarteto  que integrava Monty Alexander no piano, Ray Brown no baixo e Mickey Roker na bateria.
Do álbum, que seria lançado apenas em 1988, fica o tema de abertura “Impressions”, escrito por John Coltrane.


‘Tudo Isto É Jazz!’, no centenário de Luís Villas-Boas

“Tudo Isto é Jazz!” é o primeiro musical português dedicado ao jazz. Um espectáculo que celebra um duplo centenário: o nascimento de Luís Villas-Boas [26 Mar 1924 – 10 Mar 1999], considerado o “pai” do jazz em Portugal, e o primeiro concerto de jazz efectuado no país por um grupo estrangeiro, ocorrido em 1924 no Teatro da Trindade, em Lisboa.


tudo-isto-eh-jazz


Numa inédita combinação de teatro e música, que promete surpreender e encantar, conta-se a história do jazz, o seu início e progressão em Portugal. Sobem ao palco o ator João Lagarto, a Orquestra do Hot Clube de Portugal, dirigida por Pedro Moreira, e diversos convidados, incluindo as cantoras Maria João, Rita Maria e Sofia Hoffmann, e os músicos Ricardo Toscano, Laurent Filipe, Rão Kyao, Zé Eduardo, Jorge Costa Pinto, António José de Barros Veloso e Gonçalo Sousa, representando três gerações de músicos de jazz portugueses. “Tudo Isto é Jazz!” narra a progressão estética do jazz ao longo do século XX. A Orquestra do Hot Clube desdobra-se em diversos grupos, de duos a nonetos, ilustrando os sucessivos estilos jazzísticos que se foram desenvolvendo, desde o ragtime de Scott Joplin e o swing das grandes orquestras de Benny Goodman e Duke Ellington até ao bebop de Charlie Parker, a bossa nova e o jazz-rock, mas também a produção artística dos primeiros músicos portugueses que se profissionalizaram no jazz.

O espectáculo, realizado no Centro Cultural de Belém a 9 de Fevereiro último, está disponível na RTP Palco. Mais logo, por volta das 23h00, a RTP2 exibe o documentário Luiz Villas-Boas: A Última Viagem.

Teatralmente, João Lagarto dá a conhecer o percurso e o legado de Villas-Boas, figura carismática e polémica que encarna em palco, passando pela sua paixão pelo jazz, a fundação do Hot Clube e do Cascais Jazz, e as muitas histórias caricatas que viveu ao longo de mais de cinquenta anos de dedicação a este género musical. E no ano em que se celebra os 50 anos do 25 de Abril, merecem especial destaque as chamadas jazzofobias, protagonizadas nas décadas de 1920 a 1940 por figuras como Ferreira de Castro, Mário Gonçalves Viana e António Alves Martins, convidando à reflexão sobre um período e regime político em que a dignidade humana não abrangia todos por igual.Espetáculo concebido por João Moreira dos Santos, com encenação de Carlos Antunes, guião dramatúrgico de Fernando Villas-Boas e cenografia e caracterização de Blue. Via.

‘The Köln Concert’, de Keith Jarrett

Gravado ao vivo na Ópera de Colónia, na Alemanha, a 24 de Janeiro de 1975, o concerto de piano solo de Keith Jarrett é um marco nos discos de jazz gravados ao vivo.
A caminho das 80 primaveras e depois da terrível perda da capacidade de tocar, o mundo não voltará a ouvir ao vivo um dos pianistas mais influentes das nossas vidas. Além da efeméride, a homenagem através da emissão do Jazz a 2 inteiramente dedicada a este sublime álbum.


The Köln Concert

‘The Great Pretender’, de Lester Bowie

Buck Ram [1907-1991] escreveu duas canções para o agrupamento vocal The Platters que foram imortalizadas por inúmeros intérpretes ao longo das últimas décadas, Only You e The Great Pretender. Gosto muito da versão de Freddie Mercury mas hoje é de dia de celebrar a fenomenal adaptação de Lester Bowie [1941-1999], que completaria neste dia 11 de Outubro 82 anos.


Lester Bowie, trompete | Hamiet Bluiett, saxofone barítono | Donald Smith, piano | Fred Williams, baixo eléctrico |
Phillip Wilson, bateria | Fontella Bass e David Peaston, vozes

Gravado em Junho de 1981 no Tonstudio Bauer, Alemanha.

Back to Monk (II)

Regresso a Thelonious Monk, nascido neste dia 10 de Outubro em 1917,  com Well You Needn’t  – Live At The Jazz Workshop, 1964 (editado pela Columbia Records em 1982).


Thelonious Monk, piano |  Charlie Rouse, saxofone tenor |  Larry Gales, contrabaixo |  Ben Riley, bateria

‘Things Are Getting Better’ com o vibe de Milt Jackson

No dia de mais um aniversário sobre o desaparecimento de Milt Jackson [1 Janeiro 1923 – 9 Outubro 1999], vibrafonista de excepção e membro fundador do Modern Jazz Quartet, a composição Things Are Getting Better de Cannonball Adderley [1928-1975], que deu o título ao álbum gravado em Nova Iorque a 28 de Outubro de 1958 e editado pela Riverside.


Cannonball Adderley, saxofone alto | Milt Jackson, vibrafone | Wynton Kelly, piano | Percy Heath, contrabaixo | Art Blakey, bateria