Archive for the ‘ Jazz ’ Category

prenda minha

Recebi uma prenda inesperada este Natal:
O livro Duarte Mendonça: 30 anos de Jazz em Portugal.

Por ter sido editado recentemente, não conhecia;
A maior e agradável surpresa, no entanto, é verificar que não fazia ideia que tantos jazzmen tivessem passado por Portugal nas últimas três décadas.

O livro, da autoria de João Moreira dos Santos, constitui uma justa homenagem ao produtor Duarte Mendonça.

Recheado de muitas fotografias inéditas, este álbum de memórias é uma belíssima viagem pela história dos festivais de jazz em Portugal.

Obrigado ao JMS , pela paixão que lhe dedicou.
Um abraço à Maria João e ao Paulo Alexandre, que mo ofereceram.

Festa da música – Guimarães Jazz 2005

No Grande Auditório da Universidade – com acústica renovada, segundo um amigo – e para quem tenha oportunidade, a não perder:

Amanhã – Art Ensemble Of Chicago

O programa completo pode ser consultado aqui.

Via Improvisos Ao Sul

Piano Bar

Mais um acontecimento em perspectiva:
Patricia Barber, um dos expoentes do jazz vocal feminino contemporâneo ( sugere a voz de Diana Krall, porém – como dizer – mais íntegra e sedutora, tem concerto agendado para o Centro Cultural de Belém, a 23 de Janeiro próximo.. (já não falta muito!)

Para saber mais sobre Patricia Barber, aqui e aqui.


De Verse, 2002 – Blue Note, destaco I Could Eat Your Words, Regular Pleasures e If I Were Blue.


Do álbum Nightclub, 2000 – Blue Note, Bye Bye Blackbird..
Bom, este disco é para ouvir de enfiada!

Brisa fresca no ouvido

One of the unique qualities of Lou’s work is that he incorporates
a great deal of the whole jazz tradition in his playing.
He’s listened to just about everyone, and not only alto players.
With this knowledge of the entire jazz language, Lou is definitely an individual voice
.
Horace Parlan

Lou Donaldson The Natural Soul (Rudy Van Gelder Edition)

Lou Donaldson – Alto Saxophone
Tommy Turrentine – Trumpet
Grant Green – Guitar
John Patton – Organ
Ben Dixon – Drums

Tracking List
1 – Funky Mama
2 – Love Walked In
3 – Spaceman Twist
4 – Sow Belly Blues
5 – That’s All
6 – Nice ‘N Greasy
7 – People Will Say We’re In Love (não faz parte do disco original)

A compra deste fresco já valeria só pelo Funky Mama..
Para ouvir num dia/noite quente.. como hoje!

A Festa do Jazz no S. Luiz

A 3ª Festa do Jazz no Teatro de S. Luiz – ao Chiado, realiza-se no próximo fim-de-semana.
Não tive oportunidade de ir nos anos anteriores, vamos a ver se este ano dá para ir!
É sempre interessante conhecer o jazz que se faz em Portugal.

Nos dias 2 e 3 de Abril haverá espectáculos – entre a sala principal, a sala estúdio Mário Viegas, o Jardim do Inverno e o Café dos Teatros, reúnem-se alguns dos nomes mais da cena jazz, como Maria João e Mário Laginha, o Quinteto de Pedro Moreira e Carlos Barreto.

the finest art of jazz

Ou a arte de comprar nos saldos artigos de primeira!

Estão disponíveis perto de duas dúzias de títulos da série The Rudy Van Gelder Edition da Blue Note, com preços abaixo dos 9 euros! É mais difícil escolher do que deixar lá o dinheiro..

Na última visita, vieram estes dois cromos:



Wayne Shorter, JUJU

Blue Note Records, RVG Edition

21 de Abril, 1967 – Englewood Cliffs, NJ

Wayne Shorter, tenor sax / McCoy Tyner, piano / Reggie Workman, bass / Elvin Jones, drums

Um Grande Shorter!

Destaco House of Jade, Mahjong e Yes or No.

No seu todo, é um trabalho muito harmonioso, muito bom!



McCoy Tyner, The Real McCoy

Blue Note Records, RVG Edition

03 de Agosto,1964 – Englewood Cliffs, NJ



Joe Henderson, tenor sax / McCoy Tyner, piano / Ron Carter, bass / Elvin Jones, drums

Gosto em particular de Tyner e Henderson em Search for Peace e de Tyner em Blues on the Corner

A propósito destas coisa da música, soube ontem pelo António e pelo Nuno – podias permitir a linkagem dos posts, companheiro!.. que os meus receios sobre o destino da All jazz eram fundados, infelizmente!

Aproveito para saudar o João, que não sabia por aqui! Mais vale tarde que nunca!

O dia seguinte

Ron Carter – Foursight

Concerto esgotado!

Os quatro elementos da banda entram em palco com uma flôr branca nas mãos..

O jazz de Ron Carter parece resistir ao tempo e aos movimentos estéticos que se têm desenvolvido ao longo dos anos, sem concessões, mantendo a pureza da sua música e do seu estilo.

Magistralmente, o contrabaixo marca o ritmo durante todo o espectáculo, que os restantes elementos vão seguindo com precisão, com Payton Crossley mais discreto na bateria.

Destaque para Steven Kroon – percussão, que polvilha a sala com elementos de bossa nova durante hora e meia, num registo de grande execução.

Stephen Scott tem neste concerto alguns momentos de grande harmonia e beleza ao piano, e por breve instantes os seus esgares fazem recordar o mestre Keith Jarrett.

Uma noite em cheio!

Jazz como presente

Hoje o serão vai ser passado em Guimarães com o meu amigo Alberto e o nosso amigo comum Ronnie

Mas antes disso, temos que tratar de nós…

Sim, porque a gente do nuorte trata-se bem…

Mais logo, vamos à Universidade do Minho ouvir o quarteto de Ron Carter, o contrabaixista que mais discos gravou até hoje, e que também fez parte do quinteto de Miles Davis

Enfim, não tenho dúvidas de que teremos uma noite bem passada..

around jazzy

Marc Moulin – Top Secret

1. Into the Dark

2. What?

3. Bottle

4. Théo

5. Organ

6. In My Room

7. Tenor

8. Day Fever

9. It’s to Say

10. Feet

Marc Moulin é uma referência no Acid Jazz. Influenciado por Miles Davis, Herbie Hancock, este pianista belga começou por tocar piano nos anos 60.

Nos anos 70 formou uma banda de jazz de fusão, os Placebo, que ganhou um prémio no Montreux jazz Festival em 1972.

Este álbum, de 2002, muito funky, com alguns grooves na onda de St Germain, é mais um bom trabalho na área do dance jazz. Gosto muito.

“I want to combine my preference for jazz with my passion for electronic music. There have always been artists at Blue Note in particular who have latched on to the more modern forms of popular music and who have adapted it to jazz. So I feel close to artists ranging from Miles Davis, Herbie Hancock and Eddie Harris to today’s US3, Erik Truffaz and St. Germain”. (Marc MOULIN)

luminosidade intensa ou o triunfo da simplicidade

Um concerto imperdível para quem aprecia jazz!

Concerto não, performance, ou melhor ainda, perfumar – é o que o Jan Garbarek vai fazer esta noite no Grande Auditório do CCB.

Os vôos prolongados do saxofone tenor de Garbarek atravessam-nos a alma.

O estilista Eberhard Weber, no seu indomável contrabaixo, é quem nos prende à terra.

É um reencontro desejado, e seguramente as tonalidades desta noite ecoarão pelo fim-de-semana.