Archive for the ‘ Jazz ’ Category

Patricia Barber – Smash

Smash é o primeiro disco de Patricia Barber para a Concord Records, depois da incursão pelo maravilhoso mundo de Porter. Acompanhada por uma renovada banda e uma dúzia de novas composições, uma das mais talentosas e inovadoras vocalistas e compositoras do jazz contemporâneo revisitará o nosso país para uma mini tournée de 4 datas, que inclui o Teatro-Cine de Torres Vedras, no dia 3 de Maio às 21h30. Via.
Patricia Barber: voz e piano | Dave Miller: guitarra | Larry Kohut: baixo | baterista a anunciar

Patricia-Barber

Miles Davis – All Blues

A 22 de Abril de 1959, Miles Davis, John Coltrane, Julian “Cannonball” Adderley, Bill Evans, Paul Chambers e Jimy Cobb entravam no estúdio da Columbia, na 30th Street em Nova Iorque, para gravar Flamenco Sketches e All Blues.
Assim se concluía a gravação em Estúdio de Kind of Blue.

Lawrence Brown, Trombonist with Duke Ellington

Lawrence Brown was born August 3, 1907 in Kansas. He began his career with Charlie Echols and Paul Howard. In 1932 he joined Duke Ellington. His great technical command of the instrument, with its “creamy tone, neurotic vibrato and range” was featured with Ellington’s band every year in compositions such as “Blue Cellophane” and “Golden Cress,” (Carr, Fairweather, & Priestly) Brown left Ellington’s band in 1951 to join a band led by ex-Ellington sideman Johnny Hodges, where he stayed until 1955. After leaving Hodges, Brown took a position for CBS playing studio sessions for five years. Brown rejoined Ellington in 1960 and stayed with him until 1970. After leaving Ellington’s band Brown quit performing for good. He died in Los Angeles on September 5, 1988.Via.

António Pinho Vargas – Memórias perenes da improvisação

O seu percurso artístico tem dois caminhos paralelos (ou talvez mais sucessivos do que paralelos) que passam pelo jazz e pela música contemporânea. Faz questão de não os cruzar, mas numa experiência como esta ambos estão presentes de forma subterrânea, mesmo que o resultado não seja uma coisa nem outra e deambule por outros universos. Alguns não são reconhecidos pelo próprio músico entre os seus “gestos instrumentais” habituais, mas fazem parte do seu imaginário.
Oscilando entre territórios familiares e aventuras por outras paragens, as criações cuja memória se perpetua neste cd resultam também de um acto de coragem. Um concerto a solo inteiramente improvisado é um exercício sem rede que tanto pode ser fatal como gerar boas surpresas. Felizmente, este é um exemplo do segundo caso.

Excerto do artigo de Cristina Fernandes para o ípsilon de 6 Julho 2012, sobre o lançamento do último trabalho de António Pinho VargasImprovisações” – Concerto no IST, 2011. Editora Althum.

Miles Davis: The Complete Live at The Plugged Nickel

Volto ao standard Stella by Starlight, integrado na série de oito discos gravados ao vivo no Clube Plugged Nickel de Chigado,  pouco antes do Natal de 1965. A composição do segundo quinteto, com Wayne Shorter a substituir George Coleman no saxofone tenor, recupera os solos da explosão criativa de finais da década de 50. Back to basics…! 🙂


Stella by Starlight (Live at the Plugged Nickel, Chicago, IL) (1st Set) (- December 22, 1965) · Miles Davis
The Complete Live At The Plugged Nickel – 1965

“O Espírito do Jazz”

Vítima das so-called  restrições orçamentais na Antena 2, foi no passado domingo para o éter a última edição do programa “O Espírito do Jazz”. Esperemos que o acesso ao arquivo não seja alvo da mesma generosidade! 😉

Obrigado e até jazz, Joao Moreira Santos!

Prenda da Melhor Filha do Mundo!

A fascinating document of Keith Jarrett’s solo concert in Rio de Janeiro on April 9, 2011. The pianist pulls a broad range of material from the ether: thoughtful/reflective pieces, abstract sound-structures, pieces that fairly vibrate with energy. The double album climaxes with a marvellous sequence of encores. 40 years ago Keith Jarrett recorded his first ECM disc, the solo piano “Facing You”. He has refined his approach to solo music many times since then, always finding new things to play. So it is here, in this engaging solo recording from Brazil.
Almost exactly forty years ago, Keith Jarrett’s association with ECM began with the recording of a solo piano album. “Facing You” (1971) was soon followed by the initiation of the solo concerts, evenings of piano improvisations, documented now on a range of influential live recordings which include “Solo Concerts (Bremen-Lausanne)”, “The Köln Concert”, “Sun Bear Concerts”, “Concerts (Bregenz-München”), “Dark Intervals”, “Paris Concert”, “Vienna Concert”, “La Scala”, “Radiance”, “The Carnegie Hall Concert” and “Testament, Paris-London”. The span of music addressed on these albums is vast, but they share a common genesis in improvisation, as well as a most remarkable artistic consistency. If it is no longer uncommon for improvisers to fill an evening’s music-making alone, Jarrett remains unrivalled in his capacity to uncover new forms in the moment: the concept of ‘spontaneous composition’ is more than an ideal here.
Latest in the series of ongoing solo concert recordings is “Rio”. Jarrett had played Brazil only once before, more than two decades ago, and said, before his South American concerts, that he felt he had “unfinished business” there: “I really had no idea what I meant, but this concert is it. Everything I played in Rio was improvised, and there is no way that I could have gotten to this particular musical place a second time, or in a different country: not even in a different hall or with a different audience, or on a different night.”
“Rio” documents the entire spontaneous concert at the Theatro Municipal, Rio de Janeiro on April 9, 2011. The music that emerges, on this instance, has an intensely lyrical core, reflected in the fifteen short pieces that make up the concert. There is an intimate quality, too, which draws the listener toward it, from the first moments. Jarrett feels the concert was one of his best: “jazzy, serious, sweet, playful, warm, economical, energetic, passionate, and connected with the Brazilian culture in a unique way. The sound in the hall was excellent and so was the enthusiastic audience.”
Via ecmrecords.com

Paul Verlaine par Patricia Barber

Dansons la gigue!

 J'aimais surtout ses jolis yeux
 Plus clairs que l'étoile des cieux,
 J'aimais ses yeux malicieux.

   Dansons la gigue!

 Elle avait des façons vraiment
 De désoler un pauvre amant,
 Que c'en était vraiment charmant!

   Dansons la gigue!

 Mais je trouve encore meilleur
 Le baiser de sa bouche en fleur
 Depuis qu'elle est morte à mon coeur.

   Dansons la gigue!

 Je me souviens, je me souviens
 Des heures et des entretiens,
 Et c'est le meilleur de mes biens.

   Dansons la gigue!

Joe Morello (1928-2011)

O Quarteto de Dave Brubeck, com Brubeck ao piano, Paul Desmond no saxophone alto, Eugene Wright no baixo e Joe Morello na bateria, adquiriu notoriedade ao longo da década de 50; Porém, estava escrito nas estrelas que 1959 seria um ano excepcional para o jazz: a par de Kind of Blue de Miles Davis, apresentava-se ao mundo “Time Out”. O álbum, que incluía “Take Five” com um solo memorável de Morello e “Blue Rondo a la Turk”, tornou-se num dos discos de jazz mais populares de sempre, em grande parte devido à secção rítmica de Wright e Morello.


Josephine Baker em Portugal

Para comemorar o 70.º aniversário da estreia da artista em Portugal, em Março de 1941, João Moreira dos Santos e o Teatro daTrindade propõem para os dias 11 e 12 de Março a peça Uma Noite com Josephine Baker ( o evento consiste num espectáculo multimedia que inclui música, teatro e vídeo, e ainda a apresentação do livro de João Moreira dos Santos sobre a ligação de Baker a Portugal entre 1933 e 1960. 
Complementarmente, realiza-se a 12 de Março o passeio guiado Na Peugada de Josephine Baker pela Lisboa dos Anos 30/50.

Josephine Baker, que nos anos 20 foi o ícone do jazz e da libertação sexual, escandalizando a velha Europa com as suas ousadas e desnudadas danças, passou sete vezes por Portugal, entre 1939 e 1960. Desde simples escalas a concertos, acções de espionagem para os serviços secretos franceses, uma tentativa frustrada de adopção e até declarações políticas pró-fraternidade universal, não passou despercebida nem sem levantar protestos pela sua arte e cor.João Moreira dos Santos