Archive for the ‘ Jazz ’ Category

‘The Milagro Beanfield War’, de Dave Grusin

Conheci a música de Dave Grusin através do tema Early A.M. Attitude, que faz parte do álbum Harlequin de 1985, em parceria com Lee Ritenour. Na altura, ouvia John Scofield, Jaco Pastorius, Al Di Meola e John McLaughlin.
Sendo um compositor da área do jazz, foi através das composições para cinema que Dave Grusin, nascido neste dia 26 de Junho em 1934, conseguiu maior notoriedade, com The Graduate (1967), On Golden Pond (1981), Tootsie (1982) e The Goonies (1985). Em 1989, conquistou o óscar de melhor música original com The Milagro Beanfield War (1988)

Stan Getz’s Finest Hour

De Stan Getz [2 Fevereiro 1927 – 6 Junho 1991], sem dúvida um dos grandes sax-tenor da segunda metade do século XX, “I’m Late, I’m Late”, o tema de abertura do album Focus, gravado em 13 de Julho de 1961. A particularidade deste tema reside no vibrante diálogo entre o saxofone de Getz e a bateria de Roy Haynes, em resposta ao desafio de orquestração lançado pelo compositor Eddie Sauter.


 

Bernardo Sassetti

“Quando se vive muito intensamente a música, a música que vive cá dentro, que vem cá de dentro a fervilhar, o grande segredo para a sua transmissão e partilha é o acto contido sobre o que temos e encontramos no fundo de nós”.
– Bernardo Sassetti [24 Jun 1970 – 10 Mai 2012]

Jim Hall [1930-2013]

Partiu um dos mais importantes guitarristas da cena jazz, cujo estilo influenciou músicos como Bill Frisell e Pat Metheny, com quem gravou um álbum de originais em 1999, pleno de tons suaves.
Durante a sua longa e aclamada carreira, Jim Hall colaborou com alguns dos monstros do jazz como Sonny Rollins, Ornette Coleman, Paul Desmond, Bill Evans, Jimmy Giuffre ou Ron Carter. Acompanhou ainda Ella Fitzgerald no início da década de sessenta.


Patricia Barber – Smash

Smash é o primeiro disco de Patricia Barber para a Concord Records, depois da incursão pelo maravilhoso mundo de Porter. Acompanhada por uma renovada banda e uma dúzia de novas composições, uma das mais talentosas e inovadoras vocalistas e compositoras do jazz contemporâneo revisitará o nosso país para uma mini tournée de 4 datas, que inclui o Teatro-Cine de Torres Vedras, no dia 3 de Maio às 21h30. Via.
Patricia Barber: voz e piano | Dave Miller: guitarra | Larry Kohut: baixo | baterista a anunciar

Patricia-Barber

Miles Davis – All Blues

A 22 de Abril de 1959, Miles Davis, John Coltrane, Julian “Cannonball” Adderley, Bill Evans, Paul Chambers e Jimy Cobb entravam no estúdio da Columbia, na 30th Street em Nova Iorque, para gravar Flamenco Sketches e All Blues.
Assim se concluía a gravação em Estúdio de Kind of Blue.

Lawrence Brown, Trombonist with Duke Ellington

Lawrence Brown was born August 3, 1907 in Kansas. He began his career with Charlie Echols and Paul Howard. In 1932 he joined Duke Ellington. His great technical command of the instrument, with its “creamy tone, neurotic vibrato and range” was featured with Ellington’s band every year in compositions such as “Blue Cellophane” and “Golden Cress,” (Carr, Fairweather, & Priestly) Brown left Ellington’s band in 1951 to join a band led by ex-Ellington sideman Johnny Hodges, where he stayed until 1955. After leaving Hodges, Brown took a position for CBS playing studio sessions for five years. Brown rejoined Ellington in 1960 and stayed with him until 1970. After leaving Ellington’s band Brown quit performing for good. He died in Los Angeles on September 5, 1988.Via.

António Pinho Vargas – Memórias perenes da improvisação

O seu percurso artístico tem dois caminhos paralelos (ou talvez mais sucessivos do que paralelos) que passam pelo jazz e pela música contemporânea. Faz questão de não os cruzar, mas numa experiência como esta ambos estão presentes de forma subterrânea, mesmo que o resultado não seja uma coisa nem outra e deambule por outros universos. Alguns não são reconhecidos pelo próprio músico entre os seus “gestos instrumentais” habituais, mas fazem parte do seu imaginário.
Oscilando entre territórios familiares e aventuras por outras paragens, as criações cuja memória se perpetua neste cd resultam também de um acto de coragem. Um concerto a solo inteiramente improvisado é um exercício sem rede que tanto pode ser fatal como gerar boas surpresas. Felizmente, este é um exemplo do segundo caso.

Excerto do artigo de Cristina Fernandes para o ípsilon de 6 Julho 2012, sobre o lançamento do último trabalho de António Pinho Vargas “Improvisações” – Concerto no IST, 2011. Editora Althum.

Miles Davis: The Complete Live at The Plugged Nickel

Volto ao standard Stella by Starlight, integrado na série de oito discos gravados ao vivo no Clube Plugged Nickel de Chigado,  pouco antes do Natal de 1965. A composição do segundo quinteto, com Wayne Shorter a substituir George Coleman no saxofone tenor, recupera os solos da explosão criativa de finais da década de 50. Back to basics…! 🙂


Stella by Starlight (Live at the Plugged Nickel, Chicago, IL) (1st Set) (- December 22, 1965) · Miles Davis
The Complete Live At The Plugged Nickel – 1965

“O Espírito do Jazz”

Vítima das so-called  restrições orçamentais na Antena 2, foi no passado domingo para o éter a última edição do programa “O Espírito do Jazz”. Esperemos que o acesso ao arquivo não seja alvo da mesma generosidade! 😉

Obrigado e até jazz, Joao Moreira Santos!