Archive for the ‘ Jazz ’ Category

Exit Music @ home

Hoje há Jazz às Quintas, mas o programa não me puxa. Vou ficar em casa a ouvir em repeat Exit Music, o extraordinário cover dos Radiohead Exit Music (For a Film) por Brad Meldhau.

The Art Of The Trio, Volume 3: Songs

‘Songs,’ recorded in 1998, captured a wider audience for Mehldau’s trio. “A lot of people have told me that ‘Songs’ is their favorite record of mine,” Mehldau says. “I was thinking a lot at that time about what ‘song’ means to me. It implies a few things – simplicity of melody, an economy of material and a short form, but also a strong emotional effect on the listener that hopefully lingers and swells in your consciousness after you’ve heard it. A song is short and ends quickly, but it should also give you a feeling of endlessness, of something much bigger than its duration. You should sense that you’re scratching the surface of something eternal.”
Mehldau’s writing made an expressive leap on this record, with originals like ‘Song-Song,’ ‘Unrequited,’ and ‘Sehnsucht,’ and he notes, “I started to achieve something more simple and direct in my own tunes.” Two covers heard in their first versions here went on to become staples in the trio’s performances: Nick Drake’s ‘River Man’ and Radiohead’s ‘Exit Music (For a Film).’ On the ballad, ‘For All We Know,’ you can start to hear an elegiac tone. The sentiment of elegy that begins on this record sweeps over much of Mehldau’s subsequent recorded music, and he would explore that idea in depth on his next record, ‘Elegiac Cycle’.

Track Listing: Song-Song – Unrequited – Bewitched Bothered & Bewildered – Exit Music (For A Film) – At A Loss – Convalescent – For All We Know – River Man – Yonug At Heart – Sehnsucht
Musicians: Brad Mehldau (piano), Larry Grenadier (bass), Jorge Rossy (drums)
Producer: Matt Pierson

um passarinho sussurrou-me ao ouvido(2): “rvg”!!!

Ladies and gentleman, as you know we have something special down here at Birdland this evening…
a recording for
Blue Note records…

Os  setenta anos da lendária editora de jazz continuam a ser celebrados da melhor forma possível,  ou seja, comprando música.  No fim-de-semana, trouxe do sítio do costume mais três excelentes exemplares da Colecção The Rudy Van Gelder Edition a €7.95 cada.

O destaque de hoje vai para Somethin’ Else de Cannonball Adderley

Produzido por Alfred Lion, foi gravado em Março de 1959.
Miles Davis, trompete – Cannonball Adderley, saxofone alto – Hank Jones, piano – Sam Jones, baixo e Art Blakey, bateria
Vídeos das Faixas: Autumn Leaves (J.Kosma-J.Mercer), Love For Sale (Cole Porter), Somethin’ Else (Miles Davis), One For Daddy-O (Nat Adderley), Dancing In The Dark (A.Schwartz-H.Deitz) e Bangoon (Hank Jones)

Paul Bley – Solo

CULTURGEST – 19 DE MAIO DE 2009, 21h30 · Grande Auditório

O canadiano Paul Bley nasceu em 1932 em Montreal onde, desde muito novo, recebeu formação clássica em música. Em 1950, mudou-se para Nova Iorque, onde começou a sua carreira como pianista de jazz.

Paul Bley, a master of modernist purposes… has worked with more first-rate, wide-ranging original musical minds than anyone, except Miles Davis…”

Howard MandelDown Beat – Abril de 1995

 

Charlie Parker – Sonny Rollins – Ben Webster – Charles Mingus – Lester Young – Chet Baker – Steve Swallow – Gary Peacock – John Scofield – Gary Burton – Pat Metheny – Paul Motion – John Surman – Charlie Haden – Lee Konitz – Bill Evans – Cecil Taylor – Ornette Coleman, fazem parte da short list de jazzmen com quem tem tocado e gravado, ao longo da sua longa carreira.

 

Ligado à vanguarda do jazz dos anos de 1960, sendo um dos seus elementos mais activos. Foi igualmente precursor na utilização do sintetizador, tendo dado o primeiro concerto da história com esse instrumento em 1969 no Philarmonic Hall de Nova Iorque. Em meados da década de 1970, com a artista de vídeo Carol Goss, iniciou uma colaboração pioneira entre músicos de jazz e artistas de vídeo.
O seu primeiro disco de piano solo foi gravado em 1972 para a editora ECM.
Paul Bley apresenta-se, desde há muitos anos, em concertos por todo o mundo, a solo ou com formações muito diversas, tocando composições suas, 
standards, ou lançando-se em solos espontâneos, improvisados no momento.Via.

 

Discografia seleccionada
Complete Savoy Sessions 1962-63 Barrage 

Paul Bley With Gary Peacock  Paul Bley Quartet

Chet Baker

Por outro lado…

Nem tudo vai mal na Lusitânia. Melhor dizendo, temos até bons motivos de satisfação sobre o jazz que se toca por cá; Desde o jovem Júlio Resende, que me fez uma simpática dedicatória no disco Alma, até este fresco de Rui Caetano, temos gente muito talentosa e com carreiras promissoras.

As imagens do vídeo são de autoria do fotógrafo inglês Stu Egan e a faixa Luisa pertence ao Álbum Reflexos, de 2008.

Rui Caetano, piano – Bernardo Moreira, baixo – Marco Franco, bateria.

Kind of Blue – 50º aniversário

Faz hoje precisamente 50 anos que, com as faixas Flamenco Sketches e All Blues, se concluía a gravação em Estúdio da obra-prima de Miles Davis, Kind of Blue.
Sob a forma de tributo, criei uma página, especialmente dedicada a esta obra maior do jazz, que tive a felicidade de receber como prenda de Natal. 🙂

Miles Davis - Kind of Blue, 1959

Miles Davis - Kind of Blue, 1959

Novidades ECM

Exclusivamente para apreciadores.

Se esta posta não se enquadra nos seus gostos musicais, até jazz…

Mas já que continua a ler…

A ECM tem em curso uma campanha de preços baratos, para variar. A selecção Touchstones  contém 40 obras abaixo dos 10 euros; como não há milagres, a coisa resume-se a um cd dentro de uma capinha de cartão, sem o habitual livrinho.

Das minhas preferências, destaco uma peça que ouvi ontem:

collin-walcott_cloud-dance_ecm

Após os primeiros acordes da sítara de Collin Walcott (surge imediatamente o som familiar de Ravi Shankar) dá-se uma feliz fusão com o baixo de Dave Holland, cheia de tons quentes! Quanto à guitarra de John Abercrombie, primeiro estranha-se…

CLOUD DANCE

Collin Walcott – sitar, tabla
John Abercrombie – guitar

Dave Holland – bass
Jack DeJohnette – drums

Esperança do Jazz

A norte-americana Esperanza Spalding é uma contrabaixista de excepção e dona de uma voz doce e poderosa. Apontada pelo Seattle Times como “performer irresistível”, desde cedo o seu percurso deixava antever o sucesso.

Autodidacta, aos 15 anos já ocupava uma posição de relevo na Chamber Music Society do Oregon. A Berklee College of Music, em Boston, foi a etapa seguinte e aos 20 anos era a mais jovem professora assistente de sempre desta prestigiada instituição. Em 2005 recebeu a famosa bolsa da Boston Jazz Society e desde então tem trabalhado com músicos consagrados, como o pianista Michel Camilo, o vibrafonista Dave Samuels, o baixista Stanley Clarke, o guitarrista Pat Metheny, a cantora Patti Austin e os saxofonistas Donald Harrison e Joe Lovano.

Via CCB.

No próximo dia 1 de Fevereiro, tocará o álbum de estreia – Esperanza, 2008 – no Grande Auditório.

Esperanza Spalding, contrabaixo e voz – Ricardo Vogt, viola – Leo Genovese, piano – Otis Brown, bateria

Jazz em Dose Dupla

Começou na passada quinta-feira e estende-se até 16 de Abril no CCB.

Dose Dupla é um conceito desenvolvido e programado pelo Jazz No País do Improviso e a sua designação deriva de todos os concertos deste ciclo assumirem a forma de duos compostos por um músico nacional e um convidado estrangeiro.

Freddie Hubbard (1938-2008)

Que dizer de um trompetista que tocava como poucos, entre os quais o senhor da posta anterior?

No final dos Anos 50, Freddie Hubbard participou em vários trabalhos com os irmãos Wes e Monk Montgomery.

Freddie Hubbard & Art Blakey – Moanin’

Seguiu-se o período de ouro, The Blue Note Years 1960-1965: Tocou no grupo de Art Blakey and the Jazz Messengers (com Wayne Shorter, Curtis Fuller, Cedar Walton e Reggie Workman), nomeadamente em Caravan e Free For All; Gravou Maiden Voyage e Empyrean Isles com Herbie Hancock; Free Jazz com Ornette Coleman; Out to Lunch com Eric Dolphy,  Ascension com John Coltrane, Africa Brass com John Coltrane e Eric Dolphy e Ready for Freddie com Wayne Shorter. Tocou ainda com Bobby Hutcherson em Dialogue. Chega? 🙂

Freddie Hubbard e Joe Henderson em Maiden Voyage, de Herbie Hancock