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Sinfonia para a Real Basílica de Mafra

Concerto de Encerramento do Festival Internacional de Órgão de Lisboa
Os Seis órgãos da Real Basílica de Mafra
Domingo, 3 de Abril de 2011 – 21h30 | Basílica do Palácio Nacional de Mafra
António Leal Moreira (1758-1819) – Sinfonia para a Real Basílica de Mafra
João Vaz, órgão do Evangelho | Rui Paiva, órgão da Epístola | António Esteireiro, órgão de São Pedro de Alcântara | António Duarte, órgão do Sacramento | Sérgio Silva, órgão da Conceição | Isabel Albergaria, órgão de Santa Bárbara | Jorge Alves, direcção

Fruto das limitações de espaço no Tubo, tive de compôr a Sinfonia em dois andamentos. 🙂
Na continuação do post anterior – Os Seis órgãos da Real Basílica de Mafra, onde foi apresentada a obra de João José Baldi – Gloria (da Missa para coro e seis órgãos) que encerrou o XIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa, o programa segue com a Sinfonia para a Real Basílica de Mafra, de António Leal Moreira (1758-1819).
A concluir a série de três posts dedicados ao Concerto, será apresentado CantochãoAve maris stella (arranjo para coro e seis órgãos de João Vaz).

Os Seis órgãos da Real Basílica de Mafra

Concerto de Encerramento do Festival Internacional de Órgão de Lisboa
Os Seis órgãos da Real Basílica de Mafra

Domingo, 3 de Abril de 2011 – 21h30 | Basílica do Palácio Nacional de Mafra
João José Baldi (1770-1816) – Gloria (da Missa para coro e seis órgãos)
Fernando Guimarães e Carlos Monteiro, tenores | Diogo Dias, barítono | Coro Sinfónico Lisboa Cantat

João Vaz, órgão do Evangelho | Rui Paiva, órgão da Epístola | António Esteireiro, órgão de São Pedro de Alcântara | António Duarte, órgão do Sacramento | Sérgio Silva, órgão da Conceição | Isabel Albergaria, órgão de Santa Bárbara | Jorge Alves, direcção

O conjunto dos seis órgãos da Basílica, único no Mundo, foi construído a pedido do Rei D.João VI pelos organeiros António Xavier Machado Cerveira e Joaquim António Peres Fontanes. Os trabalhos prolongaram-se ao longo das primeiras duas décadas do século XVIII; Concebidos como um todo, os seis instrumentos foram concluídos (e inaugurados?) entre 1806 e 1807. Nesse período, a primeira invasão francesa e o exílio da Família Real interromperam drasticamente a actividade musical na Basílica e a utilização regular do conjunto. A inexistência de repertório específico inspirou António Leal Moreira (1758-1819) para compôr a “Sinfonia para a Real Basílica de Mafra” (o vídeo será publicado amanhã).
Após duzentos anos de silêncio e mais de uma década de restauro, os seis órgãos da Basílica voltaram a tocar em Maio de 2010, naquele que foi por muitos considerado “o concerto do século”. O XIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa terminou ontem com a repetição do concerto de inauguração.

Nota: gravei o vídeo com telemóvel e sentado no chão. Este estabelecimento não possui livro de reclamações. 🙂

Manet, inventeur du Moderne

Por ocasião da monumental exposição que o Museu d’Orsay dedica a «Manet, inventeur du Moderne», de 5 de Abril a 2 de Julho de 2011, Le Figaro Hors-Série publica uma edição especial intitulada «Manet, un certain regard»,  numa profunda abordagem à diversidade da paleta e da inspiração do genial pintor impressionista.

Édouard Manet – Horsewoman, Fullface – ca.1882

O Massacre de Chios, de Delacroix

A luta grega pela libertação do domínio turco excitou a imaginação dos liberais intelectuais neo-helenísticos europeus.
Eugène Delacroix (1798-1863) escolheu o terrível massacre de Chios, segundo se crê ocorrido a 31 de Março de 1822, quando 20.000 habitantes das ilhas gregas foram assassinados, como forma de chamar a atenção.

Eugène Delacroix - Massacre de Chios, 1824

Delacroix estruturou o plano de pintura em três pirâmides humanas de mortos e moribundos gregos, banhados em luz e côr harmoniosas, tendo-lhe posteriormente acrescentado um brilho difuso.

Eugène Delacroix - Massacre de Chios, 1824 (detalhe)

 

Um século de cubismo analítico

Fase temprana del cubismo practicada tanto por Braque como por Picasso entre 1908 y 1911 aproximadamente, caracterizada por el análisis estructural de las formas.

Pablo Picasso - Accordionist, 1911

Analizadas en estructuras preferentemente geométricas, las formas no son para ellos una característica definida y fija de un objeto, sino una serie de planos que indican los límites exteriores e interiores de éste; límites que en ningún caso son absolutos debido a que siempre se ven afectados por sus relaciones con otras formas. Contrariamente a lo que se puede pensar, lo geométrico no aporta solidez ya que la apertura de las masas produce cierto efecto de dispersión de estos volúmenes a través del espacio representado, cuya escasa profundidad se articula mediante planos en facetas formando ángulos contiguos y superpuestos. Durante este periodo ambos artistas utilizan un color extremadamente apagado y es constante la visualización de un mismo objeto desde diferentes puntos de vista. Via.

Pablo-Picasso - "Ma Jolie" (Woman with a Zither or Guitar), 1911

‘As Quatro Estações’ de Cy Twombly

Em cada Estação de Cy Twombly [1928-2011] (in Cy Twombly: Cycles and Seasons, 2008), as cores mostram a mudança de luz e temperatura. Começamos pela Primavera, a estação da energia e da esperança renovadas.

Música, levai-me!

Música, levai-me:

Onde estão as barcas?
Onde são as ilhas?

‎[Eugénio de Andrade]

Antonio de Cabezón

O compositor e organista espanhol nasceu há quinhentos anos, numa pequena povoação perto de Burgos. Cego desde a infância, Antonio de Cabezón entrou em 1526 ao serviço da Família Real Espanhola como organista, pela mão da Rainha D. Isabel I de Portugal, filha de D. Manuel I e mulher de Carlos I de Espanha, com quem havia casado no ano anterior.
Foi, a par de Manuel Cardoso (1566-1650), insigne representante da polifonia portuguesa, um dos compositores ibéricos mais influentes do seu tempo. Morreu neste dia 26 de Março, em 1566.

“D. Carlos I, fotógrafo amador”

A exposição “D. Carlos I, fotógrafo amador” patente na Torre do Tombo até Julho, integra 46 fotografias, a maioria assinadas e legendadas pelo próprio monarca, mas também fotografias tiradas pela Rainha, sua mulher, D.ª Amélia, e os filhos, o Príncipe Real D. Luís Filipe e o Infante D. Manuel (futuro D. Manuel II, último a ocupar o trono português).
A exposição das imagens esteve patente, recorde-se, o Verão passado no Paço Ducal dos Bragança, em Vila Viçosa e pertencem à Fundação da Casa de Bragança. Podemos ver as campanhas oceanográficas do soberano, touradas de canastra, regatas em Paço de Arcos, a armação do atum no Algarve, e membros da Família Real, assim como os banhos em Cascais e o iate Amélia. D. Carlos herdou dos pais, D. Luís e D.ª Maria Pia o gosto pelas inovações num século onde tudo era novo em termos de mecanismos. Curioso, observador, o Rei integrava-se no devir social do seu tempo e seguia todas as inovações.
Em Lisboa a exposição é enriquecida com a exibição do documentário “D. Carlos, Oceanógrafo” (1997), de Jorge Marecos Duarte e Sérgio Tréfaut, com narração, Luís Miguel Cintra, que utiliza fotografias tiradas por Sua Majestade.
Outra mais valia desta mostra é a área documental em que será mostrado pela primeira vez ao público o pergaminho de 60X80 cm relativo ao auto de juramento da Constituição Portuguesa da época por D. Carlos, e assinado nas Cortes (Parlamento) por todos os dignitários.
Os visitantes poderão ver ainda a certidão de nascimento de D. Carlos e o contrato de casamento celebrado com a Princesa Amélia de Orleans.
Uma mostra que, segundo nota da Torre do Tombo pretende “estabelecer uma ponte entre a arte fotográfica praticada pelo soberano e o testemunho da sua própria vida e do seu tempo”. Via http://hardmusica.pt/


Artur Agostinho (1920-2011)

Quando era miúdo, tinha sempre dificuldade em identificar quem era Joaquim Agostinho e Artur Agostinho. Sabia simplesmente que pertenciam ambos à Família Sportinguista! 🙂

Um dia, subi o Elevador da Bica sentado ao lado do senhor Artur. Finalmente percebi! Pela idade que aparentava, só podia ser o senhor Artur. Que Parvo Que Eu Sou! 🙂