Arquivo de Agosto, 2019

‘Homage to J.S. Bach’, de Georges Braque

Georges Braque [13 Mai 1882 – 31 Ago 1963], que possuia formação musical e tinha Johann Sebastian Bach entre os seus compositores favoritos, produziu ‘Homage to J.S. Bach’ durante o inverno de 1911-12, no final de um período em que partilhou o estúdio com Pablo Picasso.
Com esta obra, Braque introduziu a técnica da imitação de madeira como Trompe-l’œil no cubismo.

Georges Braque [13 Mai 1882 – 31 Ago 1963] – Homage to J. S. Bach, 1911-12
Moma, New York

‘Water Babies’, de Wayne Shorter

Lançado pela Blue Note no Verão de 1969, o álbum Super Nova conta com a colaboração de Miroslav Vitous, Jack DeJohnette, Chick Corea, e John McLaughlin, entre outros. O saxofone soprano de Wayne Shorter assume o papel principal no meu tema preferido ‘Water Babies’, gravado a 29 de Agosto.

‘Eb’adat’, de Vilayat Khan

Mesmo que no Ocidente não tenha a projecção de Ravi Shankar [1920-2012], Vilayat Khan [28 Agosto 1928 – 13 Março 2004] integra a lista dos mais célebres intérpretes de sitar, onde Nikhil Banerjee [1931-1986] tem também lugar de destaque.

Este vídeo reproduz o concerto de Vilayat Khan e Bismillah Khan [1916-2006] em 1994 no Barbican, Londres. Bismillah Khan tocava o shehnai, instrumento do norte da Índia, semelhante ao oboé.

‘Cheese Cake’, de Dexter Gordon

Após os bem sucedidos Doin’ Allright e Dexter Calling, ambos de 1961, o saxofonista Dexter Gordon [27 Fevereiro 1923 – 25 Abril 1990] reuniu um elenco de luxo para gravar Go! nos Estúdios Van Gelder, em 27 Agosto 1962.
Deixo aqui Cheese Cake, o único tema do álbum composto por Gordon.

Butch Warren, contrabaixo | Billy Higgins, bateria
Sonny Clark, piano | Dexter Gordon, saxofone tenor

‘Again Never’, by Branford Marsalis

Branford Marsalis Quartet Featuring Terence Blanchard ‎– Music from a Spike Lee joint “Mo’ Better Blues“, 1990

‘Live At The Plugged Nickel’, Chicago

Ainda e sempre o standard “Stella by Starlight” (minuto 13:16), integrado na série de oito discos gravados ao vivo no Clube Plugged Nickel de Chicago, activo durante grande parte da década de sessenta.
Pouco antes do Natal de 1965, a composição do segundo Quinteto de Miles Davis, incluindo Herbie Hancock no piano acústico, Ron Carter no baixo, Tony Williams na bateria e Wayne Shorter (nascido neste dia 25 de Agosto em 1933) a substituir George Coleman no saxofone tenor, recupera os solos da explosão criativa de finais da década de 50.

‘Sacra Famiglia con angeli’, de Parmigianino

Quando o pintor maneirista Parmigianino [11 Janeiro 1503 – 24 Agosto 1540] deixou a sua cidade natal Parma para se mudar para Roma em 1524, esta Família Sagrada com Anjos , que se encontra no Museu do Prado, foi uma das obras que o artista levou consigo para apresentar ao Papa Clemente VII.

‘Django’, de Modern Jazz Quartet

Fundado em 1952, o Modern Jazz Quartet teve em John Lewis [1920-2001] – piano e direcção musical – e Milt Jackson [1923-1999] no vibrafone os principais elementos da formação, que apresentava um jazz mais do que respeitável. Acompanhados pelo contrabaixo de Percy Heath [1923-2005] e pela bateria de Connie Kay [1927-1994], gravaram em 1959 o elegante álbum Pyramid, do qual fica aqui a composição Django (John Lewis) gravada em 22 Agosto 1959.

‘Aspheres’, by Jos d’Almeida

From composer Jos d’Almeida, born on this day in 1962, his third album Aspheres.

 

‘Lamento de Íole’, de Jacopo Peri

De Jacopo Peri [20 Agosto 1561 – 12 Agosto 1633], compositor pioneiro do estilo recitativo, com origem na Grécia Antiga e que se viria a transformar naquilo a que hoje chamamos ópera, o ‘Lamento de Íole’, com a voz de Montserrat Figueras e o cravo de Ton Koopman.


Héracles, que havia morto o Rei Eurytus e saqueado a cidade de Oechalia com intenção de levar a sua bela filha Iole como noiva, encarregou Filoctetes (então amante de Iole) de comunicar à Princesa a sua decisão de a desposar. Sabendo da relação entre Iole e Filoctetes, Hércules impõe o casamento como forma de poupar a vida ao desgraçado amante. Dejanira decide então ajudar Iole, oferecendo-lhe a túnica ensanguentada do centauro Nesso, trespassado por uma seta envenenadade de Héracles ao tentar violar Dejanira; Agonizante, Nesso dissera a Dejanira que a túnica com o seu sangue tinha poderes mágicos e que se Héracles a usasse,ser-lhe-ia novamente fiel. Porém, a túnica estava impregnada de um terrível veneno e, no dia do casamento, quando Iole oferece a túnica a Héracles, este, ao vesti-la, percebe que o veneno se infiltra no corpo. Desesperado, Héracles lança-se às chamas e sobe ao Monte Olimpo, onde se juntou a Zeus.

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