Arquivo de Fevereiro, 2015

«Jazz a Dois» – Swing do bom

O João Moreira Santos sugere para o «Jazz a Dois» de hoje uma [imperdível, digo eu] viagem de regresso aos anos 50 para ouvir concertos das orquestras de Lionel Hampton – Apollo Hall Concert 1954 e Benny Goodman  – Benny in Brussels Vol.1 (1958).

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    Como diz o Professor Terence Fletcher em Whiplash, perguntam-se as pessoas porque está o jazz a morrer…

    Parker’s a young kid, pretty good on the sax. Gets up to play at a cutting session, and he fucks it up. And Jones nearly decapitates him for it. And he’s laughed off-stage. Cries himself to sleep that night, but the next morning, what does he do? He practices. And he practices and he practices with one goal in mind, never to be laughed at again. And a year later, he goes back to the Reno and he steps up on that stage, and plays the best motherfucking solo the world has ever heard. So imagine if Jones had just said: “Well, that’s okay, Charlie. That was all right. Good job. “And then Charlie thinks to himself, “Well, shit, I did do a pretty good job.” End of story. No Bird. That, to me, is an absolute tragedy. But that’s just what the world wants now. People wonder why jazz is dying.

Charles Le Brun, o pintor da Corte

Charles Le Brun pode ser descrito como a figura que melhor simboliza a política artística de Luís XIV.
Nascido em Paris a 24 de Fevereiro de 1619, com apenas 11 anos de idade tornou-se protégé do Chanceler Séguier [1588 – 1672], que o ajudou a entrar para o estúdio de Simon Vouet [1590-1649] e posteriormente financiou a sua viagem a Roma, onde teve oportunidade de conhecer Nicolas Poussin [1594-1665].

Charles Le Brun - Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660
Charles Le Brun – Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660 | 1655-61 – Musée du Louvre (origem da imagem)

O Chanceler, magnificamente vestido e sentado num cavalo branco, sumptuosamente ornamentado, está rodeado por pagens que conduzem o animal num passo adequado e fazem sombra ao mestre com guarda-sóis, símbolo da dignidade do posto de Séguier.

Le Brun foi uma figura artística de grande relevo durante a segunda metade do século XVII. Pintor da Corte desde 1639, supervisionou grande parte dos projectos reais e foi director da Académie royale de peinture et de sculpture desde 1663.
Morreu na sua cidade natal, a 12 de Fevereiro de 1690.

Yuri Daniel Quartet na Culturgest

Concerto no Grande Auditório da Culturgest | 19 de Fevereiro, 21h30
Yuri Daniel Quartet: Baixo e direcção artística, Yuri Daniel
Piano, Filipe Raposo | Bateria, Vicky Marques | Trompete, Johannes Krieger
ritual-danceYuri Daniel é um dos mais reconhecidos contrabaixistas da nova geração do jazz, integrando várias bandas de prestígio, de entre as quais se destaca a de Jan Garbarek (Jan Garbarek Group), uma das maiores referências do saxofone mundial. Ritual Dance é o título do mais recente CD do Yuri Daniel Quartet, integrando composições originais de Yuri Daniel, Filipe Raposo e Johannes Krieger.
Fortemente inspirado no livro Império à Deriva – A Corte Portuguesa no Rio de Janeiro 1808-1821 de Patrick Wilcken, este novo trabalho discográfico percorre, de forma calma e serena mas simultaneamente inquieta e irrequieta, os deslumbrantes e luxuriantes caminhos da profusão rítmica brasileira e dos vestígios da herança lusitana na miscigenação cultural em “Terras de Vera Cruz”.
Em 1807, sob a ameaça das invasões napoleónicas, o príncipe regente D. João Maria de Bragança (futuro Rei D. João VI) vê-se obrigado a aceitar partir para o Brasil com a Família Real e a Corte, numa arriscada viagem transatlântica, sob a escolta dos britânicos, fazendo com que o Governo Português passasse a operar a partir daquela que era, então, a maior colónia portuguesa, que deixa de o ser para assumir o inusitado papel de “nova metrópole”. Este foi um período em que o Brasil e particularmente o Rio de Janeiro foram palco de uma grande evolução cultural, passando a ser o epicentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Os títulos das faixas de Ritual Dance ilustram, de forma crua e explícita, todo este ambiente de efervescência cultural: Maracatu (música folclórica pernambucana afro-brasileira), Ebony Wood (madeira africana que é utilizada, entre outros, para as teclas do piano), 7 de setembro (data da independência do Brasil), entre outras. Via.

Carnival Clowns

Willem Cornelisz Duyster [1599-1635] – “Carnival Clowns”, c.1620

Os Jesuítas e a Ciência em Portugal (séculos XIX e XX)

Apresentação do livro de Francisco Malta Romeiras “Ciência, Prestígio e Devoção” – Os Jesuítas e a Ciência em Portugal [séculos XIX e XX], com a presença do Professor Henrique Leitão (Prémio Pessoa 2014) e da Professora Ana Simões. | 10 de Fevereiro, às 18h30 na Livraria Ferin.

Os Jesuítas e a Ciência em Portugal

Quando a Companhia de Jesus foi restaurada em Portugal, em meados do século XIX, permanecia ainda a memória da forte campanha ideológica que o Marquês de Pombal lançara no século XVIII, segundo a qual os jesuítas teriam sido os principais responsáveis pelo atraso científico no nosso país. Conscientes da longevidade, da influência e da transversalidade absolutamente invulgares dos argumentos pombalinos, os jesuítas compreenderam que tinham de ultrapassar as acusações de obscurantismo para se estabelecerem com alicerces firmes em Portugal e, assim, reconquistarem a influência e o raio de acção que tinham tido nos séculos anteriores. Da vontade de recuperar a sua credibilidade científica acabaria por nascer um grande investimento no ensino e na prática das ciências naturais nos seus colégios, nomeadamente no Colégio de Campolide (1858-1910) e no Colégio de São Fiel (1863-1910). São Fiel foi ainda o berço da revista Brotéria (1902-2002), uma das mais importantes publicações científicas portugueses do século XX. Baseado nas histórias do Colégio de Campolide, do Colégio de São Fiel, e da revista Brotéria, este livro centra-se nas razões que levaram uma ordem religiosa como a Companhia de Jesus a empenhar-se tão ativamente no ensino e na prática das ciências, bem como no impacto profundo que esse empreendimento teve para a ciência e para a educação científica nos séculos XIX e XX. [Fonte]

Visita Guiada: Casa-Museu Anastácio Gonçalves

Visita Guiada à Casa-Museu Anastácio Gonçalves – RTP2 – 9 de Fevereiro, 23h00.
“Uma nostálgica ilha no coração das Avenidas Novas, em Lisboa, esta casa-museu com as suas colecções de arte, é o testemunho de um mundo que se extinguiu. Encomendada pelo pintor José Malhoa a Norte Júnior que com este projecto ganhou o seu primeiro Prémio Valmor em 1905, a casa foi preparada para vir a ser museu a partir de 1933, quando o médico republicano Anastácio Gonçalves a comprou. Construídas por Anastácio Gonçalves, as colecções de pintura portuguesa, porcelana chinesa e mobiliário europeu têm reputação internacional.
A historiadora de arte Ana Mântua é a guia desta visita.”

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#EuVouLáEstar

Um derby não tem nada que ver com futebol; É apenas o dia em que gente educada guarda na gaveta o manual de boas maneiras para poder comer à mão um arroz de Galinha de Carnide e, no final, gritar “graças a deus não nasci vegetariano”! 

15º Festival de Música al-Mutamid – «Alturaz Al Andalusí»

Concerto no Auditório Municipal Fernando Lopes-Graça | 6 de Fevereiro, 21h30
«Alturaz Al Andalusí»
Mahmoud Fares, voz | Mohamed Babli, dança sufi | Salah Sabbagh, percussões | Abdessalam El Nayti, kanun e flauta
Este grupo sírio tem como diretor artístico o cantor Mahmoud Fares, especializado na música andalusí Inshad e al Tarab do estilo alepino (Alepo – Síria). Neste projeto, destacam-se também o maestro de percussões orientais, Salah Sabbagh, que domina as mais variadas percussões do mundo árabe, e o bailarino Mohamed Babli, que aprendeu o giro derviche (Maulawiya) com os grandes maestros da dança sufí de Alepo. O grupo conta ainda com Abdessalam El Nayti tocando kanun e flauta.
Este espetáculo faz parte do pioneiro festival al-Mutamid que tem como caraterísticas ser itinerante e ter uma programação fundamentalmente assente na música medieval das três culturas monoteístas do Mediterrâneo (medieval cristã, judaica-sefardita e muçulmana).
Refira-se que o certame é uma homenagem ao rei-poeta Al-Mutamid, nascido em Beja em 1040, governador de Silves antes de em 1069 suceder no trono ao seu pai como rei da taifa de Sevilha, território que à época se estendia do sul de Portugal até Gibraltar, terminando os seus dias em Aghmat, nos arredores de Marraquexe, chorando em poesia, essa com que exaltara a luxúria da juventude e o poder do seu reinado, o seu trágico destino. [Fonte da informação].

Concerts Royaux – 300 anos depois, 10 anos depois…

Concerto comemorativo do 10.º Aniversário do Ludovice Ensemble
:: Ludovice Ensemble ::
Joana Amorim, flauta traversa | Sofia Diniz, viola da gamba | Fernando Miguel Jalôto, cravo
Centro Cultural de Belém, Pequeno Auditório | 17 Fevereiro, 21h00
Dez anos passaram desde que Joana Amorim e Fernando Miguel Jalôto, recém-regressados da Holanda, decidiram formar um grupo de música de câmara para interpretar o seu repertório favorito: as obras instrumentais do Barroco francês; 10 anos em que o grupo foi crescendo e amadurecendo. Quando se comemoram os 300 anos da composição desta obra-prima da música de câmara, os quatro Concerts Royaux, passam também 300 anos sobre o desaparecimento de uma figura essencial da História e da Cultura europeias, Luís XIV, para quem, segundo as palavras do autor, F. Couperin, estas obras foram escritos:
«Fi-las para os pequenos concertos de câmara a que Luís XIV me fazia vir quase todos os domingos do ano. Conservei-lhes o título pelo qual eram conhecidas na corte em 1714 e 1715».
Programa:
François Couperin: Concerts Royaux; Versailles, 1714/15 [composição e estreia]; Paris, 1722 [1ª edição]
Premier Concert [Sol M/m] – Quatrième Concert [Mi M/m]
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Second Concert [Ré M/m] – Troisième Concert [Lá M/m]

Leitura associada: Artigo de Cristina Fernandes, no Público.

Ensemble Bonne Corde: violoncelo barroco e cravo

Recital no Auditório da Biblioteca Nacional | 13 de Fevereiro, 18h00 | Entrada livre
Ensemble Bonne CordeDiana Vinagre, violoncelo barroco | Miguel Jalôto, cravo
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Programa
Antonio Vivaldi (1678-1741)
Sonata V em mi menor maior para violoncelo e baixo contínuo
Largo / Allegro / Largo / Allegro
J.S.Bach
Suite n. 2 em ré menor. BWV 1008
Prelude / Allemande / Courante / Sarabande / Minuet I e II / Gigue
J.S.Bach (1685-1750)
O Cravo Bem-temperado, livro 2
Prelúdio e Fuga n.12 em fá menor. BWV 881
Prelúdio e Fuga n.16 em sol menor. BWV 885
Francesco Geminiani (1687-1762)
Sonata op.5 n.6 em lá menor para violoncelo e baixo contínuo
Adagio / Allegro assai / Allegro
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