Arquivo de Fevereiro, 2015

«Jazz a Dois» – Swing do bom

O João Moreira Santos sugere para o «Jazz a Dois» de hoje uma [imperdível, digo eu] viagem de regresso aos anos 50 para ouvir concertos das orquestras de Lionel Hampton – Apollo Hall Concert 1954 e Benny Goodman  – Benny in Brussels Vol.1 (1958).

Charles Le Brun, o pintor da Corte

Charles Le Brun pode ser descrito como a figura que melhor simboliza a política artística de Luís XIV.
Nascido em Paris a 24 de Fevereiro de 1619, com apenas 11 anos de idade tornou-se protégé do Chanceler Séguier [1588 – 1672], que o ajudou a entrar para o estúdio de Simon Vouet [1590-1649] e posteriormente financiou a sua viagem a Roma, onde teve oportunidade de conhecer Nicolas Poussin [1594-1665].

Charles Le Brun - Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660
Charles Le Brun – Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660 | 1655-61 – Musée du Louvre (origem da imagem)

O Chanceler, magnificamente vestido e sentado num cavalo branco, sumptuosamente ornamentado, está rodeado por pagens que conduzem o animal num passo adequado e fazem sombra ao mestre com guarda-sóis, símbolo da dignidade do posto de Séguier.

Le Brun foi uma figura artística de grande relevo durante a segunda metade do século XVII. Pintor da Corte desde 1639, supervisionou grande parte dos projectos reais e foi director da Académie royale de peinture et de sculpture desde 1663.
Morreu na sua cidade natal, a 12 de Fevereiro de 1690.

Yuri Daniel Quartet na Culturgest

Concerto no Grande Auditório da Culturgest | 19 de Fevereiro, 21h30
Yuri Daniel Quartet: Baixo e direcção artística, Yuri Daniel
Piano, Filipe Raposo | Bateria, Vicky Marques | Trompete, Johannes Krieger
ritual-danceYuri Daniel é um dos mais reconhecidos contrabaixistas da nova geração do jazz, integrando várias bandas de prestígio, de entre as quais se destaca a de Jan Garbarek (Jan Garbarek Group), uma das maiores referências do saxofone mundial. Ritual Dance é o título do mais recente CD do Yuri Daniel Quartet, integrando composições originais de Yuri Daniel, Filipe Raposo e Johannes Krieger.
Fortemente inspirado no livro Império à Deriva – A Corte Portuguesa no Rio de Janeiro 1808-1821 de Patrick Wilcken, este novo trabalho discográfico percorre, de forma calma e serena mas simultaneamente inquieta e irrequieta, os deslumbrantes e luxuriantes caminhos da profusão rítmica brasileira e dos vestígios da herança lusitana na miscigenação cultural em “Terras de Vera Cruz”.
Em 1807, sob a ameaça das invasões napoleónicas, o príncipe regente D. João Maria de Bragança (futuro Rei D. João VI) vê-se obrigado a aceitar partir para o Brasil com a Família Real e a Corte, numa arriscada viagem transatlântica, sob a escolta dos britânicos, fazendo com que o Governo Português passasse a operar a partir daquela que era, então, a maior colónia portuguesa, que deixa de o ser para assumir o inusitado papel de “nova metrópole”. Este foi um período em que o Brasil e particularmente o Rio de Janeiro foram palco de uma grande evolução cultural, passando a ser o epicentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Os títulos das faixas de Ritual Dance ilustram, de forma crua e explícita, todo este ambiente de efervescência cultural: Maracatu (música folclórica pernambucana afro-brasileira), Ebony Wood (madeira africana que é utilizada, entre outros, para as teclas do piano), 7 de setembro (data da independência do Brasil), entre outras. Via.

Carnival Clowns

Willem Cornelisz Duyster [1599-1635] – “Carnival Clowns”, c.1620

Os Jesuítas e a Ciência em Portugal (séculos XIX e XX)

Apresentação do livro de Francisco Malta Romeiras “Ciência, Prestígio e Devoção” – Os Jesuítas e a Ciência em Portugal [séculos XIX e XX], com a presença do Professor Henrique Leitão (Prémio Pessoa 2014) e da Professora Ana Simões. | 10 de Fevereiro, às 18h30 na Livraria Ferin.

Os Jesuítas e a Ciência em Portugal

Quando a Companhia de Jesus foi restaurada em Portugal, em meados do século XIX, permanecia ainda a memória da forte campanha ideológica que o Marquês de Pombal lançara no século XVIII, segundo a qual os jesuítas teriam sido os principais responsáveis pelo atraso científico no nosso país. Conscientes da longevidade, da influência e da transversalidade absolutamente invulgares dos argumentos pombalinos, os jesuítas compreenderam que tinham de ultrapassar as acusações de obscurantismo para se estabelecerem com alicerces firmes em Portugal e, assim, reconquistarem a influência e o raio de acção que tinham tido nos séculos anteriores. Da vontade de recuperar a sua credibilidade científica acabaria por nascer um grande investimento no ensino e na prática das ciências naturais nos seus colégios, nomeadamente no Colégio de Campolide (1858-1910) e no Colégio de São Fiel (1863-1910). São Fiel foi ainda o berço da revista Brotéria (1902-2002), uma das mais importantes publicações científicas portugueses do século XX. Baseado nas histórias do Colégio de Campolide, do Colégio de São Fiel, e da revista Brotéria, este livro centra-se nas razões que levaram uma ordem religiosa como a Companhia de Jesus a empenhar-se tão ativamente no ensino e na prática das ciências, bem como no impacto profundo que esse empreendimento teve para a ciência e para a educação científica nos séculos XIX e XX. [Fonte]

Visita Guiada: Casa-Museu Anastácio Gonçalves

Visita Guiada à Casa-Museu Anastácio Gonçalves – RTP2 – 9 de Fevereiro, 23h00.
“Uma nostálgica ilha no coração das Avenidas Novas, em Lisboa, esta casa-museu com as suas colecções de arte, é o testemunho de um mundo que se extinguiu. Encomendada pelo pintor José Malhoa a Norte Júnior que com este projecto ganhou o seu primeiro Prémio Valmor em 1905, a casa foi preparada para vir a ser museu a partir de 1933, quando o médico republicano Anastácio Gonçalves a comprou. Construídas por Anastácio Gonçalves, as colecções de pintura portuguesa, porcelana chinesa e mobiliário europeu têm reputação internacional.
A historiadora de arte Ana Mântua é a guia desta visita.”

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#EuVouLáEstar

Um derby não tem nada que ver com futebol; É apenas o dia em que gente educada guarda na gaveta o manual de boas maneiras para poder comer à mão um arroz de Galinha de Carnide e, no final, gritar “graças a deus não nasci vegetariano”! 

15º Festival de Música al-Mutamid – «Alturaz Al Andalusí»

Concerto no Auditório Municipal Fernando Lopes-Graça | 6 de Fevereiro, 21h30
«Alturaz Al Andalusí»
Mahmoud Fares, voz | Mohamed Babli, dança sufi | Salah Sabbagh, percussões | Abdessalam El Nayti, kanun e flauta
Este grupo sírio tem como diretor artístico o cantor Mahmoud Fares, especializado na música andalusí Inshad e al Tarab do estilo alepino (Alepo – Síria). Neste projeto, destacam-se também o maestro de percussões orientais, Salah Sabbagh, que domina as mais variadas percussões do mundo árabe, e o bailarino Mohamed Babli, que aprendeu o giro derviche (Maulawiya) com os grandes maestros da dança sufí de Alepo. O grupo conta ainda com Abdessalam El Nayti tocando kanun e flauta.
Este espetáculo faz parte do pioneiro festival al-Mutamid que tem como caraterísticas ser itinerante e ter uma programação fundamentalmente assente na música medieval das três culturas monoteístas do Mediterrâneo (medieval cristã, judaica-sefardita e muçulmana).
Refira-se que o certame é uma homenagem ao rei-poeta Al-Mutamid, nascido em Beja em 1040, governador de Silves antes de em 1069 suceder no trono ao seu pai como rei da taifa de Sevilha, território que à época se estendia do sul de Portugal até Gibraltar, terminando os seus dias em Aghmat, nos arredores de Marraquexe, chorando em poesia, essa com que exaltara a luxúria da juventude e o poder do seu reinado, o seu trágico destino. [Fonte da informação].

Concerts Royaux – 300 anos depois, 10 anos depois…

Concerto comemorativo do 10.º Aniversário do Ludovice Ensemble
:: Ludovice Ensemble ::
Joana Amorim, flauta traversa | Sofia Diniz, viola da gamba | Fernando Miguel Jalôto, cravo
Centro Cultural de Belém, Pequeno Auditório | 17 Fevereiro, 21h00
Dez anos passaram desde que Joana Amorim e Fernando Miguel Jalôto, recém-regressados da Holanda, decidiram formar um grupo de música de câmara para interpretar o seu repertório favorito: as obras instrumentais do Barroco francês; 10 anos em que o grupo foi crescendo e amadurecendo. Quando se comemoram os 300 anos da composição desta obra-prima da música de câmara, os quatro Concerts Royaux, passam também 300 anos sobre o desaparecimento de uma figura essencial da História e da Cultura europeias, Luís XIV, para quem, segundo as palavras do autor, F. Couperin, estas obras foram escritos:
«Fi-las para os pequenos concertos de câmara a que Luís XIV me fazia vir quase todos os domingos do ano. Conservei-lhes o título pelo qual eram conhecidas na corte em 1714 e 1715».
Programa:
François Couperin: Concerts Royaux; Versailles, 1714/15 [composição e estreia]; Paris, 1722 [1ª edição]
Premier Concert [Sol M/m] – Quatrième Concert [Mi M/m]
intervalo
Second Concert [Ré M/m] – Troisième Concert [Lá M/m]

Leitura associada: Artigo de Cristina Fernandes, no Público.

Ensemble Bonne Corde: violoncelo barroco e cravo

Recital no Auditório da Biblioteca Nacional | 13 de Fevereiro, 18h00 | Entrada livre
Ensemble Bonne CordeDiana Vinagre, violoncelo barroco | Miguel Jalôto, cravo
ensemble_bonne-corde_2015
Programa
Antonio Vivaldi (1678-1741)
Sonata V em mi menor maior para violoncelo e baixo contínuo
Largo / Allegro / Largo / Allegro
J.S.Bach
Suite n. 2 em ré menor. BWV 1008
Prelude / Allemande / Courante / Sarabande / Minuet I e II / Gigue
J.S.Bach (1685-1750)
O Cravo Bem-temperado, livro 2
Prelúdio e Fuga n.12 em fá menor. BWV 881
Prelúdio e Fuga n.16 em sol menor. BWV 885
Francesco Geminiani (1687-1762)
Sonata op.5 n.6 em lá menor para violoncelo e baixo contínuo
Adagio / Allegro assai / Allegro