A Arte da Big Band

Durante os meses de Julho e Agosto, a Antena 2 emite oito programas de uma nova série intitulada A Arte da Big Band, da autoria de Jorge Costa Pinto.

Big Band, é termo que denomina grande orquestra, na linguagem jazzística, que nos chega pela evolução natural do jazz.
No início, em finais do século XIX, em New Orleans, no Louisiana-Estados Unidos da América, pequenos grupos de músicos afro-americanos, criam a música que vai entusiasmar os dançarinos em todo o mundo: o Dixieland. É um estilo musical que usa o ragtime, ritmo sincopado com grande apelo à dança, já nos anos 20, em Chicago, Kansas City e na West Coast, grupos com mais músicos, dez, doze, vão sendo constituídos.
Mas é nos anos 30 que a popularidade da big band se destaca, com o aparecimento das orquestras de músicos solistas de grande qualidade: Fletcher Hendersen, Benny Goodman, Duque Ellington, Count Basie, Tommy Dorsey, Artie Shaw, Woody Herman, Stan Kenton, e outros.
A Arte da Big Band apresenta nomes igualmente representativos de excelentes big bands, dando a conhecer um pouco da história deste organismo musical – a big band – que continua a entusiasmar jovens músicos a recriaram a música aliciante daquelas históricas orquestras de jazz.
Jorge Costa Pinto

‘It’s Alright with Me’, de Brad Mehldau

Do álbum “Live at the Village Vanguard: The Art of the Trio Volume Two“, gravado ao vivo entre 29 Julho e 3 Agosto 1997 pelo pianista Brad Mehldau, a interpretação do tema “It’s Alright with Me” de Cole Porter [1891-1964].

Brad Mehldau, piano | Larry Grenadier, contrabaixo | Jorge Rossy, bateria

Peter O’Toole, O Último Dandy

Peter O’Toole [Connemara, 2 Agosto 1932 — Londres, 14 Dezembro 2013], imortalizado por David Lean, que lhe proporcionou a oportunidade de interpretar T.E. Lawrence em ‘Lawrence da Arábia'(1962), teve em ‘O Último Imperador'(1987) de Bernardo Bertolucci o último papel de relevo no cinema como Reginald Johnston, tutor do jovem Imperador.

Concerto grosso, Op. 6 de George Frideric Handel (I)

Dirigida pelo violinista Bernhard Forck, a orquestra de câmara Akademie für Alte Musik Berlin iniciou a gravação de uma trilogia dedicada aos Concerto Grosso op. 3 HWV 312-317 e op.6 HWV 319-330 de George Frideric Handel [23 Fevereiro 1685 – 14 Abril 1759], escritos em Londres durante a segunda década do século XVIII.
O primeiro cd já está disponível na Pentatone e inclui os concertos op.6 HWV 319-324.


Concerto grosso in D Major, Op. 6 No. 5, HWV 323: I. Larghetto e staccato

Santo Inácio de Loyola

“Para aqueles que crêem, nenhuma explicação é necessária; e para aqueles que não crêem, nenhuma explicação é possível”
Santo Inácio de Loyola [23 Out 1491 – 31 Jul 1556]

Na passagem de mais um aniversário da morte de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus e contemporâneo de São Francisco Xavier.
Detalhe da escultura de Juan Martínez Montañés [1568 – 1649], elaborada em 1610 por altura da canonização do padre jesuíta.

Mingus Plays Piano

Pessoal e transmissível, o álbum Mingus Plays Piano, gravado a 30 de Julho de 1963, é para ouvir com o mesmo cuidado que se empresta a tudo o que é inevitável nesta vida…

Charles Mingus [22 Abril 1922 – 5 Janeiro 1979], que passou no Cascais Jazz em 1975, afirma no início do tema Memories Of You: “I don’t think I should improvise man. It’s not like sittin’ at home, I can tell you that. It’s not like playing at home by yourself.”

‘Remembering Tomasz Stanko’

Homenagem ao virtuoso trompetista e compositor Tomasz Stańko [11 Julho 1942 – 29 Julho 2018]. Pelo modo como deixava o trompete respirar, era por vezes apelidado de Miles Davis polaco.
A primeira gravação para a ECM ocorreu em 1976 com Balladyna e teve a participação de Dave Holland. Em 1981, colaborou no álbum de Gary Peacock Voice from the Past – Paradigm com Jan Garbarek e Jack DeJohnette. Ainda durante a década de 80 integrou a Cecil Taylor’s big band.
Com o seu Quarteto, gravou Suspended Night em 2004 e Lontano em 2006, ambos aclamados nos EUA e na Europa. O último trabalho de Tomasz Stańko que Manfred Eicher produziu para a ECM foi December Avenue de 2017.

Johann Sebastian Bach por Ton Koopman

De Johann Sebastian Bach [31 Março 1685 – 28 Julho 1750],
o Prelúdio e fuga em lá menor, BWV 543. Solista no órgão, Ton Koopman.

‘Dutch Baroque School’ plays Bach

Violoncelista principal da Royal Concertgebouw Orchestra Amsterdam entre 1962 e 1968, Anner Bylsma [1934-2019] foi o grande pioneiro da interpretação historicamente informada com o violoncelo.
A parceria com Frans Brüggen [1934-2014] e Gustav Leonhardt [1928-2012] contribuiu para a divulgação do repertório barroco.
A sua gravação das Suites para violoncelo solo de Bach foi a primeira com instrumento de época.
Para um conhecimento mais pormenorizado do trabalho de Anner Bylsma, fica esta ligação (via Cristina Fernandes).

Johann Sebastian Bach – The Complete Sonatas For Flute and Continuo
Frans Bruggen, baroque flute | Gustav Leonhardt, harpsichord | Anner Bylsma, barockvioloncello


‘Sturm und Drang’ na música de Mozart

Das três sinfonias que Wolfgang Amadeus Mozart [1756-1791] compôs no Verão de 1788, a No.40 em Sol menor, K.550, (25 Julho) – uma das duas únicas que escreveu em notas menores -, reflecte a tendência do movimento artístico conhecido como ‘Sturm und Drang’, ou ‘Tempestade e Ímpeto’.
As outras duas, a No.39 em Mi bemol Maior, K.543 (26 Junho) e a No.41 em Dó maior, K.551 (10 Agosto), são mais luminosas.

The London Mozart Players perform Mozart’s Symphony No. 40 in G minor, K550