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Concerto Grosso, de Giuseppe Torelli (III)

Giuseppe Torelli [22 Abril 1658 – 8 Fevereiro 1709], violinista e compositor italiano do período barroco, foi contemporâneo de Tomaso Albinoni Antonio Vivaldi na Península Itálica entre os séculos XVII e XVIII.
Do seu contributo para o desenvolvimento do Concerto Intrumental, a orquestra barroca Collegium Musicum 90, dirigida pelo violinista Simon Standage gravou em 2005 um disco de Concertos, do qual fica o terceiro andamento do Concerto Grosso para Violino em Fá Maior, Op. 8, No.11 – Allegro.


‘Missa Prolationum’, de Johannes Ockeghem (II)

De Johannes Ockeghem [por volta de 1410 a 1425 – 6 Fevereiro 1497], talvez  o compositor mais famoso da Escola Franco-Flamenga durante a segunda metade do século XV, sendo frequentemente considerado o mais influente entre Guillaume Dufay [1397-1474] e Josquin des Prez [c. 1450/1455 – 1521], tendo exercido o cargo de premier chapelain durante mais de quarenta anos nas cortes de Luís XI e Charles VIII, o Agnus Dei: Agnus Dei I extraído da Missa prolationum a 4 (cerca de 1470).


Álbum Ockeghem : Requiem, Missa “Mi-Mi”, Missa Prolationum, 2010
Hilliard Ensemble · Paul Hillier · David James · John Potter · Mark Padmore · Gordon Jones

‘Modulationes sex vocum’, de Gioseffo Zarlino (II)

De Gioseffo Zarlino [31 Janeiro 1517 – 4 Fevereiro 1590], compositor italiano natural da região do Veneto, considerado o mais conceituado teórico musical da Renascença e de quem em 2017 se comemoraram os 500 anos do nascimento, o moteto Victimae paschali, extraído da antologia Modulationes per Philippum Iusbertum, interpretado pelo Ensemble vocal Singer Pur.


Álbum: Zarlino: Modulationes sex vocum (2013)
Ensemble vocal Singer Pur: Claudia Reinhard, soprano
Christian Meister – Markus Zapp – Manuel Warwitz, tenores
Jakob Steiner – Marcus Schmidl, barítonos

‘E.S.P.’ de Miles Davis

Do álbum E.S.P. de Miles Davis, gravado entre 20 e 22 de Janeiro de 1965, fica o tema ‘Little One’, gravado no dia 21.


Miles Davis (tpt); Wayne Shorter (st); Herbie Hancock (p); Ron Carter (b); Tony Williams (b)

‘Paixão segundo São Marcos’ (atribuída a Reinhard Keiser)

Jesus Christus ist um unsrer Missetat willen verwundet
Jesus Cristo está ferido pela nossa iniquidade

A Paixão de São Marcos, escrita por volta de 1705 e atribuída a Reinhard Keiser [1674-1739] , foi apresentada na Catedral de Hamburgo em 1707 sob direcção de Friedrich Nicolaus Bruhns [1637-1718], que entre os musicólogos disputa a autoria da obra por via da ambiguidade do libreto impresso.

Nas palavras de Joël Suhubiette, que em 2015 dirigiu a gravação do álbum Keiser: Markuspassion, a particularidade desta Paixão reside no facto de o manuscrito que hoje existe ser de Johann Sebastian Bach, que o copiou do original.


Ensembles Jacques-Moderne e Gli Incogniti  · Amandine Beyer, violino · Joël Suhubiette, direcção

‘Concerto grosso’, de Arcangelo Corelli

Na passagem do trecentésimo nono aniversário sobre a morte de Arcangelo Corelli [1653–1713], compositor e violinista do barroco italiano cujo contributo para o desenvolvimento da música instrumental foi fundamental, em particular a sonata a três e o concerto grosso, o Concerto grosso No. 2 em Fá maior, Op. 6: I.
O estilo introduzido por Corelli, disseminado na Europa por músicos que com ele contactaram, como Georg Muffat, Francesco Gasparini  e Francesco Geminiani, foi de enorme importância para a consolidação da linguagem orquestral e do violino no início do século XVIII em toda a Europa.


Álbum: Corelli: The Complete Concerti Grossi – ℗ Outhere Music, 2013
Ensemble Gli Incogniti · Amandine Beyer, direcção · Flavio Losco, violino

‘Requiem’, de Antonio Lotti

Antonio Lotti [Veneza, 5 Janeiro 1667 – Veneza, 5 Janeiro 1740], compositor italiano do barroco tardio,  foi maestro di cappella na Basílica de São Marcos nos últimos anos de vida. Da produção musical de Lotti, que inclui música sacra e profana, o Requiem aeternam em fá maior, extraído do Requiem (ca. 1733), interpretado pelos Coro e Ensemble Balthasar-Neumann, dirigidos por Thomas Hengelbrock.


‘Salve Regina’, de Giovanni Battista Pergolesi

Em mais um aniversário do compositor barroco Giovanni Battista Pergolesi, que nasceu neste dia 4 de Janeiro em 1710 e faleceu com apenas 26 anos em 17 de Março de 1736, partilho a tocante abertura da “Salve Regina” em Dó maior, aqui interpretada pela soprano Emma Kirkby, acompanhada pela Academy of Ancient Music, fundada em 1973 e dirigida por Christopher Hogwood.


Álbum: Pergolesi: Stabat Mater; Salve Regina (1989)

Raga Mishra Piloo (Live at Carnegie Hall, 1982)

Na passagem do nono aniversário da morte do Padrinho da World Music, a evocação da sua memória através da música clássica hindustani do norte da Índia, expressa na Raga Mishra Piloo.
São quase 60 minutos de espiritualidade a que nos convidam estes dois virtuosos e venerados músicos, Ali Akbar Khan [1922-2009] no alaúde e Ravi Shankar [1920-2012] no sitar.


‘Le Nuove Musiche’, de Giulio Caccini

De Giulio Caccini [8 Outubro 1551 – 10 Dezembro 1618], compositor do final do Renascimento, a quem o Musica Aeterna dedicou uma emissão nos 400 anos da morte e que, a par de Jacopo Peri, foi um dos pioneiros do estilo recitativo, a composição Amarilli Mia Bella para voz solo e baixo contínuo, extraída da colecção “Le Nuove Musiche” (1602), composta por 12 madrigais e 10 árias.


Álbum: Caccini: Amor Che fai? – Madrigali e Arie – Pavane Records, 2005
Stephan Van Dyck, tenor | Christina Pluhar, harpa e tiorba