Archive for the ‘ Pintura ’ Category

Quando se entende o Céu, não se entende a Terra

Jan van Goyen (13 January 1596 – 27 April 1656)
‘View of the Haarlemmermeer’, 1646 | The Metropolitan Museum of Art, New York
Jan Van Goyen - View of the Haarlemmermeer

São Jorge

Peter Paul Rubens [1577-1640] – ‘São Jorge e o Dragão’, 1607
Hagiografia na Folio e Art UK.

Christ Mocked (The Crowning with Thorns) – Hieronymus Bosch

Four torturers surround Christ, pressing towards him, while he looks out at us. Bosch’s picture emphasises the contrast between the brutality of the tormentors and the mild, suffering Christ. Its emotional intensity is achieved in a variety of ways. The half-length figures create a sense of proximity, and the lack of recession in the painting makes it appear very claustrophobic. From the centre of the picture Christ seems to appeal to us to share in his suffering.

The characterisations here are not just grotesque, but reflect specific ideas. Christ’s torturers were often referred to as savage beasts, which may explain why the man at the top right appears to wear a spiked dog collar. The figure at the lower left has a crescent moon of Islam and yellow star of the Jews on his head-dress, which mark him as an opponent of Christianity.

Via The National Gallery and Google Arts & Culture

«Los toros de Burdeos» de Francisco Goya

Em Novembro de 1825, um ano após chegar a Bordéus, Francisco Goya [30 Mar 1746 – 16 Abr 1828] produziu uma série de quatro litografias intitulada «Los toros de Burdeos», que pertencem ao Museu do Prado.
Os textos associados às imagens foram extraídos de: Plácido Arango Arias. Donación de 25 obras maestras de su colección de arte antiguo al Museo del Prado.

El famoso americano Mariano Ceballos

El famoso americano Mariano Ceballos

La estampa El famoso americano Mariano Ceballos muestra al torero argentino, célebre por lo arriesgado de lances como este, que le condujo a la muerte en la plaza de toros de Tudela en 1784. Como ilustración del pasado de la fiesta, Goya ya le había representado en dos estampas (núms. 23 y 24) de la Tauromaquia (1815) (Texto extractado de: Plácido Arango Arias. Donación de 25 obras maestras de su colección de arte antiguo al Museo del Prado, Museo Nacional del Prado, 2015).

Bravo toro

Bravo toro
En la estampa titulada Bravo toro la muerte es la protagonista indiscutible: el caballo, el torero, el picador y, previsiblemente, el toro sufren las consecuencias del enfrentamiento. Los intensos contrastes de luz y sombra, obtenidos mediante los trazos de lápiz, ayudan a incrementar el dramatismo de la composición, dominada por las figuras en primer plano (Texto extractado de: Plácido Arango Arias. Donación de 25 obras maestras de su colección de arte antiguo al Museo del Prado, Museo Nacional del Prado, 2015).

Dibersión de España

Dibersión de España
La estampa titulada Dibersión de España, parece reconocer que, a pesar de experimentar momentos de prohibición, las corridas de toros fueron un entretenimiento muy popular en tiempos de Goya. En primer término nos muestra a personas que, pese al drama al que asisten, con varios hombres corneados por los toros, revelan en sus rostros una inconsciente satisfacción.

Plaza partida

Plaza partida
Goya representó en la estampa Plaza partida, con una renovada libertad estilística, la esencia de las corridas de toros, en las que el valor y la muerte protagonizaban por igual las composiciones. Pese a su avanzada edad, Goya demostró la seguridad de su pulso y su dominio técnico a la hora de dibujar sobre la piedra con lápiz y raspador.

Tour Eiffel aux arbres, de Robert Delaunay

Sobre a obra Torre Eiffel com árvores, 1910 (Tour Eiffel aux arbres) de Robert Delaunay [12 Abr 1885 – 25 Out 1941], o Solomon R. Guggenheim Museum de Nova Iorque tem aqui um artigo.

Rafael, O Príncipe das Artes

No próximo dia 9 de Abril ao serão a RTP2 exibe um documentário sobre vida e obra de Raffaello Sanzio.

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A vida e obra do pintor Raffaello Sanzio, um dos artistas maiores da Renascença

Um retrato cativante de um dos maiores artistas da Renascença e um dos que mais influenciou a arte moderna. Amplamente reconhecido e celebrado como um “enfant prodige”, tanto pelos seus pares como pelas gerações seguintes, Raffaello Sanzio integra, em conjunto com Michelangelo e Leonardo da Vinci, a tradicional tríade dos mestres da Renascença.

Uma história que começa na terra onde nasceu, Urbino, e passa por Florença, chegando a Roma e ao Vaticano, num total de 20 locais e 70 obras de arte, incluindo 40 das suas obras mais famosas e mais representativas.
Através de reconstruções históricas, testemunhos de importantes críticos e historiadores da arte, o documentário percorre a vida e obra do grande artista que marcou a passagem da Renascença para o Maneirismo e trouxe a arte figurativa a um nível sem precedentes.

La leçon de musique,de Fragonard

Jean-Honoré Fragonard [5 Avril 1732 – 22 Août 1806]
La leçon de musique, 1769 —  Musée du Louvre.


 

Fragonard, Jean-HonoréFrance, Musée du Louvre, Département des Peintures, INV 4543 – https://collections.louvre.fr/ark:/53355/cl010062959https://collections.louvre.fr/CGU

‘Cego tocando Sanfona’, de Georges de La Tour

O género de pintura moralizante, popularizado por Caravaggio [1571-1610], teve reflexo na obra de Georges de La Tour [1593-1652], nascido neste dia há 425 anos. A expressão dessa influência manifesta-se em obras como o ‘O Tocador de Realejo’ e ‘Cego tocando Sanfona’, ambos realizados durante a década de 1620.
Este último, pertence à colecção do Museu do Prado, que dedicou, em 2016, uma grande mostra antológica ao pintor francês.

‘Frescos no Palácio Médici-Riccardi’, de Luca Giordano

 

Luca Giordano, nascido em Nápoles a 18 de Outubro de 1634, iniciou a sua aprendizagem com José de Ribera (Lo Spagnoletto), vindo a desenvolver um estilo semelhante ao de Rubens [1577-1640] ou Van Dyck [1599-1641], e sobretudo ao dos pintores venezianos como Ticiano ou Veronese, os quais havia descoberto no início da década de 60 numa viagem ao norte de Itália.
Giordano trabalhou intensamente entre 1683 e 1685 nos tectos da galeria do Palazzo Médici-Riccardi, em Florença.

Galleria Luca Giordano – Palazzo Médici-Riccardi, Firenze

Carlos II chamou-o para a corte espanhola em 1692 e, durante a década seguinte, realizou os frescos da igreja de San Lorenzo no Escorial e os episódios bíblicos no Palácio Buen Retiro, perto de Madrid.
Luca Giordano morreu na sua terra natal a 12 de Janeiro de 1705.

‘Antídoto contra la pestilente poesía de las «soledades»’, de Juan de Jáuregui

Juan de Jáuregui nasceu em Sevilha em 1583, de pais nobres. Sobre a sua formação pouco se sabe, excepto que esteve em Itália, provavelmente a estudar pintura. Na verdade, no seu tempo teve fama como pintor, de cuja obra não restam senão algumas gravuras em livros de época, pois o retrato de Cervantes que lhe foi atribuído já não se considera seu.


Retrato de Miguel de Cervantes (?) de Juan de Jáuregui.
Alonso Zamora Vicente, Historia de la Real Academia Española, Madrid, Espasa, 1999, p. 12.

Em Roma, publicou em 1607 a tradução de Aminta de Torquato Tasso.
Em Sevilha, Jáuregui participou na tertúlia que se realizava no atelier do pintor Francisco Pacheco (mestre e sogro de Velásquez); pelo que é geralmente incluído no grupo que, a partir do século XIX, se tem autodenominado impropriamente escola sevilhana.
Em 1614 começou a escrever o Antídoto contra la pestilente poesía de las «Soledades», aplicado a su autor para defenderle de si mesmo, […]
Em 1618, Jáuregui publicou um volume de Rimas com uma tradução do Aminta (em que muito alterou face à saída em 1607). A Introdução às Rimas é um texto importante para conhecer a poesia de Jáuregui e o que ele pensava da poesia do seu tempo.
Jáuregui fixou-se em Madrid em 1619, sendo censor de novelas a partir de 1621 até à sua morte, em 11 de Janeiro de 1641.
Em 1624 publicou em Madrid o poema Orfeo e o Discurso poético, em que expõe as suas ideias sobre poesia. Estes dois livros foram então julgados contraditórios: enquanto o Discurso poético é um ataque ao gongorismo extremo dessa altura, o Orfeo foi lido como um poema que segue os grandes poemas de Luis de Góngora [1561-1627], saídos uns anos antes. O Orfeo é um poema dividido em cinco cantos, com 186 oitavas, que segue o tema de Orfeu e Eurídice exposto nas Metamorfoses de Ovídio, valendo-se também das Geórgicas de Virgílio, da Eneida e de fontes italianas, nomeadamente Poliziano e Marino. […]

E Já que a lira, em afinadas vozes,
precursora do canto se adianta,
e em mui lentos acordes ou velozes
soa a constante ou trémula garganta,
feras vorazes, áspides atrozes
amansa terno, sonoroso encanta;
chega essa voz, em rochas e montanhas,
a infundir vidas, a humanar entranhas.

Fragmento do Canto IV de Orfeo

A publicação de Orfeo provocou o aparecimento do Orfeo en lengua castellana, assinado por Juan Pérez Montalbán, amigo de Lope de Vega, que tem sido considerado pela crítica como o verdadeiro autor desta obra, mas que não quis aparecer descoberto contra Jáuregui, que, com o seu Antídoto, se tornara um dos maiores inimigos de Góngora. […]
Jáuregui é uma interessante figura da primeira metade do século XVII em Espanha, tanto pela sua poesia como pelas suas ideias, que mantinha com independência frente aos grandes poetas do seu tempo. Seguiu a evolução da poesia espanhola desde Garcilaso de la Vega [1498? – 1536], sendo um cultista que possivelmente aprendeu com Góngora mas não se alistou no grupo que se formou em torno do autor das Soledades; Seguindo a lição de Garcilaso e Herrera, teve a preocupação de ser claro, como se depreende dos seus escritos teóricos. A sua poesia, sobretudo o Orfeo, distingue-se pela capacidade descritiva, pela movimentação e colorido próprio do pintor que ele foi.

in Antologia da Poesia Espanhola do Siglo de Oro, segundo volume – Barroco
selecção e tradução de José Bento