Archive for the ‘ Pintura ’ Category

‘Voyager’s Return’, de Adolph Gottlieb

Durante a Segunda Guerra Mundial, o pintor do expressionismo abstracto americano Adolph Gottlieb [14 Março 1903 – 4 Março 1974] esteve em contacto com os surrealistas europeus exilados em Nova Iorque, o que o levou a criar a série Pictograph [1941–51], em que explorou a ligação entre passado e presente através de arquétipos da arte tribal. Fica a obra Voyager’s Return, de 1946, actualmente no Whitney Museum of American Art em Nova Iorque.


‘Sorolla, cien años de modernidad’

Construída em 1911, a antiga residência familiar e oficina do pintor valenciano Joaquín Sorolla y Bastida [27 Fevereiro 1863 – 10 Agosto 1923] foi adaptada para casa-museu, com o cuidado de preservar os espaços e ambientes originais. Ao longo do ano de 2025, o Museu Sorolla será alvo de um projeto de expansão-reabilitação, desenhado pelo Atelier Nieto y Sobejano Arquitectos.



Enquanto decorrem as obras, algumas dezenas de trabalhos integram a Exposição “Sorolla, cien años de modernidad”, que pode ser visitada até 20 de Abril na Galeria das Colecções Reais, também em Madrid.


Ficam algumas fotos da visita ao Museu em Abril de 2024.

 

‘Diana e Actéon’, de Camille Corot

Na passagem dos 150 anos sobre a morte de Jean-Baptiste-Camille Corot [1796 – 1875], pintor francês fundador da Escola de Barbizon, a obra “Diana et Actéon (Diana surprise dans son bain)”, 1836, que pertence ao The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque.

A narrativa, a partir das “Metamorfoses” de Ovídio, evoca o destino do jovem caçador Actéon quando encontra a figura nua da deusa Diana acompanhada pelas suas ninfas, desfrutando de um banho num riacho na floresta. Num ímpeto, Diana espirra água sobre o imprudente caçador, transformando-o num cervo. Bem feito!


«Também o nosso corpo se transforma constantemente, sem pausa alguma, nem seremos amanhã o que fomos antes, ou o que somos.»

Gabriele Münter em Murnau

Com Gabriele Münter [19 Fevereiro 1877 – 19 Maio 1962], discípula e companheira de Wassily Kandinsky [1866-1944], o Museu Nacional Thyssen-Bornemisza continua a resgatar do esquecimento grandes artistas femininas do século XX, dedicando uma Exposição a esta figura central do expressionismo alemão, com mais de cem obras entre pintura, desenho, gravura e fotografia.
Da retrospectiva, que terminou na passada semana, fica a obra “As Escolas”, realizada no Verão de 1908 na cidade de Murnau, Baviera, período em que Münter se distanciou do estilo pós-impressionista e encontrou a sua própria linguagem.


‘A tocadora de alaúde’, de Orazio Gentileschi

Na passagem do aniversário da morte, neste dia 7 de Fevereiro em Londres, de Orazio Gentileschi [1563-1639], pintor maneirista natural de Pisa, na Toscana, pai da célebre Artemísia (1593 – por volta de 1656), também pintora a quem o Museu Jacquemart-André, um dos mais belos museus de Paris, dedica este ano uma exposição (a visitar em Maio), a obra A tocadora de alaúde, c. 1612/1620 – actualmente na National Gallery em Washington.

Sendo reconhecidamente um dos trabalhos mais famosos de Gentileschi, claramente sob influência de Caravaggio, com quem manteve uma relação de grande proximidade nos primeiros anos do século XVII, beneficia, se assim se pode dizer, de se identificar com o período inicial de Caravaggio, mais luminoso.

A jovem, sentada de costas, tem sobre a mesa um violino, uma flauta e um par de pautas de música; com a cabeça inclinada, ouve atentamente os acordes do alaúde. A combinação dos dois elementos sugere a representação da Harmonia…


‘Anunciação’, de Il Moretto da Brescia

Nos 470 anos sobre a morte de Alessandro Bonvicino [ca. 1495 – 1554], mais conhecido como Il Moretto da Brescia,  pintor italiano do Renascimento, activo em Bréscia, onde trabalhou com Lorenzo Lotto [1480-1556] e também em Veneza, onde terá estudado com Ticiano [ca. 1488 – 1576], fica a sua ‘Anunciação‘ de 1535-1540, que celebra o anúncio do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria de que seria a mãe de Jesus Cristo.
Esta obra pertence à Fundação dos Museus de Brescia, cidade onde Il Moretto morreu e que acolhe até Fevereiro de 2025 a exposição O Renascimento em Brescia. Moretto, Romanino, Savoldo 1512-1552.


Moretto - Anunciação

‘Un centenaire de l’Indépendance’, de Henri Rousseau

No centésimo octogésimo aniversário sobre o nascimento deste ilustre representante da arte naïf,  Henri Rousseau [1844 – 1910] produziu em 1892 uma obra para comemorar o centenário da proclamação da primeira República Francesa.


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‘La clarinette’, de Georges Braque

The Clarinet was probably executed in the late summer of 1912, during the waning moments of Analytic Cubism. Characteristic of this period are the oval format, which frees the canvas from the stringencies of corners, the appearance of letters within the image, and the use of imitation wood grain as trompe l’oeil (a technique Georges Braque [13 May 1882 – 31 August  1963] introduced into the Cubist repertory). The image is paler and less strongly articulated than that of Pablo Picasso’s The Poet of the previous summer; the structure of planes is more compact and produces a shallower picture space. The planes, because they are more consistently parallel to the picture plane than before, suggest the flat surfaces of papier collé. Braque’s incorporation of sand into certain areas of his pigment, an innovation of this transitional period, enhances the differentiation of surfaces created by the variations of brushstrokes and increases the subtleties of coloration. The use of sand accords with Braque’s conviction that tactile qualities define space. Despite this emphasis on materiality the image remains evanescent. The paradoxical combination of tangible presence and elusive, palpitating abstraction is embodied in the contrasting handling of clarinet and guitar: the clarinet is shown almost complete, the guitar is fragmented into pieces that emerge here and there throughout the composition.

Lucy Flint. Via Guggenheim Museum 


 

‘El despertar de la conciencia’, de Goya

A Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, na capital espanhola,  acolhe até Junho uma exposição com particular significado, o de apresentar restauradas e pela primeira vez todas as folhas de cobre utilizadas para estampar as gravuras do mais importante artista espanhol na transição do século XVIII para o século XIX, Francisco de Goya y Lucientes [1746–1828], que morreu neste dia 16 de Abril há 196 anos.
A Exposição ‘El despertar de la conciencia’, dividida em quatro secções, vale muito a pena uma visita, pois atravessa as diversas técnicas e atitudes que Goya utilizou durante a sua longa vida, como o óleo, o afresco e a gravura.
Um especial destaque para as placas de cobre realizadas para as séries de gravuras Caprichos (sala 1), Desastres da Guerra, Disparates, Expressividade da Razão e Tauromaquia (sala 2).
Como bónus, um grande trabalho de pequeno formato, que normalmente só se pode ver no Museu do Prado, “Vuelo de brujas” de 1798.


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“El arraste”, 1793 – óleo sobre folha de latão  | Fundação Casa Ducal de Medinaceli


Nos 410 anos da morte de El Greco

De El Greco [Creta, 1541 – Toledo, 07 Abril 1614), a obra Vista y plano de Toledo (cerca de 1610) pertence ao Museo del Greco em Toledo. Esteve em exposição no Museu do Prado entre 2009 e 2011.