Archive for the ‘ Música ’ Category

Kind of Blue – 50º aniversário

Faz hoje precisamente 50 anos que, com as faixas Flamenco Sketches e All Blues, se concluía a gravação em Estúdio da obra-prima de Miles Davis, Kind of Blue.
Sob a forma de tributo, criei uma página, especialmente dedicada a esta obra maior do jazz, que tive a felicidade de receber como prenda de Natal. 🙂

Miles Davis - Kind of Blue, 1959

Miles Davis - Kind of Blue, 1959

Handel – música eterna

Coloquei aqui uma página, a partir do texto gentilmente cedido por João Chambers, com o qual produziu o MUSICA AETERNA do passado sábado 11 de Abril de 2009, dedicado a assinalar os 250 anos da morte de Georg Frideric Handel, data que hoje se celebra com fogo de artifício. 🙂

Breve biografia, via Antena 2
George Frideric Handel nasceu em Halle a 23 de Fevereiro de 1685. Começou a tocar cravo às escondidas do pai, que não queria vê-lo como músico. Quando de uma visita à corte de Saxe-Weisenfells, o duque, impressionado com seu talento, convenceu o seu pai a colocá-lo sob a orientação de F.W. Zachau, organista da catedral de Nossa Senhora, em Halle. Aos sete anos, aprendeu vários instrumentos contraponto e composição.
Aos onze anos já era um mestre no órgão, violino, cravo e outros instrumentos e começou a compor. Atendendo à vontade do pai, Handel fez estudos jurídicos na universidade de Halle, doutorando-se em direito.
Em 1703 transferiu-se para Hamburgo, então o centro teatral da Alemanha. Foi aí que se encenou a sua primeira ópera, Almira (1705), valendo-lhe várias encomendas, conseguindo recursos com os quais, se mudou para a Itália. Foi muito bem sucedido como compositor de música sacra, de música de câmara, de oratórias e de óperas, em Roma, em Nápoles e Veneza, onde rivalizou, em prestígio, com o grande Alessandro Scarlatti.
De volta à Alemanha, foi então convidado pelo príncipe de Hannover, George Ludwig, para ocupar o cargo de mestre de capela na sua corte, em 1710. Foi então para a Inglaterra, onde compôs a ópera Rinaldo. Handel sentiu-se mais fascinado pelo centro musical de Londres, para onde viajou antes de assumir o cargo em Hanôver. Dividiu o seu tempo entre as duas cidades, fixando-se em Londres em 1713, vivamente prestigiado pela corte da rainha Ana. Em 1714, com a morte da rainha, ascendeu ao trono inglês, como rei George I, o eleitor de Hanôver. Handel tornou-se o músico principal da corte.
De volta a Hanôver, em 1717, compôs A Paixão. Mas logo regressou a Londres, designado mestre de capela pelo duque de Chandos. Compôs o oratório Esther e várias obras sacras. Foi professor de música das princesas de Gales em honra das quais compôs as Variações harmónicas para cravo.
Como maestro da Academia Real de Música (1720), desenvolveu intensa actividade, compondo óperas em estilo italiano que obtiveram enorme sucesso. Em 1737 foi atingido por uma paralisia parcial, e em 1738, a sua companhia de óperas foi à falência. Handel abandonou o género. Foi com Judas Macabeu (1747), composto para celebrar a vitória inglesa contra os rebeldes escoceses, que Handel pode desfrutar de um novo período de popularidade. Os seus últimos anos foram prejudicados pela cegueira progressiva, porém, continuou a trabalhar com grande energia e, dias antes da sua morte, ainda dirigiu O Messias, no Convent Garden. Handel morreu em Londres a 14 de Abril de 1759.

André Previn

No 80º aniversário de André Previn, a EMI Classics homenageia o músico com o lançamento de uma caixa com 10 cds… e eu quase a fazer anos! 🙂
André Previn – The Great Recordings (The LSO Years 1971-1980), com a London Symphony Orchestra.

 

Encontrei no Youtube uma interessantíssima conversa entre André Previn e… Oscar Peterson!!! 
A conversão do vídeo tem um pequeno desfasamento com o áudio mas, de qualquer modo, são minutos bem aproveitados.


Condutor de Domingo

The Limp Twins – Sunday Driver

Black & White

Gosto da música dos The Raveonettes e, particularmente, deste magnífico vídeo!
Mas o que gosto mesmo… é de Black & White! 🙂

Celebração da Primavera

World Music

Na ressaca dos Óscares e rendido à evidência do fenómeno Slumdog que, entre outros, recebeu merecidamente o de melhor banda sonora, aqui ficam duas referências da boa música de influência indiana: Nitin Sawhney e Talvin Singh.

http://www.nitinsawhney.com/
http://www.myspace.com/nitinsawhney

 

http://www.myspace.com/talvinsinghofficial

Henry Purcell – 350 anos

Durante os últimos dez anos de vida, Oliver Cromwell – 1599/1658 – foi um dos responsáveis pela morte de Carlos I de Inglaterra e pela abolição da Monarquia, entre 1649 e 1653. Até à sua morte, a então criada Commonwealth da Inglaterra viveu sob a sua generosa protecção.

Em 1659, a  monarquia foi restaurada e Carlos II assumiu o trono. A Inglaterra conheceu então tempos de maior liberdade social e cultural. Foi neste enquadramento que, não se sabe ao certo em que dia, nasceu Henry Purcell, cuja efeméride dos 350 anos do seu nascimento se comemora este ano.

Henry Purcell é seguramente o mais importante compositor inglês e dos mais criativos do período barroco da História da Música Ocidental. Juntamente com HaydnMendelssohn Handel, temos um magnífico quarteto! 🙂

samples de "Dido e Aeneas" na Amazon

Mais samples da sua obra no Sapo, na British Library Board e ainda na Amazon

a páginas tantas…

Tenho andado entretido a  introduzir algumas páginas sobre temas actuais que me interessam e que irão sendo actualizadas.

A saber:

Uma sobre os Óscares, com mais uma noitada em perspectiva, a 22 deste mês; Outra sobre fotografia em cinema, de Annie Leibovitz – Film Noir.

Duas sobre grandes compositores de quem se comemoram bicentenários, respectivamente, da morte de Joseph Haydn e do nascimento de Felix Mendelssohn.

Ainda à volta dos sons, uma página desenvolvida a partir do programa Musica Aeterna, produzido por João Chambers para a Antena 2. Um belíssimo programa, emitido no dia 31 de Janeiro, dedicado a assinalar dos 500 anos da publicação, em Veneza, do tratado De Divina Proportione de Luca Pacioli, o qual trata, essencialmente, o número de ouro e a sua aplicação na arquitectura e na pintura.
Outra sobre Rembrandt está na forja…

Por falar em pintura! Se a Exposição de Francis Bacon no Museu do Prado merece destaque, a monumental Babilónia no British Museum… só visto!

Especialmente actual, num tempo incerto para a nossa espécie, a página dedicada a Charles Darwin, cujo bicentenário do nascimento se comemora este ano, a par os 150 anos de “A Origem das Espécies”. A não perder, a Exposição que inaugura depois de amanhã na Gulbenkian.

Recordo, no trigésimo aniversário da morte de meu pai, Tabacaria, por João Villaret:

Felix Mendelssohn – 200 anos

Celebremos hoje o nascimento de Felix Mendelssohn , ouvindo a sua música.

Coloquei no imeem as Sinfonias nºs 3 -Escocesa e nº 4  – Italiana. Requer registo.

Começando com  Song without words in D, por Jacqueline du Pré

Ainda, teimosamente, um excerto do Violin Concerto in E minor, Op.64, também dirigido por Kurt Mazur, mas agora com Anne-Sophie Mutter

Finalmente, Lang Lang no Piano Trio in d-Moll, op. 49, segundo movimento – Andante con moto tranquillo