Apresentação do novo CD de Cristiano Holtz ”Rare Works for Harpschord” – Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10 de Abril 2012 – Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Cravo M. Kramer, Rosengarten, a partir de um original G. Silbermann, Saxónia de c. 1740
Gravação efetuada nos dias 21, 22 e 23 de Setembro de 2011, na Igreja do Cemitério dos Ingleses, em Lisboa
Edição HERA 2125
Volto ao standard Stella by Starlight, integrado na série de oito discos gravados ao vivo no Clube Plugged Nickel de Chigado, pouco antes do Natal de 1965. A composição do segundo quinteto, com Wayne Shorter a substituir George Coleman no saxofone tenor, recupera os solos da explosão criativa de finais da década de 50. Back to basics…! 🙂
Stella by Starlight (Live at the Plugged Nickel, Chicago, IL) (1st Set) (- December 22, 1965) · Miles Davis
The Complete Live At The Plugged Nickel – 1965
Jan Garbarek e as quatro vozes do Hilliard Ensemble (Davis James – contratenor , Gordon Jones – barítono, Rogers Covey-Crump e Steven Harrol – tenores), exploram há cerca de duas décadas os caminhos que combinam polifonias de diversas origens com o fraseado do saxofonista norueguês, vertidos em três obras de grande rigor: Officium (1993), Mnemosyne (1999), Garbarek e Officium Novum (2009).
Neste último trabalho, parcialmente inspirado na música arménia, são recuperadas as adaptações feitas há mais de um século por Komitas Vardapet (1868-1935) – [artigo no Guardian] – sobre os cânticos bizantinos e a tradição barda do Cáucaso.
Ov zamranali (Armenian traditional/ Komitas, Hilliard Ensemble/Jan Garbarek)
Surp (Armenian traditional / Komitas, Hilliard Ensemble/Jan Garbarek)
A fascinating document of Keith Jarrett’s solo concert in Rio de Janeiro on April 9, 2011. The pianist pulls a broad range of material from the ether: thoughtful/reflective pieces, abstract sound-structures, pieces that fairly vibrate with energy. The double album climaxes with a marvellous sequence of encores. 40 years ago Keith Jarrett recorded his first ECM disc, the solo piano “Facing You”. He has refined his approach to solo music many times since then, always finding new things to play. So it is here, in this engaging solo recording from Brazil.
Almost exactly forty years ago, Keith Jarrett’s association with ECM began with the recording of a solo piano album. “Facing You” (1971) was soon followed by the initiation of the solo concerts, evenings of piano improvisations, documented now on a range of influential live recordings which include “Solo Concerts (Bremen-Lausanne)”, “The Köln Concert”, “Sun Bear Concerts”, “Concerts (Bregenz-München”), “Dark Intervals”, “Paris Concert”, “Vienna Concert”, “La Scala”, “Radiance”, “The Carnegie Hall Concert” and “Testament, Paris-London”. The span of music addressed on these albums is vast, but they share a common genesis in improvisation, as well as a most remarkable artistic consistency. If it is no longer uncommon for improvisers to fill an evening’s music-making alone, Jarrett remains unrivalled in his capacity to uncover new forms in the moment: the concept of ‘spontaneous composition’ is more than an ideal here.
Latest in the series of ongoing solo concert recordings is “Rio”. Jarrett had played Brazil only once before, more than two decades ago, and said, before his South American concerts, that he felt he had “unfinished business” there: “I really had no idea what I meant, but this concert is it. Everything I played in Rio was improvised, and there is no way that I could have gotten to this particular musical place a second time, or in a different country: not even in a different hall or with a different audience, or on a different night.”
“Rio” documents the entire spontaneous concert at the Theatro Municipal, Rio de Janeiro on April 9, 2011. The music that emerges, on this instance, has an intensely lyrical core, reflected in the fifteen short pieces that make up the concert. There is an intimate quality, too, which draws the listener toward it, from the first moments. Jarrett feels the concert was one of his best: “jazzy, serious, sweet, playful, warm, economical, energetic, passionate, and connected with the Brazilian culture in a unique way. The sound in the hall was excellent and so was the enthusiastic audience.”
Via ecmrecords.com
Por Cristina Fernandes, inÍpsilon – 16-Novembro-2011
Uma superlativa interpretação de Philippe Herreweghe e do Collegium Vocale Gent
Nas duas últimas décadas Philippe Herreweghe tem sido responsável por algumas das mais belas gravações das Cantatas de Bach. Ao contrário de outros maestros que se lançaram na ambiciosa aventura da integral (como é o caso de Ton Koopman, John Eliot Gardiner ou Masaaki Suzuki), Herreweghe tem optado antes por uma selecção criteriosa de cantatas, unidas por vínculos temáticos diversos, sem a preocupação de ser exaustivo.
Este último volume, intitulado “Jesu, deine Passion“, constitui uma espécie de coroa de glória desse percurso, já que é excepcional a todos os níveis. Toda a música que Bach escreveu é de qualidade superior, mas as quatro Cantatas agora registadas (BWV 22, 23, 127 e 159) representam pontos culminantes do génio do compositor pela sua exaltante inspiração e pela densidade da própria construção musical.
As Cantatas BWV 22 e 23, destinadas ao primeiro domingo antes da Quaresma, funcionaram como “peças de concurso”, quando Bach se candidatou ao lugar de Kantor da Igreja de São Tomé em Leipzig, pelo que é natural que o compositor se tenha esmerado na sua concepção. As BWV 127 e 159 foram escritas para o mesmo serviço litúrgico nos anos seguintes.
A interpretação de Herreweghe e dos seus músicos é primorosa, tanto nos planos técnico e estilístico, como no modo em que combina emoção e espiritualidade. As intervenções do coro revelam uma luminosa transparência, os solistas – a soprano Dorothee Mields, o contralto Matthew White, o tenor Jan Kobow e o baixo Peter Kooy – cantam com enorme convição e um sentido retórico apurado da relação texto-música e os instrumentistas são exemplares, com destaque para os belíssimos solos de oboé (com o grande Marcel Ponseele), que dialogam com as vozes em múltiplas árias. Também as flautas de bisel têm intervenções eloquentes (por exemplo, na ária “Die Seele ruht”, cantada com delicada sensibilidade por Dorothee Mields) ou os trompetes no recitativo “Wenn einstens die Posaunen Schallen”, verdadeira cena dramática evocadora do Juízo Final. A Cantata BWV 159 recorda o universo da “Paixão segundo São Mateus”, destacando-se a poderosa ária de baixo “Es ist vollbracht” e a ária de contralto “Ich folge di nach”, que se desenrola em contraponto com o soprano que entoa a estrofe do conhecido coral “Ich will hier bei dir stehen”.
O cravista brasileiro residente em Portugal Cristiano Holtz decidiu dedicar o seu último CD à música de Handel, seleccionando as suites nºs 3, 7 e 8 do primeiro volume das “Suites de Pièces pour le Clavecin” (1720-25), a suite V do segundo volume (1727) e peças como o “Air” HWV 471 (da colecção de minuetos de 1729), o encantador Minueto em Sol menor HWV 434 e a Sonatina HWV 582.
Um recital ao vivo na Casa-Museu Anastácio Gonçalves, em Maio, serviu de apresentação ao projecto, que vem confirmar a segurança do intérprete, bem como o seu espírito criterioso em matéria de repertório, tendo em conta que a excelente música para cravo de Handel ocupa um lugar mais reduzido na discografia do que a obra dos seus contemporâneos J.S.Bach, Domenico Scarlatti ou Rameau.
O cravo com graves poderosos (graças ao registo de 16 pés) construído por Matthias Kramer a partir de modelos de Christian Zell (c.1683-1763) e Johann Christoph Fleischer (1676-c.1728) contribui para a riqueza da imagem sonora de um registo que proporciona uma diversificada amostra em termos de técnicas de composição, estilos e recursos expressivos.
As suites de Handel nem sempre seguem o modelo convencional na sucessão de danças, contendo por vezes prelúdios e andamentos em escrita fugada como os “Allegri” HWV 433 e 428, que Holtz executa com uma “toucher” brilhante e uma polifonia clara. Nas Gigas ou o “Presto” da Suite HWV 428, mostra agilidade e desenvoltura, contrastando com a profunda introspecção expressiva do “Air” da mesma Suite e a elegância das “Allemandes”. Mesmo na exuberante Suite nº 7, HWV 432, Holtz prefere a dimensão majestosa da música, a arquitectura da construção, em detrimento de um virtuosismo superficial que apenas realçasse a vertente lúdica da composição.
A partir do texto de Cristina Fernandes para o Público de 12 de Agosto de 2011
Cristiano Holtz semble préférer à une intégrale (ou à son amorce) de la musique pour clavecin de Haendel une anthologie composée comme un menu dégustation : entre chaque Suite, issue du premier ou du second volume, figure en effet une petite pièce, ici un air, là un menuet, comme un entremet. Le choix des tonalités des quatre Suitesretenues, toutes en mineur, et accessoirement la photo de couverture, une fourchette cuivrée du XVIIIe siècle, donnent une idée de la saveur du repas : raffiné mais solide et sérieux, peu propice aux mélanges fantaisistes.
Le claveciniste brésilien sert en effet un Haendel majestueux et grave, fier de ses mouvements amples et mesurés dès le prélude de la Suite HWV 433 qui ouvre le programme. Dans ces épisodes d’allure improvisée (le stylus phantasticus de HWV 428) comme les allegros fugués, l’artiste avance avec assurance, guidée par une main gauche d’une rare stabilité. La volonté d’investir l’espace acoustique et de profiter d’un clavecin sonore, aux basses d’orgue, conçu d’après des instruments de Christian Zell et Christoph Fleischer s’illustre dans chaque pièce, y compris les gigues, plus préoccupées de surface que de jeu de jambes. Volontiers orchestral (presto de HWV 428) voire lulliste (ouverture de HWV 432) par son port royal, le jeu de Cristiano Holtz sait aussi évoquer le chant douloureux (l’intense Air de HWV 428 judicieusement placé au centre du disque) ou se laisser aller à la désinvolture narquoise (Menuet en sol mineur HMV 434).
Pierre Hantaï déclare que son ancien élève appréhende “l’œuvre pour clavecin de Handel avec une vraie profondeur, comme une grande et noble musique.” On ne saurait le contredire. Cette parution s’ajoute aux références : Olivier Baumont (Erato) et Ottavio Dantone (Arts). PAR PHILIPPE VENTURINI | LE RÉPERTOIRE DES CD DE A À Z | 21 JUILLET 2011 | Viahttp://www.qobuz.com/
One, Two, Three, Four: No Rehearsal, Go
O artigo de Ben Ratliff , publicado em 9 de Dezembro de 2009, está no The New York Times.
Os samples estão na ECM (cortesia do ZMCP) 🙂
Trata-se do mais recente livro-disco de Jordi Savall, dedicado a assinalar os 500 anos do nascimento de Francisco de Borja (1510–1572), o último membro da Dinastia Borgia, celebrizada quer pelos motivos mais nobres quer pelos mais tenebrosos do período Renascentista. Está tudo explicadinho nesta página que criei, tendo por base a recolha de informação, principalmente nas páginas da AliaVox e do YouTube.
Carolyn Sampson, soprano | Hilary Summers, contralto | James Gilchrist ,tenor | Peter Harvey ,baixo | Choir of the King’s Consort | The King’s Consort | Robert King
“Robert King suggests that Michael Haydn‘s Requiem of 1771 for the Archbishop-Prince of Salzburg (28-02-1698 / 16-12-1771) reflects a personal outpouring of grief for the loss of Haydn’s beloved patron and the recent death of his infant daughter. The fervent expressions of grief, consolation and hope must have made some impression on the 15-year-old Mozart. A comparison with Mozart’s Requiem setting of 20 years later is inevitable: Haydn didn’t give his solo quartet anything that compares with the immediacy of Mozart’s ‘Tuba mirum‘, but the older man’s masterful choral writing, brilliant orchestral scoring and sensitive use of solo voices created plenty of musical riches and dramatic moods, such as the brooding Kyrie and the bursting energy of the ‘Dies irae’.
The quartet of soloists is impeccable; the choir and orchestra of The King’s Consort prove to be increasingly assured and dynamic with each recording released. Robert King’s measured and emphatic direction makes it easy to appreciate why the Requiem was performed at his brother Joseph’s funeral in 1809.
His interpretation of the sunnier, extrovert Missa in honorem Sanctae Ursulae (1793) helps the music to sound natural and spontaneous. In some respects the Mass is an even finer composition, full of charismatic and inventive musical charms (it’s worth buying for Carolyn Sampson’s ravishing ‘Benedictus’ alone).
Anybody who enjoys the choral works of Mozart and Joseph Haydn will be delighted by this double-disc set, and will probably concur that Michael Haydn’s neglect in the shadow of his younger friend and older brother is substantially corrected by these exquisite performances.”Gramophone Classical Music Guide, 2010. Via.
Tudor Music For Advent and Christmas (Stile Antico) – Harmonia Mundi HMU807517 Thomas Tallis – Puer Natus Est, Videte Miraculum | Robert White: Magnificat | John Sheppard: Verbum Caro | John Taverner: Audivi vocem de caelo | William Byrd: Gradualia
Surely the pick of the new CDs for Christmas this year, this exquisitely performed and beautifully planned disc is another winner for Stile Antico, a young, versatile and conductor-less group. They bring together Tallis’s incomplete but richly resonant mass Puer natus est with Byrd’s much tighter, shorter Advent motets from The Gradualia, a satisfying contrast. Then they add Robert White’s expansive Magnificat and Sheppard’s glorious Verbum caro to finish. Sometimes there is an emphasis on sound at the expense of the words, but what a sound: perfectly blended, carefully balanced, its sonorities reaching back effortlessly to conjure up a vanished age of devotion. Via.
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Artemisia - Héroïne de l'art Musée Jacquemart-André À partir du 19 mars 2025
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Jos d’Almeida
Jos d'Almeida é um compositor de música electrónica épico sinfónica, podendo este género ser também designado como Electrónico Progressivo. Na construção de um som celestial, resultante da fusão de várias correntes musicais, JOS utiliza os sintetizadores desde o início dos anos 80.
Chuck van Zyl
Chuck van Zyl has been at his own unique style of electronic music since 1983. His musical sensibilities evoke a sense of discovery, with each endeavor marking a new frontier of sound.