Archive for the ‘ Concerto ’ Category

Tangerine Dream no Coliseu

A abrir, “eu estive no Restelo em 1980” serve para demonstrar que a antiguidade é um posto. 🙂 Dito isto, ainda que o peso do nome Tangerine Dream não contrarie a tendência do que está a dar, aos poucos privilegiados, entre os quais o venerável Mago da Lua, foram oferecidas 3 (três) horas de música sinfónica, menos cósmica que no passado, como disse o eclético Zé Pedro enquanto me perguntava quem eram os gajos dos posters à venda. 😛
Voltando à essência da coisa, primeiro estranhei o sax da sexy Linda Spa, que por momentos adquiriu a espacialidade de Garbarek, os riffs do Bernhard Beibl, que aqui e ali soaram a Oldfield e a percussão da frenética Iris Camaa, pouco consonantes com a minha memória dos TD, mas lá me fui habituando.
Facto é que o sobrevivente Edgar Froese sabe muito bem para onde vai e a nós resta segui-lo, na esperança que não demore vinte anos a voltar.






















Rodrigo Leão – Os Pássaros de Pangim

Fundação Museu do Oriente | Auditório | Concertos | 13, 14, 19, 20, 21, 26 e 27 de Março de 2010

A melhor música sempre evocou viagens: interiores, geográficas ou simplesmente emocionais, mas sempre com uma ideia de movimento associada, de transporte de sentimentos e imagens. É assim com Rodrigo Leão, cuja carreira pode ser entendida como uma viagem. E as viagens, claro, apresentam sempre desafios a quem as empreende, como nas odisseias clássicas. Rodrigo Leão prepara-se para enfrentar novo desafio, a convite do Museu do Oriente, onde o celebrado compositor português apresentará uma temporada especial de Os Pássaros de Pangim. Foram estes os pássaros que Rodrigo gravou em Goa e que, depois, inspiraram o título de um dos temas do álbum A Mãe, mais um marco vitorioso numa carreira que só tem conhecido sentido ascendente: liderou o top em Portugal e recolheu os mais efusivos elogios da crítica. Viagem A Goa é outro dos temas incluídos nesse álbum que também terá lugar especial neste espectáculo de evocação de outras cores, sabores e sons.

«As viagens sempre me inspiraram: os sons, as cores, a atmosfera dos diversos locais por onde fui passando sempre afectaram a minha música. E o Oriente tem esse fascínio acrescido, um mistério…», explica Rodrigo Leão. O espectáculo que o autor de A Mãe vai trazer ao auditório do Museu do Oriente tem vindo a ser preparado com cuidado especial – novo contexto, nova sala. Terá imagens, que o próprio Rodrigo Leão foi recolhendo em viagens que o levaram de Goa ao Alentejo. Para este espectáculo, o Cinema Ensemble será redimensionado, adaptado ao espaço e a uma vontade mais exploratória da música que numa primeira parte terá uma abordagem mais experimental, mais acústica, com sabores do Oriente e com alguns inéditos a surgirem em palco. Na segunda parte, Rodrigo percorrerá alguns dos temas mais conhecidos do seu repertório, numa roupagem mais íntima e despida, que lançará diferente luz sobre temas bem conhecidos do seu público.

Rodrigo Leão parte, uma vez mais, de viagem. Uma viagem ao Oriente desconhecido, mas também e, sobretudo, a um lado menos visível de uma obra que tem recolhido efusivos aplausos em todo o Mundo.

Stabat Mater no Olga Cadaval

Stabat Mater, de Giovanni Battista Pergolesi

Ensemble Vocal do Sintra Estúdio de Ópera | Ensemble Barroco de Sintra
Centro Cultural Olga Cadaval – Auditório Acácio Barreiros, Sintra
01 de Abril de 2010 | 21:30
Pergolesi é um dos mais famosos compositores do barroco e um dos nomes fundamentais do estilo napolitano. O seu Stabat Mater, escrito sobre um profundo e dramático poema medieval que narra o sofrimento da mãe de Cristo perante a morte do seu filho, é uma comovente obra plena de fervor religioso e que surpreende pela simplicidade. Quando a compôs, apenas com vinte seis anos de idade, Pergolesi antecipava já o seu próprio fim, o que veio a acontecer poucos dias depois da conclusão da obra.
Ficha Artística e Técnica
Ensemble Vocal do Sintra Estúdio de Ópera
Helena Carvalho Pereira | Margarida de Moura | Solistas
Ensemble Barroco de Sintra
Nélson Nogueira | Ana Patrícia Tomé | Violino
Teresa Fleming | Viola
Abel Gomes | Violoncelo
Pedro Barbosa | Contrabaixo
Sérgio Silva | Cravo
Miguel Anastácio | Direcção Musical

Café Zimmermann na Gulbenkian

A audição integral dos Concertos Brandeburgueses de Johann Sebastian Bach, que se distribui entre os dias 7 e 11 de Março, constitui um inevitável ponto de interesse em qualquer programação musical. O agrupamento Café-Zimmermann interpretará este monumento do Barroco musical, bem como duas obras concertantes, para cravo e para dois violinos respectivamente, no ano em que se completam 260 anos sobre a morte de J. S. Bach. A excelência dos músicos do Café-Zimmermann, grupo fundado em França em 1988, é marcada pela direcção musical de Pablo Veletti e pela cravista Céline Frisch, dupla responsável pela direcção artística. O nome do grupo foi inspirado no espírito que movia os concertos organizados em Leipzig pelo Collegium Musicum e acolhidos no café de Gottfried Zimmermann, então com um ensemble fundado por Telemann e dirigido por J. S. Bach, entre 1729 e 1739.



Compostos possivelmente entre 1711 e 1720, os Concertos Brandeburgueses foram apresentados como um conjunto de Seis Concertos com diversos instrumentos, dedicados em 1721 ao margrave melómano Christian Ludwig de Brandeburgo. Constituindo um repertório marcadamente barroco, os Concertos Brandeburgueses representam uma interessante leitura dos elementos do concerto grosso, onde se identificam o ripieno e o concertino, embora neste último se destaque por vezes uma maior focagem num só instrumento, como por exemplo o trompete no nº 2, ou o cravo no nº 5. Nesta perspectiva, encerram uma grande variedade musical, explorando as várias possibilidades de composição da época para o género instrumental e constituindo um incontornável e importante conjunto de obras do período Barroco. Via.



Programa:
Domingo, 7 Mar 2010, 19:00 – Grande Auditório
Concerto Brandeburguês Nº 2, em Fá maior, BWV 1047
Concerto Brandeburguês Nº 4, em Sol maior, BWV 1049
Concerto Brandeburguês Nº 6, em Si bemol maior, BWV 1051
Concerto para Cravo, em Fá menor, BWV 1056
Quinta, 11 Mar 2010, 19:00 – Grande Auditório
Concerto Brandeburguês Nº 1, em Fá maior, BWV 1046
Concerto Brandeburguês Nº 3, em Sol maior, BWV 1048
Concerto Brandeburguês Nº 5, em Ré maior, BWV 1050
Concerto para dois Violinos, em Ré menor, BWV 1043

Diálogos musicais entre o Ocidente e o Oriente

O concerto inaugural da 6.ª edição do Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo – Terras sem Sombra, conta com Jordi Savall e Pedro Esteván, dois músicos excepcionais bem conhecidos do público português, e com um programa fascinante intitulado Oriente-Ocidente: Diálogo entre as Músicas Antigas e as Músicas do Mundo.

Hoje, às 21h30, na Igreja Matriz de Santiago Maior, em Santiago do Cacém, o gambista e maestro catalão mostrará a sua arte em instrumentos como a lira de arco, o rebab e a viela em conjunto com as percussões de Pedro Esteván numa série de peças instrumentais oriundas da antiga Espanha cristã, judaica e muçulmana, da Itália medieval, de Marrocos, de Israel, da Pérsia, do Afeganistão e do antigo Império Otomano. Trata-se de um percurso bem emblemático da actividade de Savall, que ao longo de décadas tem conciliado as práticas históricas da música antiga com os repertórios de tradição oral de várias culturas numa frutuosa simbiose.As músicas propostas proporcionam também um convite à reflexão sobre o diálogo intercultural e os errantes rumos da história. Como escreve Amin Maalouf no programa deste primeiro concerto, ouvir estas músicas do Oriente e do Ocidente, subtilmente reunidas porJordi Savall, não é uma experiência comum, porque à emoção estética se junta um sentimento ainda mais intenso: o de se comunicar, por encantamento, com uma humanidade reconciliada”. O escritor e jornalista libanês recorda que o mundo árabe e o mundo judaico parecem ter-se esquecido da sua fecunda fraternidade de outrora (antes da segunda metade do século XV) e que “entre Oriente e Ocidente as pontes mentais e espirituais foram destruídas e não voltaram a erguer-se”. O Mediterrâneo deixou assim “de ser um mar fértil situado no centro do nosso universo cultural para se tornar apenas um campo de batalha e uma barreira”. Organizado pela produtora Arte das Musas e pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, com o apoio da Direcção-Geral das Artes e de vários municípios alentejanos, o Festival Terras sem Sombra tem-se destacado no panorama musical português pela originalidade dos seus programas, pela combinação entre intérpretes nacionais e internacionais reconhecidos, pela aposta nos jovens músicos e pela utilização de espaços arquitectónicos históricos com grande qualidade acústica e artística.

A edição deste ano, que decorre até 8 de Maio, conta com mais seis concertos e uma conferência por Rui Vieira Nery – A Música Antiga e a Máquina do Tempo: Redescoberta, Releitura, Reinvenção (20 de Março, na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres em Beja). Entretanto, o festival prossegue a 6 de Fevereiro na Basílica Real de Castro Verde, com o Mário Franco Ensemble e o programa Lux Perpetua: Improvisos sobre Música Sacra Medieval e Renascentista. No dia 20 de Fevereiro, na Igreja Matriz de Almodôvar, o Quarteto Arabesco faz a versão para quarteto de cordas de P. Lichtenthal (1780-1853) do Requiem de Mozart e no dia 6 de Março o grupo Vozes Alfonsinas apresenta Cantares antigos: Da Aquitânia ao Brasil na Igreja Matriz do Alvito. Um recital de oboé barroco, viola da gamba e cravo (Beja, 10 de Abril), um concerto pedagógico pelo Ensemble Alpha (Grândola, 24 de Abril) e a actuação do agrupamento Sete Lágrimas no encerramento (Grândola, 8 de Maio), com um dos seus mais belos trabalhos discográficos – Kleine Musik: música de Heinrich Schütz (1585-1672) e Ivan Moody (1964) – completam a programação.
Cristina Fernandes – Público, 23 de janeiro de 2010

Guimarães Jazz 2009

Quinta, 12 Novembro | 22h00 | Música | Grande Auditório | Kind of Blue @ 50
Jimmy Cobb´s so what Band Featuring Wallace Roney, Vincent Herring, Javon Jackson, Larry Willis & Buster Williams

Editado em 1959 pelo lendário trompetista Miles Davis (1926-1991) e tido por muitos como uma verdadeira obra-prima da história do jazz, o álbum “Kind of Blue” cumpre este ano meio século de existência.

Em homenagem a este acontecimento, o famoso baterista Jimmy Cobb, único elemento ainda vivo da formação original da gravação, decidiu recordar a edição do disco, realizando uma série de concertos com uma formação que conta com a colaboração de um importante conjunto de músicos – Wallace Roney, Javon Jackson, Vincent Herring, Larry Willis e Buster Williams.
Ao mesmo tempo, surge no mercado uma edição comemorativa que inclui 2 CDs com a totalidade dos takes gravados no momento do seu registo discográfico, incluindo ainda um livro com textos e fotos, um documentário em DVD sobre “Kind of Blue” e um LP com a edição original do trabalho. “Kind of Blue” foi um dos discos mais vendidos de sempre, uma obra fundamental, olhado por muitos como o trabalho mais importante em toda a história do jazz. Em 2003 foi eleito pela revista “Rolling Stone” o 12º melhor álbum de todos os tempos (entre 500 títulos seleccionados), não sendo por isso de admirar que tenha tantas vezes sido considerado um álbum imprescindível em qualquer discografia. Nesse ano fantástico de 1959, durante o qual aconteceram grandes momentos musicais, importantes contributos para a consolidação de uma corrente estética e musical que haveria de ser essencial na afirmação definitiva do jazz, “Kind of Blue” juntava na 30th Street, Nova Iorque, nos estúdios da Columbia Records, alguns dos maiores improvisadores do século XX: Miles Davis (trompete), John Coltrane (saxofone tenor), Bill Evans (piano, excepto em “Freddie Freeloader” – Wynton Kelly), Paul Chambers (contrabaixo), Cannonball Adderley (saxofone alto) e Jimmy Cobb (bateria). A primeira sessão deu origem ao lado A do disco e decorreu a 2 de Março, gravando-se “So What”, “Freddie Freeloader” e “Blue in Green”. Um mês depois, a 22 de Abril, estes músicos voltaram a reunir-se para registarem “Flamenco Sketches” e “All Blues”.
Produzido por Teo Macero, “Kind of Blue” é a soma de muitas genialidades: as de Miles Davis associadas às espantosas qualidades artísticas de cada um dos músicos presentes que revelaram uma da capacidade de improvisação fora de comum para a época. Segundo Jimmy Cobb, “Kind of Blue” foi “feito no céu”. Segundo a opinião insuspeita do pianista Herbie Hancock, o disco é um acontecimento raro, uma junção de energias que se transformaram n’ “Um marco não só da história do jazz, mas também da história da música”.

______________________________

Sexta, 13 Novembro | 22h00 | Música | Grande Auditório | Hank Jones Trio

Aos 91 anos, Hank Jones é uma lenda viva do jazz. A sua carreira é feita de sete décadas como pianista e compositor com centenas de discos gravados, quer acompanhando os mais variados tipos de artistas, quer como líder, registando mais de sessenta trabalhos.

Primogénito de sete irmãos, nasceu em 1918, no estado do Mississippi, no contexto de uma família destinada a ter uma profunda relação com o jazz. É irmão do famoso baterista Elvin Jones e do trompetista e compositor Thad Jones, infelizmente já desaparecidos. Hank Jones foi um dos grandes impulsionadores do bebop e tocou com quase todos os grandes nomes da história do jazz como Coleman Hawkins, Ella Fitzgerald, Charlie Parker, Max Roach, Artie Shaw, Benny Goodman, Lester Young, Cannonbal Adderley, John Coltrane, Wes Montgomery, John Lewis, Tommy Flanagan, Ron Carter, Gato Barbieri, Eddie Gomez, Al Foster, Sonny Stitt, Oscar Peterson, Charlie Haden e Joe Lovano. Durante a sua carreira acompanhou Ella Fitzgerald, assim como Frank Sinatra e Diana Krall. Muito poucos deverão saber que Hank Jones foi o pianista que acompanhou Marilyn Monroe quando esta cantou o célebre “Happy Birthday Mr. President” a John F. Kennedy.
Apesar de ter pensado em reformar-se em 1987, Hank Jones continua activo e prolífico, tocando pelo mundo inteiro, gravando e dirigindo masterclasses em inúmeras universidades, como Harvard ou Nova Iorque. O mundo confirma-o como um dos últimos sobreviventes daquele núcleo de músicos excepcionais que ajudaram a consolidar o jazz em todas as partes do planeta. Para além de muitos outros prémios e homenagens, recebeu o título de Master of Jazz, atribuído pelo National Endowment for The Arts – um prémio que consagra a sua dedicação e paixão por esta música. Neste concerto, Hank Jones sobe ao palco acompanhado por dois intérpretes de excepção: George Mraz e Willie Jones III.

______________________________

Sábado, 14 Novembro | 22h00 | Música | Grande Auditório | Branford Marsalis Quartet

Branford Marsalis é um prestigiado saxofonista, um homem que se movimenta por dentro de inúmeros interesses musicais do jazz, blues e funk, a projectos de música clássica como o conhecido Marsalis Brasilianos, a partir da exploração do imaginário musical de Heitor Villa-Lobos.

Três vezes galardoado com um Grammy, tem desenvolvido a sua carreira como instrumentista de excepção, compositor dotado e director da Marsalis Music, uma editora por si fundada em 2002, através da qual tem produzido os seus próprios projectos, assim como os de artistas jovens, considerados novos talentos em ascensão do mundo do jazz. Oriundo de Nova Orleães, Branford Marsalis nasceu em 1960, no seio de uma família, considerada uma das maiores referências musicais da cidade: o patriarca/pianista/professor Ellis Marsalis e os seus filhos Wynton, Delfeayo e Jason. Começou a adquirir notoriedade quando integrou os Art Blakey’s Jazz Messengers e participou em inúmeros concertos com o quinteto do irmão Wynton Marsalis, no início dos anos 80, antes mesmo de ter formado o seu próprio grupo. Acompanhou e gravou com grandes lendas da história do jazz, como Miles Davis, Dizzy Gillespie, Herbie Hancock e Sonny Rollins. Conhecido pelo seu espírito inovador e pela sua visão musical muito abrangente no que diz respeito aos géneros, estilos e tipos de música, a sua actividade tem vindo a ampliar-se nos últimos anos, tendo-se tornado um solista de referência nas famosas orquestras sinfónicas de Chicago, Detroit, Dusseldorf e Carolina do Norte. Os seus interesses diversificados reflectem a sua cultura e as muitas actividades que tem realizado nos mais diversos contextos. Passou dois anos em digressão, tendo gravado com Sting e foi director musical do “The Tonight Show with Jay Leno”. Durante dois anos, colaborou com os Grateful Dead e Bruce Hornsby, participou nos filmes “Throw Mama from the Train” e “School Daze”, fez a banda sonora para “Mo’ Better Blues”, entre outros filmes, e foi o anfitrião do programa Jazz Set da National Public Rádio. O seu último CD, “Metamorphosen”, lançado em Março deste ano, assinala o 10º aniversário do quarteto de Branford Marsalis, um dos grupos mais poderosos e inventivos do jazz actual. Este grupo trabalha a improvisação como um bloco de sonoridades, retirando ideias de todos os géneros de música. Este conjunto de instrumentistas está junto há muitos anos e é capaz de criar, em simultâneo, formas antagónicas de estruturação musical que nalguns momentos surgem extremamente enérgicas, noutros intensamente melódicos.

Os meus destaques foram obtidos na página oficial do Guimarães Jazz 2009, onde se pode consultar a totalidade da programação.

Hank Jones Trio

HANK JONES TRIO – Culturgest, 15-11-2009

Hank Jones Trio – Hank Jones, piano| George Mraz, contrabaixo| Willie Jones III, bateria

Como sideman, destaco de Hank Jones – ainda em actividade aos 91 anos -, o álbum de 1959 Somethin’ Else de Cannonball Adderley, entre colaborações com Ella Fitzgerald, Dexter Gordon, Ron Carter e Max Roach, só para citar alguns.
Como lieder do Hank Jones Trio, esta lenda viva do bebop gravou em 2005 For My Father com George Mraz no baixo e Dennis Mackrel na bateria.

Os músicos que o acompanham no concerto desta noite são intérpretes de excepção, com uma carreira sólida. Mraz, checo de origem, já tocou com Oscar Peterson, Stan Getz, Tommy Flanagan, Chet Baker, entre outros. Allen, apresentou-se, por exemplo, com Freddie Hubbard, George Coleman, Michael Brecker e é director artístico do Departamento de Jazz da Julliard School.

In This Light And On This Evening

Para ver e ouvir em Lisboa a 10 de Dezembro, no Campo Pequeno!

Kind of Blue @ 50

Kind of Blue: 50th Anniversary Collectors Edition

Originalmente editado pela Columbia Records em 17 de Agosto de 1959, Kind of Blue anunciava um novo género musical: A espontaneidade de tocar duas ou três notas, obtendo o mesmo efeito melódico que as oito das progressões elaboradas, abria lugar ao improviso… e ao bebop.

O trompetista Miles Davis reuniu um sexteto notável de músicos – Cannonball Adderley ( saxofone alto), Paul Chambers (baixo), Jimmy Cobb (bateria), John Coltrane (saxofone tenor ), Bill Evans (piano) (Wynton Kelly toca piano em “Freddie Freeloader”) – e reinventaram o jazz!
Cinquenta anos após o lançamento,
Kind of Blue continua a transportar os ouvintes para o seu universo próprio, inspirando também músicos para que criem novos sons – desde o jazz acústico até ao ambiente pós-moderno – de todas as formas possíveis e imaginárias.

Jimmy Cobb, único sobrevivente da formação original, recebeu há pouco menos de um ano o Prémio NEA Jazz Masters 2009, em cerimónia realizada no Lincoln Center’s Rose Hall.
Com a bonita idade de 80 anos, apresenta-se em Lisboa (CCB, 11 de Novembro) com a sua  So What Band –  Wallace Roney (trompete), Javon Jackson (sax tenor), Vincent Herring (sax alto), Larry Willis (piano) e Buster Williams (contrabaixo), para partilhar com os admiradores portugueses as cinco masterpieces “So What”, “Freddie Freeloader”, “Blue In Green”, “All Blues” e “Flamenco Sketches”.

Jimmy Cobb - Kind of Blue @ 50

E porque hoje é quinta…

Vou improvisar com um copo-de-um-qualquer-extrato-de-cereal para o sítio do costume, enquanto o jazz toma forma, com: Jorge Moniz na bateria, Mário Delgado na guitarra, Júlio Resende ao Piano e João Custódio no contrabaixo. Passado e Futuro.

jazz-as-quintas-ccb-2009

Após alguns anos como sideman, o baterista Jorge Moniz achou chegada a altura de formar o seu próprio quarteto com alguns músicos portugueses com quem mais se identifica, Júlio Resende no piano, Mário Delgado na guitarra e João Custódio no contrabaixo. Este quarteto apresentará as suas composições escritas nos últimos anos, a que se juntarão algumas de Júlio Resende e Mário Delgado. Estas, seguem na sua maioria uma linha de difícil catalogação que cruza as influências do jazz com músicas de cariz tradicional, portuguesa e do Norte de África. Esta “etnicidade” é resultante de ritmos não convencionais na música ocidental e de melodias de sonoridade próxima da musica árabe, enriquecida, por sua vez,  pela electrónica das guitarras e do vigor da secção rítmica. O som da banda importa também traços da música contemporânea ocidental, onde se vislumbram compositores como Bartók ou Stravinski. A conjugação destes vários elementos resulta numa música de forte identidade.