Arquivo de Outubro, 2022

‘O copo de vinho’, de Johannes Vermeer

No trecentésimo nonagésimo aniversário sobre o nascimento de Johannes Vermeer [31 Outubro 1632 – 15 Dezembro 1675], Herr und Dame beim Wein (Das Glas Wein), 1658/60 .


Jean Mouton – 500 anos da morte

No dia em que passam quinhentos anos da morte de Jean Mouton [ca. 1459 – 30 Outubro 1522], compositor e eclesiástico do Renascimento Francês, a emissão de hoje do Musica Aeterna é dedicada a assinalar a efeméride.


Ensemble Diabolus in Musica | Ensemble Clément-Janequin
Album: “1515 – Œuvres sacrées de Jean Mouton, maître de chapelle de François Ier” (ADF-Bayard Musique, 2015)

O Maria, Virgo Pia

400 anos da morte de Sebastián De Vivanco

Natural de Ávila, tal como o contemporâneo Tomás Luis de Victoria [1548-1611], o eclesiástico e compositor tardo-renascentista Sebastián De Vivanco [c. 1551-1622] exerceu os cargos de Mestre de Capela na Catedral de Salamanca e de professor na Universidade da mesma cidade durante as últimas duas décadas de vida, até à sua morte em 26 de Outubro de 1622.
No âmbito das comemorações do IV Centenário da morte do compositor, teve lugar na passada semana  em ambas as instituições o congresso internacional de musicologia «Sebastián de Vivanco y la música de su tiempo».


Álbum Vivanco: Sancti et Justi (Motecta, 1610) – ℗ Cantus Records, 2016
Dulcissima Maria, a 4 · Capilla Flamenca · Dirk Snellings

‘Musiche Veneziane’, de Baldassare Galuppi

De Baldassare Galuppi [1706-1785], compositor veneziano nascido neste dia 18 de Outubro, o elegante Concerto a quattro, No. 3 em Ré maior, o terceiro de 7 concertos que escreveu para 4 para dois violinos, viola e cravo.


Album: Musiche Veneziane: Galuppi Concerti e Sinfonie, 1984

Jörg Ewald Dähler, cravo · English Chamber Orchestra · Paul Angerer, direcção

‘Moon Child’, de Pharoah Sanders

Do saxofonista Pharoah Sanders [1940-2022] que nos deixou a 24 de Setembro último, o tema ‘Moon Child’, a única composição de sua autoria que integra o álbum homónimo, gravado neste dia 12 de Outubro em 1989 e lançado pela editora holandesa Timeless Records.


Jazz com passado e futuro

O disco de estreia do pianista João Pedro Coelho é uma maravilhosa surpresa.
Nuno Catarino, Ípsilon de 7 de Outubro de 2022
Crónicas – João Pedro Coelho (2022)



Um dos momentos mais brilhantes no jazz português recente foi a edição do disco de estreia do quarteto de Ricardo Toscano. Nessa gravação, editada pela imparável Clean Feed, ouvíamos não apenas o fervilhante líder saxofonista, em notável forma, mas também os seus acompanhantes, três jovens músicos que se exibiam a um nível muito alto. Um dos membros desse aplaudido quarteto é o pianista João Pedro Coelho. Nascido em 1993, é licenciado em jazz pela Universidade Lusíada e pelo Conservatório de Amesterdão e tem acompanhado músicos e projectos como Elas e o Jazz, Nelson Cascais, André Fernandes, Afonso Pais, João Espadinha e Marta Garrett (no duo Canções da Ilha Deserta) e integra o Trio de Jazz de Loulé.
Coelho apresenta neste seu registo de estreia como líder um conjunto de 11 composições originais, interpretadas em trio. O pianista surpreende ao não se fazer acompanhar por talentos emergentes da sua geração.
Escolheu trabalhar com dois músicos veteranos da cena nacional: o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista André Sousa Machado. Começou por escreveu as composições num processo solitário ao piano e o trio desenvolveu e transformou a música num processo colectivo, durante uma residência artística em Valença, tendo depois seguido para estúdio gravar em Novembro de 2021).
Sendo que o quarteto de Toscano evoluiu sobre a herança coltraneana (e eram lendárias as sessões do grupo a interpretar A Love Supreme), o pianista cresceu com a necessidade de criar estruturas sólidas e fortes, do mesmo modo que McCoy Tyner fazia um som cheio para Coltrane. Mas, neste disco, João Pedro Coelho mostra não se acomodar como simples herdeiro/sucedâneo do “real McCoy”, vai às suas origens e revela os (muitos) mundos que o rodeiam e inspiram. Desde logo, será impossível que qualquer pianista ligado ao jazz em Portugal não carregue a herança de três mestres: Bernardo Sassetti, Mário Laginha e João Paulo Esteves da Silva.
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