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‘Concerto comique’ de Michel Corrette

De Michel Corrette [10 Abr 1707 – 21 Jan 1795], o último dos seus populares Concertos Comiques:

Concerto comique No.25 in G minor “Les sauvages et La Furstemberg”, c.1773
1. Les Sauvages – Allegro
2. Quand on scait aimer et plaire – Andante
3. La Furstemberg – Allegro
Musica Antiqua Köln | Reinhard Goebel | Henk Bouman (harpsichord)

Gaspar Sanz – “Instrucción de Música sobre la Guitarra Española”

Instrucción de música sobre la guitarra española

Instruccion de musica sobre la guitarra española y metodo de sus primeros rudimentos, hasta tañerla con destreza : con dos laberintos ingeniosos, variedad de sones y Dances de Rasguedo y Punteado al estilo de Español, Italiano, Francés y Inglés ; con vn breve Tratado para acompañar con perfección sobre la parte muy esencial para la Guitarra, Arpa y Organo resumido en doze reglas y exemplos los mas principales de Contrapunto y Composición …

Poco se sabe de la vida de Gaspar Sanz (Calanda, 1640-Madrid, 1710?). En 1669 se presentó a las oposiciones para la cátedra de música de la Universidad de Salamanca, que no superó. Con posterioridad viajó a Italia, donde, como él mismo cuenta en su libro, se formó como músico en Nápoles y Roma. Publicó en Zaragoza, en 1674, su Instrucción de música sobre la guitarra española, dedicada al hijo de Felipe IV, don Juan de Austria, entonces vicario general del Reino de Aragón. En las ediciones de 1697, la dedicatoria será ya a Carlos II. Lo que hoy conocemos como guitarra barroca tuvo su vigencia entre el siglo XVI y finales del XVIII, y siempre fue llamada «española» en la abundante producción europea. Sanz se muestra conocedor de las publicaciones europeas para guitarra, en particular las italianas, pero incide especialmente en las danzas españolas, pues «a los que empiezan es menester darles los documentos en los mismos sones, y canciones que de ordinario oyen». La Instrucción de Sanz es única por varias razones: es fuente indispensable para conocer la música popular española de la época; es el método de guitarra barroca más completo; contiene el primer manual conocido en la música española de acompañamiento instrumental. Dadas las limitaciones de la imprenta española, fue el propio Sanz quien grabó buena parte de las planchas de música. La influencia de Sanz llega hasta la aparición de la actual guitarra, y, en el siglo XX, la música de su libro ha sido utilizada por compositores como Manuel de Falla (El retablo de maese Pedro) y Joaquín Rodrigo (Fantasía para un gentilhombre).

Via Biblioteca Nacional de España

‘Cego tocando Sanfona’, de Georges de La Tour

O género de pintura moralizante, popularizado por Caravaggio [1571-1610], teve reflexo na obra de Georges de La Tour [1593-1652], nascido neste dia há 425 anos. A expressão dessa influência manifesta-se em obras como o ‘O Tocador de Realejo’ e ‘Cego tocando Sanfona’, ambos realizados durante a década de 1620.
Este último, pertence à colecção do Museu do Prado, que dedicou, em 2016, uma grande mostra antológica ao pintor francês.

Tomaso Albinoni, ‘musico violino dilettante veneto’

De Tomaso Albinoni [8 Junho 1671 – 17 Janeiro 1751], compositor italiano contemporâneo de Arcangelo Corelli e Antonio Vivaldi (what a wonderful world),  o Concerto para oboé em ré maior, Opus 9, n.º 2.
Han de Vries, Ensemble Alma Musica Amsterdam e direcção de Bob van Asperen.

As Suites de Johann Bernhard Bach

Johann Bernhard Bach [1676-1749], membro relativamente desconhecido da família Bach, era primo mais velho de Johann Sebastian.
Para um melhor conhecimento do seu legado musical, instrumental na sua totalidade, temos a interpretação, pelo Ensemble L’Achéron dirigido por François Joubert-Caillet, das quatro Ouvertures (Orchestral Suites), numa edição da outhere music. Em audição no Spotify.

‘Frescos no Palácio Médici-Riccardi’, de Luca Giordano

 

Luca Giordano, nascido em Nápoles a 18 de Outubro de 1634, iniciou a sua aprendizagem com José de Ribera (Lo Spagnoletto), vindo a desenvolver um estilo semelhante ao de Rubens [1577-1640] ou Van Dyck [1599-1641], e sobretudo ao dos pintores venezianos como Ticiano ou Veronese, os quais havia descoberto no início da década de 60 numa viagem ao norte de Itália.
Giordano trabalhou intensamente entre 1683 e 1685 nos tectos da galeria do Palazzo Médici-Riccardi, em Florença.

Galleria Luca Giordano – Palazzo Médici-Riccardi, Firenze

Carlos II chamou-o para a corte espanhola em 1692 e, durante a década seguinte, realizou os frescos da igreja de San Lorenzo no Escorial e os episódios bíblicos no Palácio Buen Retiro, perto de Madrid.
Luca Giordano morreu na sua terra natal a 12 de Janeiro de 1705.

‘Estava a Mãe Dolorosa’, de Pergolesi

Em mais um aniversário do compositor barroco Giovanni Battista Pergolesi, que nasceu neste dia 4 de Janeiro em 1710 e faleceu com apenas 26 anos em 17 de Março de 1736, partilho a tocante abertura “Duo Stabat Mater dolorosa”, aqui interpretada pelo contratenor Tim Mead e pela soprano Lucy Crowe, dirigidos por David Bates durante a gravação que o Ensemble La Nuova Musica realizou em 2017 para a Harmonia Mundi.

 

Charles Le Brun, o pintor da Corte

Charles Le Brun pode ser descrito como a figura que melhor simboliza a política artística de Luís XIV.
Nascido em Paris a 24 de Fevereiro de 1619, com apenas 11 anos de idade tornou-se protégé do Chanceler Séguier [1588 – 1672], que o ajudou a entrar para o estúdio de Simon Vouet [1590-1649] e posteriormente financiou a sua viagem a Roma, onde teve oportunidade de conhecer Nicolas Poussin [1594-1665].

Charles Le Brun - Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660
Charles Le Brun – Chancellor Séguier at the Entry of Louis XIV into Paris in 1660 | 1655-61 – Musée du Louvre (origem da imagem)

O Chanceler, magnificamente vestido e sentado num cavalo branco, sumptuosamente ornamentado, está rodeado por pagens que conduzem o animal num passo adequado e fazem sombra ao mestre com guarda-sóis, símbolo da dignidade do posto de Séguier.

Le Brun foi uma figura artística de grande relevo durante a segunda metade do século XVII. Pintor da Corte desde 1639, supervisionou grande parte dos projectos reais e foi director da Académie royale de peinture et de sculpture desde 1663.
Morreu na sua cidade natal, a 12 de Fevereiro de 1690.

Quando o Violoncelo conquista a Europa

Concerto na Sala Luís de Freitas Branco do CCB | 1 Dez 2013 às 11h00
Ensemble Bonne Corde
Diana Vinagre direcção artística e violoncelo barroco
Rebecca Rosen violoncelo barroco
Pablo Zapico tiorba e guitarra barroca
Miguel Jalôto cravo
Este programa pretende mostrar como o violoncelo foi abordado, primeiramente em Itália e depois, à luz das diferentes escolas de composição, nos vários países europeus. É emoldurado por duas das sonatas de Vivaldi, o único destes compositores a fazer a carreira em Itália. Os outros compositores italianos, Platti e Caldara, fazem a maior parte das suas carreiras na Alemanha e na Áustria, respectivamente. No início da segunda parte, temos uma Sonata de Barrière, primeiro violoncelista francês a render-se ao estilo italiano, em cujos quatro livros de sonatas há uma fusão muito arrojada entre as escolas francesa e italiana. As Sonatas para violoncelo, assim como a restante obra do holandês Willem De Fesch, estão claramente marcadas pela influência do estilo italiano.

Ensemble Bonne Corde

Programa
Antonio Vivaldi – Sonata em Si bemol maior, RV 46
Giovanni Benedetto Platti – Sonata IV em Dó menor
Antonio Caldara – Sonata IV em Ré menor
Jean Barrière – Sonata IV em Sol maior (Livro II)
Willem De Fesch – Sonata n.º 3 em Ré menor, op.8
Antonio Vivaldi – Sonata em Lá menor, RV 44

Viagens e mestiçagens em torno da viola da gamba

A Accademia del Piacere, criada em 2002 em Sevilha pelos irmãos Fahmi Alqhai e Rami Alqhai, tem vindo a marcar pontos no panorama internacional da música barroca, com destaque para os repertórios italiano, francês e espanhol. O grupo distingue-se também pelas suas incursões noutros campos como é o caso do projecto Las idas y las vueltas, em colaboração com o cantor de flamenco Arcángel, apresentado a 12 Maio 2013 na Gulbenkian no ciclo Músicas do Mundo. Procurando raízes comuns, mas também a liberdade da experimentação, este diálogo entre o flamenco e a música do barroco ibero-americano levou o público do Grande Auditório ao rubro.
Por Cristina Fernandes, Público de 14 Maio 2013.