Sequeira Costa [1929-2019]
Recordar Sequeira Costa, talento maior na interpretação ao piano e fundador do Concurso Internacional Vianna da Motta [1868-1948], de quem foi aluno.
Recordar Sequeira Costa, talento maior na interpretação ao piano e fundador do Concurso Internacional Vianna da Motta [1868-1948], de quem foi aluno.
CONCERTO de ANO NOVO
22 DE JANEIRO de 2019, 21H30 | Igreja São Vicente de Fora
FREI FERNANDO DE ALMEIDA (c.1620-1660)
Missa brevis, Benedictus Dominus Deus Israel, Lamentações de Quinta-Feira Santa
CAPELLA PATRIARCHAL | JOÃO VAZ, órgão e direcção
Frei Fernando de Almeida (c.1620-1660) é um dos últimos representantes da tradição de polifonistas portugueses que antecedeu o período de italianização da música sacra operado durante as primeiras décadas do século XVIII. As Lamentações de Quinta-Feira Santa, que a Capella Patriarchal apresenta agora em primeira audição moderna, provêm de manuscritos conservados na Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa, elaborados por ordem de D. João V, facto que prova o prestígio do compositor mesmo meio século após a sua morte. O estilo de Frei Fernando de Almeida, mantendo embora a estrutura polifónica presente em obras de compositores anteriores, é impregnado dos madrigalismos típicos da música italiana daquele período. Os textos das suas obras são, assim, particularmente enriquecidos pelos recursos musicais que sublinham determinadas palavras. A Missa ferial e o Benedictus Dominus Deus Israel do mesmo autor (também incluídos no programa) foram anteriormente apresentados em primeira audição moderna pela Capella Patriarchal também no âmbito dos concertos de Ano Novo do Patriarcado de Lisboa (repectivamente em 2010 e em 2017). Via Althum.
Criado pelo Infante D. Pedro, irmão do Rei D. José, a partir da casa grande da velha quinta de Queluz, o Palácio de Queluz foi palco de intensas alegrias e tristezas para três gerações de reis da dinastia de Bragança: D. Maria I e D. Pedro III, D. João VI e D. Carlota Joaquina e D. Pedro IV e D. Miguel. Projectado como destino lúdico, de veraneio, o Palácio de Queluz apresenta-se, ainda hoje, como o mais luminoso e leve dos paços reais portugueses. Seduzido pelo encanto do palácio e dos seus jardins adornados com excelente estatuária, o general Junot, ainda enquanto embaixador em Lisboa, planeava alojar ali Napoleão. São muitas as histórias que as paredes do Palácio de Queluz nos conta. Histórias como a da morte de D. Pedro, ex-Rei de Portugal e ex-Imperador do Brasil, que ali se extingue, precocemente, a poucos dias de completar 36 anos. Uma visita guiada pela directora do palácio, a historiadora Maria Inês Ferro e por Anísio Franco, conservador no Museu Nacional de Arte Antiga.
Na passagem de mais um aniversário do prolífico compositor austríaco, que nasceu neste dia em 1797 e morreu em 1828, com apenas 32 anos de idade.
Foi precisamente no último ano de vida que Franz Schubert compôs as três sonatas para piano – D 958, 959 e 960, esta última interpretada por Andreas Staier no pianoforte.
Demis Roussos [1946-2015] ascendeu ao Olimpo há três anos.
Em 2018 assinala-se o 50º aniversário do lançamento de ‘End of The World’, álbum de estreia de Aphrodite’s Child, banda de rock progressivo que integrava nomes como Demis Roussos e Vangelis, com uma presença singular no movimento Rock Progressivo em finais de 60 do século passado.
Mais do que recordar o cantor romântico, pretendo hoje destacar a colaboração entre os músicos em dois temas:
Do álbum ‘End of The World’ – 1968, o single ‘Rain in Tears’, numa recriação do Canon de Pachelbel.
Da banda sonora que Vangelis compôs para ‘Blade Runner’ – 1982, o tema ‘Tales Of The Future’
A Exposição “Raul de Caldevilla – Cartazes de Sonho” apresenta uma colecção de posters publicitários e de cinema do realizador, argumentista, publicitário, produtor e distribuidor, que nasceu no Porto em 1877 e morreu em 1951. Organizada pela Academia Portuguesa de Cinema, poderá ser visitada entre 23 de Janeiro e 12 de Fevereiro na Sociedade Nacional de Belas Artes.
Paralelamente, a Cinemateca Portuguesa dedica um pequeno ciclo a Raul Caldevilla, uma das figuras mais importantes e originais dos primórdios do cinema português.
Decorre até final de Janeiro na Cinemateca um ciclo «sobre o cinema do medo, do grande quase abstrato medo que faz o espectador sentir-se sozinho, mesmo se a sala de cinema estiver cheia de gente», com uma selecção que atravessa todo o século XX.
De D.W. Griffith [22 Janeiro 1875 – 23 Julho 1948], pai fundador da sétima arte, que nos deixou The Birth of a Nation e Intolerance, respectivamente de 1915 e 1916, estão agendadas projecções nos dias 30 e 31 de An Unseen Enemy de 1912, o filme de estreia das irmãs Lillian Gish [1893-1993] e Dorothy Gish [1898-1968].
Em dia de homenagem a Gustav Leonhardt (30 de Maio de 1928 – 16 de Janeiro de 2012), As Variações Goldenberg explicadas “direitinho” pelo Fernando Miguel Jalôto.
