Dia Mundial do Ambiente

O Dia Mundial do Ambiente comemora-se este ano de forma especial, com a estreia mundial do documentário Home – O Mundo é a Nossa Casa, do fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand.

Para melhorar o mundo em que vivemos, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente fornece algumas pistas que, individualmente, podem não parecer significativas mas, à escala global, terão enorme importância.

Como se ainda fossem necessários mais alertas para os desastres ambientais, esta reportagem do Guardian ilustra bem a necessidade de alimentar a consciência colectiva para as nossas responsabilidades sobre a miséria dos países pobres, literalmente mergulhados no nosso lixo.

Milhares de computadores inutilizados, provenientes da Europa e dos EUA, chegam diariamente aos portos da África Ocidental, gerando gigantescas lixeiras tóxicas. Foto: Guardian

Le Cool Magazine

As capas das newsletter do Le Cool Magazine são verdadeiros Postais de Lisboa. Esta página foi criada para os coleccionar. 🙂
Sempre que possível, as imagens têm ligação para as páginas dos(as) autores(as), como tributo e forma de divulgação dos seus trabalhos.

“são as vizinhas, as comadres cuscas…” - Vanessa Teodoro

Lisboa colorida

Jacarandá - Cruzamento Barata Salgueiro - Mouzinho da Silveira

 

Carminho – Bia da Mouraria

O vozeirão é desta gaiata… o vídeo é de autoria de João Botelho e, já agora, recomendo esta entrevista do António Pires, um grande divulgador da guitara portuguesa e um apaixonado pela música do mundo.

Miraculum Vitae

As crianças são milagres. Por isso, todos os dias devemos tratar das nossas vidas, sem nunca nos esquecemos que as amamos e na esperança de que não nos possam ser tirados a qualquer momento. Vivemos sabendo isso e por isso mesmo continuamos.

O legado de Joseph Haydn, 200 anos após a sua morte

Para assinalar a efeméride do bicentenário da morte de Joseph Haydn, dois vídeos com o segundo movimento do Concerto para Violoncelo apresentado em 1981,  tendo como solista Mstislav Rostropovich. A Orquestra Sinfónica de Boston, foi dirigida por Seiji Ozawa.

Leituras recomendadas de hoje:
Iniciação à Música : Haydn 2009 , uma efeméride
Redescobrindo o compositor Joseph Haydn 200 anos depois

O céu sobre Lisboa

Saturno, perto do cruzamento com Júpiter - 31 de Maio, 03:00h

 

Transcendência Improvável

Da árvore solitária imana o sentimento de melancolia do poeta. 

Piet Mondrian – Avond (Evening); Red Tree, 1908.
Haags Gemeentemuseum, The Hague

O Homem que Contempla 

Vejo que as tempestades vêm aí
pelas árvores que, à medida que os dias se tomam mornos,
batem nas minhas janelas assustadas
e ouço as distâncias dizerem coisas
que não sei suportar sem um amigo,
que não posso amar sem uma irmã.
 

E a tempestade rodopia, e transforma tudo,
atravessa a floresta e o tempo
e tudo parece sem idade:
a paisagem, como um verso do saltério,
é pujança, ardor, eternidade.

Que pequeno é aquilo contra que lutamos,
como é imenso, o que contra nós luta;
se nos deixássemos, como fazem as coisas,
assaltar assim pela grande tempestade, —
chegaríamos longe e seríamos anónimos.

Triunfamos sobre o que é Pequeno
e o próprio êxito torna-nos pequenos.
Nem o Eterno nem o Extraordinário
serão derrotados por nós.
Este é o anjo que aparecia
aos lutadores do Antigo Testamento:
quando os nervos dos seus adversários
na luta ficavam tensos e como metal,
sentia-os ele debaixo dos seus dedos
como cordas tocando profundas melodias.

Aquele que venceu este anjo
que tantas vezes renunciou à luta.
esse caminha erecto, justificado,
e sai grande daquela dura mão
que, como se o esculpisse, se estreitou à sua volta.
Os triunfos já não o tentam.
O seu crescimento é: ser o profundamente vencido
por algo cada vez maior.

 

Rainer Maria Rilke, in Das Buch der Bilder O Livro das Imagens, 1902
Tradução de Maria João Costa Pereira

MUDE de leituras

Feita para não passar despercebida, a revista/catálogo do novo Museu do Design e da Moda é visualmente atraente (a começar pela capa), mas é no interior que  nos rendemos ao conceito, um excelente tónico para contrariar o cinzentismo destes dias. Vale a pena dar uma espreitadela em algumas páginas, aqui

“apontamentos” sobre o Terreiro do Paço

Se, como foi dito na apresentação do projecto para a requalificação do Terreiro do Paço, apresentado ontem à noite na casa dos arquitectos, não é um projecto, é um estudo prévio a caminho de um ante-projecto e se, como o autor – o arquitecto Bruno Soares – confessou, está em estudo um novo pavimento, mais poroso, pois as críticas aos losangos são mais que muitas, porque vão hoje António Costa e Manuel Salgado propôr, em reunião pública do executivo municipal, o parecer favorável por parte da autarquia sobre o estudo prévio? Será porque as obras já arrancaram? 

A solução dos degraus a partir da plataforma central, que “morrem”,  mais a rampa(!!!) no lado do Torreão, foram mal explicadas e têm o propósito óbvio de resolver um problema resultante da sua elevação, enquanto solução preconizada para o escoamento das águas a partir da estátua de D. José. 

O prolongamento do “eixo monumental” Arco-da-Rua Augusta-Estátua-Cais das Colunas , em lugar de potenciar a espacialidade da Praça, limita-a. É isto que significa restabelecer a relação entre  a história, a simbólica do lugar e os usos contemporâneos? 

Para “definitivo”, o que foi mostrado tem demasiadas imperfeições!