Édipo e a Esfinge

Jean-Auguste Ingres e Francis Bacon lado a lado no Museu Berardo

Em 1983, Francis Bacon (1909-1992) inspirou-se numa composição do famoso pintor francês Jean Auguste-Dominique Ingres (1780-1867) sobre o tema mitológico do diálogo entre Édipo e a Esfinge. O empréstimo excepcional do Musée du Louvre tornará possível a confrontação entre a obra de Ingres, Oedipus and the Sphynx (iniciada em 1808 mas alterada para ser exposta no Salon em 1827) e a obra de Francis Bacon – Oedipus and the Sphinx (after Ingres) – 1983, que pertence à Colecção Berardo.

Jean Auguste-Dominique Ingres - Oedipus and the Sphynx, 1808-25
Jean Auguste-Dominique Ingres – Oedipus and the Sphynx, 1808-25 – Oil on canvas, 189 x 144 cm
Musée du Louvre, Paris

Em Oedipus Tyrannus de Sófocles,  Édipo foi ter com a Esfinge que bloqueava a estrada para Tebas e desafiava qualquer viajante a responder a um enigma ou a morrer. Édipo conseguiu resolver o enigma…

Francis Bacon - Oedipus and the Sphinx (after Ingres), 1983

Francis Bacon - Oedipus and the Sphinx (after Ingres), 1983

Scenes from the Story of the Argonauts

Biagio d’Antonio – Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 – Tempera on panel

Master of the Argonauts

These two panels with lively depictions of scenes from the stories of Jason and the Argonauts were designed either as the fronts of cassoni or as spalliere, hung at above shoulder height. As with other complex narrative constructions of the period, such as some of Ghiberti’s compositions for the bronze doors of the Baptistery of Florence, the stories proceed across the picture plane and in depth, and the illusionistic manipulation of space through perspective is central to their effect.
Most of the tale is told according to the epic poem Argonautica written in Greek by Apollonius of Rhodes and studied in the Medici circle. Vernacular versions supplied some of the details, and in this sense the panels resemble those painted in celebration of the Tornabuoni-Albizzi marriage some years later, to which Biagio d’Antonio also contributed.

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465

Panel 1: Charge of King Pelias to Jason, his nephew, to retrieve the Golden Fleece from a cave in Colchis on the Black Sea (in each scene, Jason is in golden armor, pink cloak, and winged helmet). Jason seeks adventurers to follow him. Jason and Orpheus, with his viol, consult the centaur Chiron atop Mount Pelion. Jason’s ship, the Argo, sails along the Mysian coast. Hylas, Hercules’ squire, is pulled into a pool by nymphs and never seen again. The Calydonian boar hunt at the far right is not in Apollonius’ account.

The Tale of the Argonauts (left to right):

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 (left)

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 (center)

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 (right))

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Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465

Panel 2: Jason arrives at Colchis greeted by King Aeëtes with his daughters Medea and Chalciope. Jason begins to carry out his appointed tasks under the protection of the sorceress Medea. He is able to grab the Golden Fleece from the labyrinth and flees with Medea. Aeëtes sends Medea’s brother in pursuit; he may be the young man riding in haste across the castle’s moat.

In this panel and its companion, the story of Jason and the Argonauts unfolds in a continuous narrative.

Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465 (left)

Here, at the left, Jason is charged by King Pelias to retrieve the Golden Fleece. Jason is then shown mounting his horse, and consulting the centaur Chiron on Mount Pelion, along with Hercules and Orpheus.

Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465 (center)

In the distance is Jason’s ship, the Argo. This unidentified master was an assistant in Biagio di Antonio’s workshop.

Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465 (right)

Source: The Metropolitan Museum of Art, New York

Argonautas

Na primeira imagem, Peleu, pai de Aquiles, ordena a construção de Argo, destinada à demanda da lã de ouro do carneiro alado, ao sul das montanhas do Cáucaso. Na segunda imagem, vemos a construção da embarcação, com a ajuda da deusa Atena. Nas imagens seguintes, vemos o início da expedição de Argo.

Hoje, a música dos argonautas leva-nos para o Hemisfério Norte Celestial, a Andrómeda – não a filha de Cassiopeia -, mas à região das nebulosas, que é longe que se farta. 🙂
A viagem tem uma duração aproximada duas horas terrenas e o mano tem honras de abertura, com o tema Space Orgone.
Na Antena 2, a partir das 22h00 – Jorge Carnaxide.

Alinhamento dos Planetas: Planetário III
Jos D´Almeida – “Space Orgone” – Software – “Julia´s Dream” – Tiamat – “Planets” – Kevin Keller – “Orbit” – Lightwave – “Tycho On the Moon” – Tomita – “The Orb of Beauty” – Cliff Martinez – “Wormhole” – Software – “Dea Alba” – Megt Bowles – “Slow Weave” – Patrick O´Hearn – “Beneath the Celestial Sphere” – Brian Eno – “Always Returning II” – Tó Neto – “Zuzu”

Sylvius Leopold Weiss

A personalidade e a harmonia de Sylvius Leopold Weiss (1687-1750), o mais eminente e prolífico alaudista da História da Música Ocidental, assinaladas também através de repertório dos contemporâneos Domenico Scarlatti, Arcangelo Corelli, Pierre-Gabriel Buffardin e Johann Sebastian Bach que com ele privaram. Para ouvir no Musica Aeterna de hoje.

Sagrada família, Barcelona

Encontrei no Youtube a Partita in D minor, com Hopkinson Smith no alaúde.
Primeiros três movimentosFantasia, Allemande and Courante
Quarto e quinto movimentosGavotte and Sarabande
Sexto e sétimo movimentosMenuet and Giga

Kraftwerk, o passado e o futuro

A 17 de Novembro chega “The Catalogue”, caixa de oito discos que reúne todos os álbuns editados entre 1974 e 2003. Em 2010 o novo álbum

Kraftwerk – Minimum-Maximum, 2004

Como todos sabemos, os Kraftwerk, pioneiros da pop electrónica, nome destacado do “kraut-rock“, são banda de gente cerebral e arrumadinha. Todas as suas acções são arquitectadas com a precisão geométrica de uma auto-estrada germânica e com a sagacidade do Lance Armstrong dos bons velhos tempos – e eis-nos assim a referir de forma enviesada “Autobahn” e “Tour de France“, dois dos temas mais emblemáticos da banda alemã. Tudo isto para falar dos seus próximos passos. Primeiro, a 17 de Novembro, chega “The Catalogue”, caixa de oito discos que reúne todos os álbuns editados entre 1974 e 2003, celebrando o 35º aniversário da supracitada “Autobahn”. Depois da reavaliação histórica, o futuro. Ralf Hutter, um dos fundadores, anunciou à Billboard que os Kraftwerk começaram a trabalhar num novo álbum de originais, a editar em 2010. Será o primeiro após a saída de Florian Schneider, outro dos fundadores, e, para já, Hutter não tem muito a adiantar: “Ainda está numa fase embrionária.” Com os Kraftwerk não há espaço para especulações. Tudo muito certinho e arrumadinho. Como é que era mesmo? Isso: “Man machine.”. Via.

Fragmentos…

Outra vez te revejo – Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver…

Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir…

Álvaro de Campos

Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII – África

Mosqueteiro - detalhe

A expansão da fé cristã, num espírito que prolonga o das Cruzadas, levou à conquista de Ceuta, 1415. Iniciou-se a partir desta data a marcação de pontos estratégicos de controlo dos acessos ao mar Mediterrâneo, centro do comércio europeu então dominado pela presença árabe.
A par da navegação no oceano Atlântico, das viagens pela costa ocidental africana até ao Cabo Bojador, 1434, limite sul das terras então conhecidas, do estabelecimento de uma feitoria em S. Jorge da Mina, 1482, passou-se o Cabo das Tormentas, depois designado da Boa Esperança, 1487, assim se marcando a entrada no oceano Índico.
Conheceram-se os escultores/artesãos da Serra Leoa que talhavam marfim com grande requinte e talento, qualidades reconhecidas pelos navegadores portugueses que lhes encomendaram objectos para uso na Europa como saleiros, colheres, trompas, produtos exóticos no material e na expressão artística que, com frequência, copiavam gravuras que circulavam nos livros de culto cristão. Mais a sul, no Benim, ter-se-ão feito, após a invasão da Serra Leoa em 1550, encomendas semelhantes.
Chegados à foz do rio Congo em 1485, aí se funda a primeira igreja, 1491, havendo uma produção de esculturas em metal com expressão africana mas representando imagens de culto cristão, apropriação singular do imaginário e da mentalidade europeia. Via.

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Mosqueteiro - Reino do Benim, povo Edo - século XVI

O Reino do Benim entrou pela primeira vez em contacto com os europeus entre 1472 e 1486 e os seus governantes depressa se aperceberam da utilidade da sua chegada para a consecução dos seus interesses políticos. O equipamento militar dos portugueses, em particular, mereceu o maior interesse, uma vez que as armas de fogo eram desconhecidas. De facto, com o auxílio dos seus mosquetes e canhões, foram conseguidos importantes triunfos. Os soldados armados em breve se tornaram tema da arte do Benim. Em circunstâncias religiosas e rituais específicas, essas imagens criavam uma ligação simbólica a Olokun, deus do mar, e é possível que este tipo de figura exibindo as suas armas, funcionasse como defesa extremamente eficaz contra adversários, tanto visíveis como invisíveis. Estilisticamente, esta representação é única, pois contém um elemento de dinamismo e movimento que revela e torna claro o perigo e o poder aparentemente sobrenatural das armas de fogo.

A Herança de Atena – Rembrandt

O último e mais belo nu de Rembrandt (1606-1669) como despudorado pretexto 🙂 para divulgar a página sobre o pintor holandês, elaborada a partir do texto gentilmente cedido por João Chambers, que co-produziu o programa Herança de Atena de 18 de Janeiro de 2009 com Ana Mântua, destinado a assinalar a passagem dos 340 anos da morte do Mestre!

Rembrandt Harmenszoon van Rijn - Bathsheba at Her Bath, 1654

In This Light And On This Evening

Para ver e ouvir em Lisboa a 10 de Dezembro, no Campo Pequeno!

Dia Mundial da Alimentação

Paul Cezanne - Still Life with Green Melon, 1902-06

Edouard Manet - Le Dejeuner sur L'Herbe, 1863

Pablo Picasso - Still-life with Fruit-dish on a Table, 1914-15

Pierre-Auguste Renoir - Le dejeuner, c. 1879