Fragmentos…

Outra vez te revejo – Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver…

Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir…

Álvaro de Campos

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    • Sofia D’Aire
    • 23 de Outubro, 2009

    Hoje te revi, iluminado
    percorri lado a lado
    tua margem até desaguar
    cada minuto cada tela
    até a lua só ela lá ficar
    e assim fui a deslizar
    Sofia D’Aire

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