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Mingus Plays Piano

Pessoal e transmissível, o álbum Mingus Plays Piano, gravado a 30 de Julho de 1963, é para ouvir com o mesmo cuidado que se empresta a tudo o que é inevitável nesta vida…

Charles Mingus [22 Abril 1922 – 5 Janeiro 1979], que passou no Cascais Jazz em 1975, afirma no início do tema Memories Of You: “I don’t think I should improvise man. It’s not like sittin’ at home, I can tell you that. It’s not like playing at home by yourself.”

‘Remembering Tomasz Stanko’

Homenagem ao virtuoso trompetista e compositor Tomasz Stańko [11 Julho 1942 – 29 Julho 2018]. Pelo modo como deixava o trompete respirar, era por vezes apelidado de Miles Davis polaco.
A primeira gravação para a ECM ocorreu em 1976 com Balladyna e teve a participação de Dave Holland. Em 1981, colaborou no álbum de Gary Peacock Voice from the Past – Paradigm com Jan Garbarek e Jack DeJohnette. Ainda durante a década de 80 integrou a Cecil Taylor’s big band.
Com o seu Quarteto, gravou Suspended Night em 2004 e Lontano em 2006, ambos aclamados nos EUA e na Europa. O último trabalho de Tomasz Stańko que Manfred Eicher produziu para a ECM foi December Avenue de 2017.

Johann Sebastian Bach por Ton Koopman

De Johann Sebastian Bach [31 Março 1685 – 28 Julho 1750],
o Prelúdio e fuga em lá menor, BWV 543. Solista no órgão, Ton Koopman.

‘Dutch Baroque School’ plays Bach

Violoncelista principal da Royal Concertgebouw Orchestra Amsterdam entre 1962 e 1968, Anner Bylsma [1934-2019] foi o grande pioneiro da interpretação historicamente informada com o violoncelo.
A parceria com Frans Brüggen [1934-2014] e Gustav Leonhardt [1928-2012] contribuiu para a divulgação do repertório barroco.
A sua gravação das Suites para violoncelo solo de Bach foi a primeira com instrumento de época.
Para um conhecimento mais pormenorizado do trabalho de Anner Bylsma, fica esta ligação (via Cristina Fernandes).

Johann Sebastian Bach – The Complete Sonatas For Flute and Continuo
Frans Bruggen, baroque flute | Gustav Leonhardt, harpsichord | Anner Bylsma, barockvioloncello


‘Sturm und Drang’ na música de Mozart

Das três sinfonias que Wolfgang Amadeus Mozart [1756-1791] compôs no Verão de 1788, a No.40 em Sol menor, K.550, (25 Julho) – uma das duas únicas que escreveu em notas menores -, reflecte a tendência do movimento artístico conhecido como ‘Sturm und Drang’, ou ‘Tempestade e Ímpeto’.
As outras duas, a No.39 em Mi bemol Maior, K.543 (26 Junho) e a No.41 em Dó maior, K.551 (10 Agosto), são mais luminosas.

The London Mozart Players perform Mozart’s Symphony No. 40 in G minor, K550

‘Jazz Images’ by Francis Wolff

O fotógrafo Francis Wolff (1907-1971) deixou Berlim em 1939 e chegou a Nova Iorque para trabalhar com o amigo e co-fundador da Blue Note Alfred Lion [1908-1987]. O livro Jazz Images by Francis Wolff, tem 164 páginas e um cd com notas introdutórias do crítico musical Ashley Kahn e reúne mais de 150 retratos – inéditos na sua maioria – de nomes do jazz como Art Blakey, Clifford Brown, Donald Byrd, Don Cherry, Ornette Coleman, John Coltrane, Miles Davis, Dexter Gordon, Grant Green, Herbie Hancock, Joe Henderson, Freddie Hubbard, Elvin Jones, Thelonious Monk, Lee Morgan, Bud Powell, Sonny Rollins e Wayne Shorter, que surgem agora nas capas de uma nova séries de discos.

Concerto Promenade, de Handel

De George Frideric Handel [1685–1759], compositor e instrumentista alemão naturalizado inglês, a Suite in F major (HWV 348) –  tema de abertura de Water Music, tocada pela primeira vez em 17 Julho 1717 durante um passeio do Rei George I no rio Tamisa.
Interpretada pela Orquestra Le Concert des Nations, dirigida por Jordi Savall.

‘Strathclyde Motets’, de James MacMillan

James MacMillan, compositor e maestro escocês que hoje completa sessenta anos, recebeu em 2008 a distinção de Melhor Compositor Britânico para Música Litúrgica com os Strathclyde Motets, compostos entre 2005 e 2010.
Interpretação do Ensemble The Sixteen, dirigido por Harry Christophers.

Data est mihi omnis potestas, de 2007, contém um texto do Evangelho de S. Mateus próprio para as celebrações do Dia da Ascensão. Começa com um tratamento ricamente texturado das melodias ornamentadas características de MacMillan, sem um drone subjacente, seguido de um “Aleluia” alargado de acordes repetidos e tercinas descendentes em espiral nas sopranos; um verso subjugado contrastante conduz a uma recapitulação do “Aleluia”, agora com as tercinas descendentes nas vozes mais graves e uma resplandecente conclusão em acordes. – Anthony Burton
Radiant Dawn foi construído a partir de frases avulsas e é particularmente eficaz devido à sua natureza simples. Um belo Amen conclui esta bela peça.

‘ Catherine Parr’, de Rick Wakeman

On this day in 1543 King Henry VIII of England marries his sixth and last wife, Catherine Parr.

‘What Know’, de Lee Morgan

What Know, Lee Morgan’s original, marks one of those increasingly prevalent uses of a compelling melodic device – the pick-up phrase that’s longer than what it leads into. Here we have a theme built mainly around phrases that open with a three – or four-note pick-up, lasting generally for two and a half beats, and close with two notes on the first beat of the following measure. It’s an attractive effect, used here most engagingly in the minor mode. Timmons’s chorded passage stands out in a series of brilliant solos. The side closes with a flash of the theme, long enough to afford a solo glimpse of Timmons and Pee-Wee’s disclosure that we have been listening to the Soul Brothers. Via Blue Note.

Art Blakey & The Jazz Messengers – Meet You at the Jazz Corner of the World, 1960
Lee Morgan, trompete | Wayne Shorter, sax tenor
Jymie Merritt, baixo | Bobby Timmons, piano | Art Blakey, bateria