Archive for the ‘ Pintura ’ Category

Juan Gris

Jose Victoriano Gonzalez-Perez better known as Juan Gris (March 23, 1887 – May 11, 1927) was a Spanish painter and sculptor who lived and worked in France most of his life. His works are closely connected to the emergence of an innovative artistic genre-Cubism.
Born in Madrid, Gris studied mechanical drawing at the Escuela de Artes y Manufacturas in Madrid from 1902 to 1904, during which time he contributed drawings to local periodicals. From 1904 to 1905 he studied painting with the academic artist José Maria Carbonero. Via


Juan Gris – The Violin, 1916

Manet, inventeur du Moderne

Por ocasião da monumental exposição que o Museu d’Orsay dedica a «Manet, inventeur du Moderne», de 5 de Abril a 2 de Julho de 2011, Le Figaro Hors-Série publica uma edição especial intitulada «Manet, un certain regard»,  numa profunda abordagem à diversidade da paleta e da inspiração do genial pintor impressionista.

Édouard Manet – Horsewoman, Fullface – ca.1882

O Massacre de Chios, de Delacroix

A luta grega pela libertação do domínio turco excitou a imaginação dos liberais intelectuais neo-helenísticos europeus.
Eugène Delacroix (1798-1863) escolheu o terrível massacre de Chios, segundo se crê ocorrido a 31 de Março de 1822, quando 20.000 habitantes das ilhas gregas foram assassinados, como forma de chamar a atenção.

Eugène Delacroix - Massacre de Chios, 1824

Delacroix estruturou o plano de pintura em três pirâmides humanas de mortos e moribundos gregos, banhados em luz e côr harmoniosas, tendo-lhe posteriormente acrescentado um brilho difuso.

Eugène Delacroix - Massacre de Chios, 1824 (detalhe)

 

‘As Quatro Estações’ de Cy Twombly

Em cada Estação de Cy Twombly [1928-2011] (in Cy Twombly: Cycles and Seasons, 2008), as cores mostram a mudança de luz e temperatura. Começamos pela Primavera, a estação da energia e da esperança renovadas.

Rinaldo`s première – 300 years

Rinaldo (HWV 7) is an opera by George Frideric Handel composed in 1711, and was the first Italian language opera written specifically for the London stage. The libretto was prepared by Giacomo Rossi from a scenario provided by Aaron Hill, and the work was first performed at the Queen’s Theatre in London’s Haymarket on 24 February 1711.
The story of love, battle and redemption set at the time of the First Crusade is loosely based on Torquato Tasso’s epic poem Gerusalemme liberata (“Jerusalem Delivered“) in which he depicts a highly imaginative version of the combats between Christians and Muslims at the end of the First Crusade, during the siege of Jerusalem. (Source – Wikipedia)

Giambattista Tiepolo – Rinaldo and Armida in the Garden, c1752

Se num dia escuro de Fevereiro um viajante…

O vento sopra lá fora.
Faz-me mais sozinho, e agora
Porque não choro, ele chora.

É um som abstracto e fundo.
Vem do fim vago do mundo.
Seu sentido é ser profundo.

Diz-me que nada há em tudo.
Que a virtude não é escudo
E que o melhor é ser mudo.

Fernando Pessoa

Caspar David Friedrich – Monk by the sea, c. 1809

Jean-Léon Gérôme (1824-1904)

EXPOSIÇÃO – MUSEU THYSSEN-BORNEMISZA
15 de Fevereiro a 22 de Maio 2011

Jean-Léon Gérôme (1824-1904) fue uno de los pintores franceses más famosos de su época. A lo largo de su larga carrera provocó numerosas polémicas y recibió acerbas críticas, sobre todo por defender las convenciones de la pintura académica, que languidecía ante los ataques de realistas e impresionistas. Pero en realidad Gérôme no fue tanto un seguidor de esa tradición cuanto un creador de mundos pictóricos totalmente nuevos, basados a menudo en una singular iconografía en la que primaban los temas eruditos. Pintar la historia, pintar historias, pintarlo todo, tal fue su gran pasión. Al público le intrigaba de sus cuadros la constante interacción de valores y géneros, que se fundían en una estética de efecto collage. Su capacidad para crear imágenes, para ofrecer una ilusión de realidad mediante artificios y subterfugios, se pone de manifiesto en unas obras que tienen un acabado perfecto pero no son perfectas.

Slave Market in Rome – 1884

Nada ortodoxo como pintor académico, así pues, Gérôme sabía representar la historia como un espectáculo dramático y convertir al espectador, mediante imágenes muy convincentes, en un testigo presencial de hechos acaecidos en todas las épocas, desde la Antigüedad clásica hasta su propio tiempo. Los cuadros de Gérôme tuvieron una notable difusión gracias a los grabados y a las reproducciones fotográficas que desde 1859 se realizaron por encargo del marchante y editor Adolphe Goupil, quien luego sería además su suegro. Gérôme elige cuidadosamente los temas con la intención de crear imágenes que fácilmente se convierten en iconos visuales de la cultura popular
Esta exposición, la primera monográfica que se le dedica en España, permite conocer los aspectos más destacados de su obra pictórica y escultórica desde sus inicios en los años cuarenta hasta su producción más tardía.

Duel after a Masked Ball – 1857

Garcia Fernandes – O aparecimento de Cristo à Virgem Maria

Virgem da Anunciação (Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra)

Fazendo parte do acervo do Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra, e atribuído a Garcia Fernandes, o tríptico que apresenta como painel central O aparecimento de Cristo à Virgem Maria e se encontra cronografado de 1531, terá sido resultante de uma encomenda feita para a igreja do mosteiro de clarissas de Santa Clara-a-Antiga, em Coimbra, pela abadessa, D. Margarida de Castro que iniciou a direcção do convento em 1529. D. Margarida era filha do Conde de Monsanto, D. Álvaro de Castro, alcaide-mor de Lisboa e camareiro de D. Afonso V. Deste modo, a prioresa, quer pela linhagem, quer pelos contactos com a nobreza, adquiriu uma elevada cultura e sensibilidade artística que a levou a encomendar, aos melhores artistas da época, boas obras de arte para o seu mosteiro. […]

Joaquim Caetano de Oliveira evidencia a importância deste conjunto ao afirmar:

“Este tríptico inaugura, no conjunto de obras conhecidas, a década mais prolífera e importante de Garcia Fernandes. […] O pintor inicia com esta obra um processo de autonomização crescente do seu estilo, progressivamente mais aberto a modelos italianizantes com uma nova noção da importância da figura, pelo seu isolamento, pela idealização dos modelos femininos e pela forma como os panejamentos se vão moldar ao corpo.”

O tríptico representa no painel central o tema da Aparição de Cristo à Virgem Maria, cotejado, nos planos secundários, por episódios centrados no tema da Ressurreição e apresenta, no anverso dos volantes, o Anjo Gabriel (à esquerda) e a Virgem da Anunciação (à direita), esta última ilustrada na figura 3. A Virgem encontra-se sentada directamente sobre o tapete, ou sobre um coxim, numa posição frontal. As feições revelam uma jovem de rosto sereno, ligeiramente inclinado, faces rosadas, fronte bastante pronunciada, olhar fixo no chão e lábios fechados. Os braços, abertos em atitude de orante, apresentam as mãos com as palmas viradas para o observador, dedos finos e levemente afastados, obedecendo a um correcto desenho anatómico e a um domínio perfeito da volumetria o que já se verificava no tratamento do rosto através de uma perfeita utilização dos tons das carnações. Sobre o regaço de Maria o pintor representou um livro. Este consiste num belíssimo exemplar de um códice iluminado, indicando que a jovem Anunciada se encontrava ocupada na leitura e meditação das Sagradas Escrituras, ou de umlivro de orações. […]

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Texto de Luis Alberto Casimiro, docente e investigador, douturado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto no Ramo de Conhecimento em História da Arte.

Divina Proporção: Relações entre a Arte e a Música ao longo do Tempo

CURSOS ARTE 2011
DIVINA PROPORÇÃO: RELAÇÕES ENTRE A ARTE E A MÚSICA AO LONGO DO TEMPO (DA IDADE MÉDIA AO SÉC. XX)
Horário: 25 Jan, 1, 8, 15, 22 Fev, 1 Março, das 18h30 às 20h30 (inclui coffee-break)
Preço: Curso completo: 120€ / por sessão: 20€
Contactos / Inscrições: Rua Acácio Paiva nº27 r/c 1700-004 Lisboa
Tel.: +351 210 993 660, das 14H às 19H
geral@appletonsquare.pt | http://www.appletonsquare.pt | appletonsquare.blogspot.com/ 

Coordenação/ Formação: Ana Mântua
Ana Anjos Mântua foi membro da equipa do Mosteiro dos Jerónimos/ Torre de Belém e do IPPAR desde 1990. Entre 2004 e 2009 integrou a equipa do Museu Nacional do Azulejo. Em 2007 realizou para a Antena 2 o programa Rádio Clássica em parceria com João Chambers, uma série de 13 programas intitulados “Divina Proporção – a contribuição das artes para o percurso da civilização”.

PROGRAMA

Primeira Sessão
A Música enquanto linguagem: cruzamentos entre as diversas formas artísticas:
A Música e a Literatura
A Música e a Arquitectura
A Música e a Pintura
A Música e as diversas artes
As origens da notação musical e os cruzamentos com os manuscritos iluminados medievais
A Ars antiqua na música, comparada com as criações artísticas dos séculos II a XIV, no caminho iniciado para o Renascimento

Segunda Sessão
A Ars nova: o desenvolvimento do novo estilo iniciado, no século XIV, por Philippe de Vitry, florescente com principal incidência em Itália e em França
As tradições medievais nas Belas-Artes e Arquitectura do Quattrocento
Vestígios da polifonia de origem medieval na Itália dos Humanistas
Sentimentos individuais e sensualidade no Renascimento
O número e a sua ordem: experimentação e cálculo

Terceira Sessão
As Formas Barrocas:
A Itália e o surgimento de um novo estilo contra-reformado
Italianismos e fantasias na corte do Rei-Sol
A Flandres, os Países-Baixos e a Inglaterra de 1600 a 1750
O caso alemão ou o triunfo da razão

Quarta Sessão
O Período Clássico – Música do Iluminismo
O ressurgimento das formas da Antiguidade e a sua reinterpretação
O contributo austríaco
O Império francês

Quinta Sessão
O Romantismo, drama e poesia
O Movimento Nacionalista e o surgimento de um sentimento patriótico
Richard Wagner e a “Obra de Arte Total”

Sexta Sessão
Os inícios do século XX
O Impressionismo
As expressões artísticas anteriores à Segunda Guerra Mundial
As artes após a Segunda Guerra Mundial
Concerto final

The Death of Sardanapalus

The subject of this painting was inspired by Lord Byron’s dramatic poem of 1821 about the life of an ancient Assyrian king named Sardanapalus. Finding his palace besieged by enemies, Sardanapalus decides to kill himself, but first orders his officers to destroy all his favorite possessions in his presence—his wives, pages, and even his horses and dogs. This painting is a replica of a much larger work, now in the Musée du Louvre, Paris, that Delacroix first exhibited in the Salon of 1827–28, where it received harsh criticism. Delacroix may have painted this Museum’s version for himself before selling the larger work in 1846.

Eugène Delacroix – Sketch for The Death of Sardanapalus, c. 1827
Pastel over graphite, chalk and crayon on unbleached paper, 440 x 580 mm | Musée du Louvre, Paris

But—
In thy own chair—thy own place in the banquet—
I sought thy sweet face in the circle—but
Instead—a grey-haired, withered, bloody-eyed,
And bloody-handed, ghastly, ghostly thing,
Female in garb, and crowned upon the brow,
Furrowed with years, yet sneering with the passion
Of vengeance, leering too with that of lust,
Sate—my veins curdled!

Excerpt of the monologue from the play by Lord Byron