Archive for the ‘ Museus ’ Category

Massive Attack – ‘Heligoland’

O quinto álbum de estúdio dos Massive Attack tem dois convidados de peso, Damon Albarn (Blur e Gorillaz) e o guitarrista Adrian Utley, dos Portishead. Guy Garvey (Elbow), Tunde Adebimpe (TV On the Radio) e Martina Topley Bird (deixem-se embalar pela ex-colaboradora de Tricky em ‘Psyche’…)  são algumas das presenças que ajudam a que Heligoland seja desde já um dos discos do ano e, na minha opinião, francamente melhor que 100th Window. Clique na imagem para ouvir na íntegra.

Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves é um lugar onde se lembra o coleccionador Anastácio Gonçalves através das diversas obras aí expostas. Esta colecção reunida pelo Dr. Anastácio Gonçalves compreende cerca de 2000 obras de arte que se distribuem por três grandes núcleos: pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, porcelana chinesa e mobiliário português e estrangeiro. Existem ainda importantes secções de ourivesaria civil, pintura europeia, escultura portuguesa, cerâmica europeia e oriental, têxteis, numismática, medalhística, vidros e relógios de bolso de fabrico suíço e francês. Para além das obras reunidas pelo coleccionador,  a Casa-Museu encerra ainda um núcleo de pintura contemporânea portuguesa e um número significativo de objectos pertencentes ao espólio do pintor Silva Porto. Via.



Retrato de D. Isabel de Moura

Museu Nacional de Arte Antiga | 10 obras de Referência | Retrato de D. Isabel de Moura | Visita guiada no dia 27 de Janeiro.

É um dos poucos retratos portugueses da colecção de pintura do Museu Nacional de Arte Antiga de que se conhece o pintor e o retratado. Trata-se da efígie de D. Isabel de Moura, filha de D. Cristóvão de Almada, casada com Lopo Furtado de Mendonça, cujo retrato pelo mesmo autor também se conserva no Museu.
“Isolando a cabeça do seu contexto, concentrando-se assim toda a força na sua expressão”, o retrato de D. Isabel de Moura é na verdade um fragmento de uma pintura de que se conservou intacta toda a zona do rosto.

Retrato de D. Isabel de Moura, 1545 | Domingos Vieira, o Escuro (c.1600-c.1678) | Portugal, 2º quartel do século XVII (1630-1640)

Não é a obra íntegra mas sim um fragmento, este Retrato de D. Isabel de Moura que Domingos Vieira, o Escuro, pintou na 2ª metade do século XVII. Sendo bem estimável a qualidade psicológica imprimida ao rosto da senhora, muito apreciável é também o tratamento plástico do seu toucado tão característico da época. É curioso notar como neste fragmento que resultou em pequeno formato, o olhar directo, enquadrado pelo negro das sobrancelhas e do cabelo, ultrapassa a vibração das pregas ondeantes do toucado.

A Companhia do Capitão Reinier Reael

Cedida pelo Rijksmuseum ao Museu do Prado (3 de Dezembro de 2009 a 28 de Fevereiro de 2010), a obra-prima Companhia do Capitão Reinier Reael de Franz Hals e Pieter Codde, datada de 1637, é representativa dos retratos de milícias, género característico da pintura holandesa do século XVII.
Jan van Dijk alcunhou-a de Companhia Magra, devido à elegância dos militares.

Franz Hal y Pieter Codde - a compañía del capitán Reael, 1637

‘Just to see that painting would make the journey to Amsterdam worthwhile.’ wrote Vincent van Gogh in 1885, after having seen this work in the Rijksmuseum. He particularly liked the ‘orange banner in the left corner,’ he had ‘seldom seen a more divinely beautiful figure’. The painting that caused such a sensation was the group portrait of the crossbowmen’s militia under Captain Reinier Reael, painted by Frans Hals and Pieter Codde in 1637. The painting has been known for centuries as the ‘Meagre Company’, because the figures portrayed all appear remarkably thin.
Commuter
In 1633 Frans Hals was commissioned to paint the portraits of Captain Reynier Reael and Lieutenant Cornelis Michielsz. Blaeuw with their militia unit. He had to paint the picture in Amsterdam, where the militiamen lived. Hals himself lived in Haarlem; which meant that he had to travel back and forth regularly.
The Amsterdam civic guard had asked Frans Hals because of his reputation for lively civic guard portraits, and because he avoided staid, formally posed group portraits. But the militiamen could not have taken into account that Hals might start to find commuter travel tedious.
Expenses
When, after three years, only half the painting was ready, the militiamen demanded that Hals complete the painting in ten days, otherwise he wouldn’t receive a cent. Despite the excellent fee – 1,025 guilders – he refused. Let the militiamen come to Haarlem, was Hals’s his reply. He had already spent
far too much time and money in Amsterdam, without receiving any travel or accommodation expenses. He had ‘wasted much in Aemstelredamme in the tavern’, as he explained to the crossbowmen in a letter.
Pieter Codde
Hals’s clients refused to go to Haarlem. They looked for another painter to complete the work and found the Amsterdammer Pieter Codde. Finishing a canvas of this magnitude was no easy task for Codde, who usually worked in small formats with great precision.
The left side, up to the figure in light clothes in the centre, is by Frans Hals. He also painted most of the hands and faces. The rest is by Pieter Codde.
Rough and smooth
Although he tried to adapt to Hals’s style, Codde’s half is clearly less powerful, it is smoother and more precise and therefore less profound. The rendering of the various textures provides an excellent illustration.
While Hals’s brushstrokes are clearly defined, Codde’s brushwork is hardly visible. This is clear from a comparison of the black in the clothes of two officers, one by Codde and one by Hals.
Fashionable
Captain Reael’s men are wearing all the various fashions of the mid-seventeenth century, from conservative black broadcloth garments to bright, light-yellow costumes. Two figures are elegantly portrayed in light, glistening fabrics with a profusion of lace: the ensign on the left and the lieutenant in the centre. They are wearing sashes in the ‘club colours’ of their company: orange. The crossbowmen are also wearing different models of collar: millstone ruffs, simple surreptitious collars and large flat collars. They were made of delicate lace and never lasted very long. They only surviving example of a seventeenth-century collar is in the Rijksmuseum collection.

A real seventeenth-century collar

A real seventeenth-century collar
This collar is made of particularly fine batiste or cambric. As the name suggests, the material originally came from the Flemish town of Kamerijk or Cambrai. It was introduced to the Northern Netherlands by the Flemish refugees who arrived in the late sixteenth century. Haarlem weavers specialised in the fabric. Because of its shape, this kind of collar was known as a millstone ruff. These became fashionable in the second half of the sixteenth century under the influence of the Spanish rulers. Early millstone ruffs were starched with regular pleats. This example, however, is looser and less tidy. It is of a type that was popular with young, fashionable men around 1615 to 1635. This is the only surviving pleated ruff in the world. Via.

Terrina, de Tomás Brunetto

10 Obras de referência 2009 do Museu nacional de Arte Antiga | Visita guiada | Dia 25 de Novembro de 2009, 18:00

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Terrina - Tomás Brunetto, 1767-1771 -MNAA

A criação da nova Real Fábrica das Sedas induziu o aparecimento de várias unidades fabris nomeadamente a Real Fábrica da Louça do Rato, fundada em 1767. Esta estratégia desenvolvimentista estatal veio a ser apropriada e protagonizada por Sebastião José de Carvalho e Mello, depois marquês de Pombal, que se assumiu como um dos seus principais clientes. Encomendando peças de grande aparato, que o seu estatuto exigia, tendo atenção a sumptuosidade das suas residências, sinalizou para a corte, grandes aristocratas e burguesia influente, o novo gosto que viria a tornar-se “oficial”. A terrina em forma de cisne, de fabrico e pintura manuais e decorada com o brasão de família do 1º Conde de Oeiras, inscreve-se nesta preocupação de aquisições. Tal registo heráldico é fundamental para concluir que a peça foi executada na 1ª fase de produção da Manufactura, quando era seu director artístico Tomás Brunetto, que a manteve no nível mais elevado de fabrico de sempre. Na verdade, só em 1769 é que o conde de Oeiras é titulado como 1º marquês de Pombal.
Visita orientada por José de Monterroso Teixeira

Museu do Côa abre mesmo sem autarquias e sem privados

Administração Central assumirá a gestão do equipamento, com abertura prevista para Março

O Museu do Côa vai abrir mesmo que o modelo de gestão adoptado não inclua a participação de autarquias e privados.
A Administração Central pode assumir sozinha o equipamento, com abertura prevista para a Primavera de 2010.
“A questão do modelo de gestão é um falso problema”, disse, ao JN, Fernando Real, do Grupo de Trabalho do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa, que se extinguirá após a abertura do espaço museológico. “Esta dificuldade só se levantou porque estávamos num período pré-eleitoral, em que houve algum ruído”, realça o responsável, garantindo que a forma de gerir aquela estrutura “sempre esteve pensada” e que “há mesmo estudos de viabilidade económica e financeira”.
Fernando Real explica que
“a Administração Central tem responsabilidades na gestão financeira de um empreendimento desta natureza”, até porque o museu pertence ao Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) e o Governo tem “um compromisso perante a região, o país e a UNESCO de de-senvolver este equipamento”.

Por isso, o também assessor da direcção do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e que presidiu ao extinto Instituto Português de Arqueologia, diz que
não faz sentido continuar-se a falar na falta de um modelo de gestão para protelar a abertura do Museu do Côa. “Não percebo muito bem onde se quer chegar. Deve haver algum interesse que se me escapa”, enfatiza.
E foi por causa daquele alegado
“megaproblema” que também tem vindo a ser adiada a aprovação, em Conselho de Ministros, do Plano de Ordenamento do território que corresponde ao PAVC. E isto 13 anos após a sua criação. Fernando Real assegura que o documento “está concluído e pronto a ser aprovado”, e, segundo diz, “vai facilitar a vida às autarquias em termos de licenciamentos naquela área”.
A inauguração do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa é que
só deverá ocorrer em Fevereiro ou Março de 2010, coincidindo com o período em que no Douro Superior se fazem as festas das amendoeiras em flor. “Pessoalmente, acho que seria uma altura estratégica para o inaugurar”, opina Fernando Real, pois “não fará sentido abri-lo numa época baixa, em que faz frio e em que as estradas terão gelo”. E como “atrás de tempo, tempo vem”, a Primavera afigura-se-lhe como a estação do ano mais propícia para abrir ao público uma estrutura que custou 17,5 milhões de euros e que não teve derrapagens orçamentais.
Mas, antes de se cortar a fita, vai ser necessário colmatar algumas lacunas. O IGESPAR ainda tem de receber a obra do empreiteiro, uma vez que faltam pequenos acabamentos, que representam cerca de 2% do total da obra.
“O edifício não poderá ser recebido enquanto não estiver totalmente pronto”.
Dentro de duas semanas, deverá ficar resolvido um problema ligado à refrigeração da central de informática. Os trabalhos já foram adjudicados e só se aguarda pela sua execução. Falta ainda colocar um varandim no miradouro do museu para evitar quedas, a colocação de acessórios nos sanitários e resolver problemas de iluminação, entre outros. Ou seja, um somatório de pormenores que até ao final deste ano deverão estar concluídos.
Por Eduardo Pinto do JN.

Édipo e a Esfinge

Jean-Auguste Ingres e Francis Bacon lado a lado no Museu Berardo

Em 1983, Francis Bacon (1909-1992) inspirou-se numa composição do famoso pintor francês Jean Auguste-Dominique Ingres (1780-1867) sobre o tema mitológico do diálogo entre Édipo e a Esfinge. O empréstimo excepcional do Musée du Louvre tornará possível a confrontação entre a obra de Ingres, Oedipus and the Sphynx (iniciada em 1808 mas alterada para ser exposta no Salon em 1827) e a obra de Francis Bacon – Oedipus and the Sphinx (after Ingres) – 1983, que pertence à Colecção Berardo.

Jean Auguste-Dominique Ingres - Oedipus and the Sphynx, 1808-25
Jean Auguste-Dominique Ingres – Oedipus and the Sphynx, 1808-25 – Oil on canvas, 189 x 144 cm
Musée du Louvre, Paris

Em Oedipus Tyrannus de Sófocles,  Édipo foi ter com a Esfinge que bloqueava a estrada para Tebas e desafiava qualquer viajante a responder a um enigma ou a morrer. Édipo conseguiu resolver o enigma…

Francis Bacon - Oedipus and the Sphinx (after Ingres), 1983

Francis Bacon - Oedipus and the Sphinx (after Ingres), 1983

Scenes from the Story of the Argonauts

Biagio d’Antonio – Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 – Tempera on panel

Master of the Argonauts

These two panels with lively depictions of scenes from the stories of Jason and the Argonauts were designed either as the fronts of cassoni or as spalliere, hung at above shoulder height. As with other complex narrative constructions of the period, such as some of Ghiberti’s compositions for the bronze doors of the Baptistery of Florence, the stories proceed across the picture plane and in depth, and the illusionistic manipulation of space through perspective is central to their effect.
Most of the tale is told according to the epic poem Argonautica written in Greek by Apollonius of Rhodes and studied in the Medici circle. Vernacular versions supplied some of the details, and in this sense the panels resemble those painted in celebration of the Tornabuoni-Albizzi marriage some years later, to which Biagio d’Antonio also contributed.

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465

Panel 1: Charge of King Pelias to Jason, his nephew, to retrieve the Golden Fleece from a cave in Colchis on the Black Sea (in each scene, Jason is in golden armor, pink cloak, and winged helmet). Jason seeks adventurers to follow him. Jason and Orpheus, with his viol, consult the centaur Chiron atop Mount Pelion. Jason’s ship, the Argo, sails along the Mysian coast. Hylas, Hercules’ squire, is pulled into a pool by nymphs and never seen again. The Calydonian boar hunt at the far right is not in Apollonius’ account.

The Tale of the Argonauts (left to right):

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 (left)

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 (center)

Biagio d'Antonio - Scenes from the Story of the Argonauts, ca. 1465 (right))

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Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465

Panel 2: Jason arrives at Colchis greeted by King Aeëtes with his daughters Medea and Chalciope. Jason begins to carry out his appointed tasks under the protection of the sorceress Medea. He is able to grab the Golden Fleece from the labyrinth and flees with Medea. Aeëtes sends Medea’s brother in pursuit; he may be the young man riding in haste across the castle’s moat.

In this panel and its companion, the story of Jason and the Argonauts unfolds in a continuous narrative.

Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465 (left)

Here, at the left, Jason is charged by King Pelias to retrieve the Golden Fleece. Jason is then shown mounting his horse, and consulting the centaur Chiron on Mount Pelion, along with Hercules and Orpheus.

Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465 (center)

In the distance is Jason’s ship, the Argo. This unidentified master was an assistant in Biagio di Antonio’s workshop.

Scenes from the Story of the Argonauts, cassone panel, ca. 1465 (right)

Source: The Metropolitan Museum of Art, New York

Anos 70 – Atravessar Fronteiras

Organizada pelo Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão (CAMJAP) e pelo Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian e comissariada por Raquel Henriques da Silva, Anos 70 – Atravessar Fronteiras propõe duas áreas temáticas: a necessidade de intervir e experimentar; série e variação.
A exposição reúne um conjunto de obras oriundas da colecção do CAMJAP, mas também da Fundação de Serralves, do Museu do Chiado, do Museu Colecção Berardo, da Culturgest e de diversas colecções privadas. Traça-se assim um panorama da arte em Portugal, pontuando-a com momentos da arte internacional. Em complemento, realiza-se uma mostra expositiva de artistas nascidos nos anos 70 e apresenta-se alguma documentação.
Em Portugal, a dinâmica dos primeiros anos da década de 70 manifesta com clareza que a revolução estava já em marcha e que a mesma muito deve à criatividade provocatória e cívica dos artistas e outros agentes culturais. Dos cerca de 100 artistas presentes, há figuras tutelares há muito consagradas e jovens artistas em início de carreira.
O critério de selecção foi histórico, numa perspectiva de “obra aberta”: operou-se por áreas temáticas ou afinidades inesperadas, propondo aos visitantes que construam o seu próprio percurso. Foi ainda possível encomendar a alguns artistas obras que haviam deixado de existir – o caso de uma instalação de Alberto Carneiro ou do Portugal de José Aurélio -, ou a reconstrução e reapresentação de outras, como as instalações de Ana Vieira, Alberto Pimenta e Rui Orfão. Via.

Helena Lapas S/Título, 1970 Tapeçaria bordado 200 x 110cm Col. Helena Lapas

Artur Rosa Homenagem a Josef Albers, 1972 XL/XXXIV Serigrafia a três cores sobre papel Papel: 56,2 x 56,3 cm

Renée Gagnon Muro da dança, 1978 Gravura 70,5 x 100 cm Col. Renée Gagnon

 

“Casa das Histórias” de Paula Rego

"Casa das Histórias" de Paula Rego - clique para entrar...