Archive for the ‘ In memoriam ’ Category
Edição especial do “The Times” dedicado a Margaret Thatcher, personalidade incontornável da história recente e cujo desaparecimento conseguiu esta tarde expôr a miséria moral da mesmíssima esquerda jacobina que deitou foguetes na noite em que Francisco Sá Carneiro morreu.
Para prestar homenagem ao poeta, autor dramático, ficcionista, crítico, ensaísta, artista plástico e expoente do surrealismo português, deixo aqui um excerto do filme Autografia – Mário Cesariny que o realizador Miguel Gonçalves Mendes apresentou em 2004 no doclisboa, e um poema que Manuel António Pina [18 Novembro 1943 – 19 Outubro 2012] lhe dedicou.
Em pouco menos de um ano, Portugal perdeu duas notáveis figuras da nossa cultura, ambas ligados à arte dos sons. Depois do desaparecimento da Professora Maria Helena Pires de Matos em Dezembro de 2011, faleceu hoje o Professor Antoine Sibertin-Blanc que foi, durante muitos anos, Titular do Grande Órgão da Sé de Lisboa. Tive o privilégio de o ver o ano passado na Igreja de Linda-a-Velha, num concerto integrado no XIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa. Que descanse em paz.

O Coro Gregoriano de Lisboa apresentou-se na noite de 28 de Janeiro na Sé Patriarcal de Lisboa para homenagear a memória da sua fundadora, a Prof. Maria Helena Pires de Matos. Tradicionalmente dedicado à Liturgia da Apresentação do Senhor, o concerto incluiu excertos do seu último cd, “Os Apóstolos”. A procissão das velas, naquele espaço, possui uma dimensão espiritual que me tocou particularmente…

As lágrimas não se podem partilhar no Facebook, mas aqui fica este documento espantoso do final do último concerto público de Gustav Leonhardt, em Paris, a 12 de Dezembro passado. Depois de uma última peça de Jacques Duphly vem a Variação nº 25 das Variações Goldberg, que era o extra que ele gostava de oferecer nos dias em que estava feliz com o resultado. Leonhardt sabia que eram as últimas notas que tocava em público e percebe-se, através da aparente calma imperturbável da sua postura (“Tranquilo e infalível como Bruce Lee”, escrevi eu em tempos numa crítica, citando o verso de Caetano Veloso, para descrever esta serenidade), a emoção que o atravessa e que o faz até errar, por uma vez, algumas notas, mas o Mestre Johann Sebastian deve ter sorrido de gozo ao ouvir assim captada e transmitida, de forma tão pura, a essência da que talvez seja a sua página mais profunda.
Rui Vieira Nery, 18-01-2012.
O Mestre cravista Gustav Leonhardt (30-05-1928 / 16-01-2012) será homenageado amanhã pelas 17h na Igreja de S. Roque (entrada livre) pelos muitos amigos portugueses que tiveram o privilégio de desfrutar da sua música e da sua presença, desde a Casa Mateus, em Vila Real, à Gulbenkian, em Lisboa, passando pelo Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim. Para Cristina Fernandes, Gustav Leonhardt era “a grande autoridade” da música antiga e o “mestre dos cravistas do século XX”.
O Professor Rui Vieira Nery recordará o Amigo e o Professor e organista João Vaz, que ontem dirigiu o Concerto de Ano Novo na Igreja S.Vicente de Fora, numa reconstituição da componente musical do ofício de Matinas para a Festa de São Vicente, tal como se praticaria em Lisboa por volta de 1770, apresentará, acompanhado pela contralto Carolina Figueiredo, o seguinte programa:
