Impromptus – Maria João Pires
“Estamos habituados a julgar os outros por nós próprios,
e se os absolvemos complacentemente dos nossos defeitos,
condenamo-los com severidade por não terem as nossas qualidades.”
Honoré de Balzac
Arquivo de Julho, 2009
“Estamos habituados a julgar os outros por nós próprios,
e se os absolvemos complacentemente dos nossos defeitos,
condenamo-los com severidade por não terem as nossas qualidades.”
Honoré de Balzac
María Jesús Ávila escreveu em 2005, no âmbito da Exposição “DE 1850 AOS PRIMEIROS MODERNISMOS”, o texto que a seguir se reproduz, como que antecipando a Exposição “De Amadeo a Paula Rego, 50 Anos de Arte Portuguesa (1910-1960)”, inaugurada anteontem no MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA – MUSEU DO CHIADO.
Maria João Caetano publicou ontem no DN um Especial dedicado à Exposição, que inclui uma entrevista ao Director do MNAC, Pedro Lapa; Esta página foi elaborada a partir do Programa da Exposição.
FELIX THE CAT WOOS WHOOPEE
De Otto Messmer – Estados Unidos, 1930 – 7 min. – Não Legendado
Na Cinemateca – hoje às 19:00h.
A CHAIRY TALE
De Norman McLaren e Claude Jutra – Canadá, 1957 – 10 min. – Não Legendado
Na Cinemateca – hoje às 19:00h.
A mais recente versão da opera dramática preferida de Mozart – Idomeneo, chega-nos através da Harmonia Mundi, que tem um mini-site exclusivamente dedicado a esta obra, dirigida por René Jacobs.
Solistas: Richard Croft (Idomeneo); Bernarda Fink (Idamante); Sunhae Im (Ilia); Alexandrina Pendatchanska (Elettra); Keneth Tarver (Arbace); Nicolas Rivenq (Gran Sacerdote); Luca Tittoto (La Voce).
A caixa contém 3 cds, um livro e um dvd filmado em Dezembro de 2008 em Paris (Salle pleyel) e Wuppertal, Alemanha (Immanuelskirche).
O making-off está disponível neste canal do YouTube: partes 1 – 2 – 3 – 4 – 5
A sua arquitectura é a da essência. Constrói lugares em vez de edifícios e celebra as qualidades únicas dos materiais. As suas obras, esculpidas ao milímetro, têm uma presença forte e intemporal. Prémio Pritzker de Arquitectura 2009.
“Trabalho um pouco como o escultor. Quando começo, a minha primeira ideia para um edifício é o material. Acredito que a arquitectura é sobre isto. Não é sobre o papel, não é sobre as formas. É sobre o espaço e o material.” Peter Zumthor
Montanha, pedra, uma nascente quente. Para Peter Zumthor estava lá tudo. Só tinha de dar-lhe uma forma. Termas de Vals (1996), cantão de Graubünden, Suíça.
Finas lages de uma rocha vulcânica local cobrem as sólidas paredes de betão do volume paralelepipédico, pautado por aberturas vítreas e vazios geométricos. A água que brota da montanha percorre múltiplos espaços semiexteriores e interiores. Enquanto as pessoas usufruem das termas, a luz atravessa as paredes, através de pequenas fendas, desenhando focos diáfanos nas áreas cerradas. O bronze, que matiza finos corrimões, pequenas portas e enormes torneiras, contrasta com os cinzentos dominantes.
Quando os Alpes se cobrem de neve, a neblina desce até às piscinas descobertas, envolvendo quem aí se banha num cenário de mistério. A natureza sai aqui reforçada pelo toque de um homem.
Zumthor recorda a história daquela que viria a tornar-se a sua obra-prima. “Em 1983, as autoridades locais adquiriram um complexo hoteleiro falido, edificado na década de 1960, por muito pouco dinheiro, ainda que sem grande entusiasmo. Mas algo tinha de ser feito para salvar os empregos. Disseram que o novo edifício tinha de ser especial, único. Deveria enquadrar-se em Vals e atrair novos visitantes. Em 1991, o projecto foi apresentado e a construção começou três anos depois. Desde então, mais de 40 mil pessoas visitam anualmente as Termas de Vals.”
Para os críticos, a obra criou um “efeito Vals”, semelhante ao “efeito Bilbau”, suscitado pelo Guggenheim basco do arquitecto Frank Gehry. Protegido pelo cantão de Graubünden, o edifício, que atesta “o raro talento de Zumthor para combinar um pensamento claro e rigoroso com uma dimensão verdadeiramente poética, num trabalho que nunca cessa de inspirar”, nas palavras de Thomas J. Pritzker, presidente da Hyatt Foundation, que atribui o galardão, é um dos maiores trunfos da arquitectura contemporânea suíça.
