Arquivo de 15 de Julho, 2009

Museu e Parque Arqueológico do Vale do Côa – Comunicado

Museu e Parque Arqueológico do Vale do Côa

Tendo em conta declarações públicas proferidas por vários responsáveis do IGESPAR prevendo a abertura do Museu do Côa durante o corrente ano de 2009, a Associação Profissional de Arqueólogos (APA) dirigiu a este instituto uma série de questões concretas que consideramos não terem sido devidamente esclarecidas (cf. troca de correspondência anexa).

Não podemos deixar de expressar a nossa apreensão pelo facto do organismo que tutela o património cultural em Portugal não dar a conhecer as suas intenções relativas ao modelo de gestão a adoptar para o Museu e Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC), bem como à forma de integração do património cultural nas regras estratégicas para o desenvolvimento regional ? necessariamente dependentes do ainda inexistente plano especial de ordenamento para o território abrangido pelo PAVC. Assumindo o IGESPAR a abertura do Museu do Côa no corrente ano de 2009, cujo último semestre que atravessamos é inevitavelmente marcado por eleições legislativas e autárquicas, a APA teme que possam precipitar-se decisões que venham a revelar-se pouco adequadas à protecção e valorização do património arqueológico do Vale do Côa.

Nesse sentido, apelamos publicamente à divulgação das intenções do Ministério da Cultura sobre esta matéria, de modo a que possam ser construtivamente debatidas por todos os agentes necessariamente envolvidos: dos gestores do património cultural aos arqueólogos, passando pelos agentes de promoção e operação turística e todas as entidades públicas e privadas de âmbito local, regional e nacional interessadas no desenvolvimento deste território. Certos de que uma solução sustentável de desenvolvimento do Vale do Côa se fará melhor com o contributo de todos, a APA expressa publicamente em nome dos profissionais de arqueologia a disponibilidade para a colaboração na construção dos instrumentos necessários ao retorno social do investimento público já realizado na salvaguarda e valorização deste importante património arqueológico.

A Direcção da Associação Portuguesa de Arqueólogos

13 de Julho 2009

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Museu da Cidade de Lisboa celebra 100 anos

Museu da Cidade de Lisboa

Gerido com uma constante vontade de «saltar para fora» das suas paredes, o Museu da Cidade de Lisboa comemora quarta-feira 100 anos na expectativa de «contaminar» a capital e deixar de ser um desconhecido entre o grande público.
Criado a 15 de Julho de 1909, data da aprovação da proposta do vereador republicano Tomás Cabreira, o Museu da Cidade teve um percurso atribulado, ao longo do qual foi enriquecendo o seu espólio: arrancou nos Paços do Concelho, passou pelo Carmo e pelos palácios Galveias e Mitra e, em 1979, foi finalmente instalado no Palácio Pimenta, no Campo Grande.
Ao longo da sua história, manteve como missão retratar Lisboa no passado e no presente, um objectivo a que se soma a intenção de «projectar o futuro» e ter uma crescente capacidade interventiva num território urbano, recusando ser apenas um edifício.
«O Museu é feito de muitas coisas, que são uma cidade: história, passado, presente, pessoas, arquitectura, identidade, diversidade cultural», disse à Lusa a directora, Ana Cristina Leite, lamentando que, apesar de os idosos e as crianças participarem em várias actividades, a casa não seja tão visitada quanto o desejado.
«O público em geral, que não está dentro destas duas ‘categorias’, é talvez o que falha mais e falha porque, como nos apercebemos, as pessoas não conhecem o Museu da Cidade. Há quem passe aqui à porta e, de repente, diga ‘ah, isto é um museu’», contou.
Segundo a responsável, a falta de interesse dos média e os limites financeiros (trata-se de um equipamento municipal) podem estar na origem do desconhecimento, mas não impedem que a equipa se empenhe em chamar a atenção dos cidadãos e pedir-lhes que «dêem algo de si».
Em finais de Agosto, será lançada nas ruas a campanha «Lisboa tem histórias», que «contaminará» a capital com percursos de pessoas anónimas que fizeram a cidade, e será realizada em breve uma consulta online para o público dizer o que gostaria de ver na instituição.
Além disso, o equipamento vai continuar a «saltar para fora das paredes do seu edifício», como já fez quando reuniu novos núcleos como o Museu do Teatro Romano ou se tornou, na década de 1960, pioneiro a nível de arqueologia urbana.
Actualmente, está em curso um projecto de valorização da Cerca Velha e está a ser pensada a remodelação do Museu.
Hoje, o primeiro século do equipamento será assinalado com um passeio às hortas do Campo Grande, jogos tradicionais, reconstituições históricas, um piquenique e outras animações entre as 10:00 e as 18:00 numa iniciativa com entrada gratuita. Diário Digital / Lusa

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