Musica Aeterna, por João Chambers – Sábado 22-01-2011 às 14h00 na Antena 2
A Filosofia moral e política do matemático e teórico inglês Thomas Hobbes e os 350 anos do registo do “Leviatã”, em 30 de janeiro de 1651, pela Sociedade Stationer’s (parte II): as limitações do poder de decisão e a necessidade da ciência, a motivação, a condição natural da humanidade e, para além de poesia de William Shakespeare, repertório de Thomas Ford, Thomas Tomkins, William Byrd, John Dowland, Tobias Hume, Richard Alison, Thomas Morley, Robert Johnson, Robert Hales, Anthony Holborne, Peter Philips, cujos quatro séculos e meio do nascimento se assinalam em dia indeterminado deste ano, Christopher Simpson e de autores anónimos, todos contemporâneos na Inglaterra dos séculos XVI e XVII. Via.
CURSOS ARTE 2011 DIVINA PROPORÇÃO: RELAÇÕES ENTRE A ARTE E A MÚSICA AO LONGO DO TEMPO (DA IDADE MÉDIA AO SÉC. XX) Horário: 25 Jan, 1, 8, 15, 22 Fev, 1 Março, das 18h30 às 20h30 (inclui coffee-break) Preço: Curso completo: 120€ / por sessão: 20€ Contactos / Inscrições: Rua Acácio Paiva nº27 r/c 1700-004 Lisboa Tel.: +351 210 993 660, das 14H às 19H geral@appletonsquare.pt | http://www.appletonsquare.pt | appletonsquare.blogspot.com/
Coordenação/ Formação: Ana Mântua
Ana Anjos Mântua foi membro da equipa do Mosteiro dos Jerónimos/ Torre de Belém e do IPPAR desde 1990. Entre 2004 e 2009 integrou a equipa do Museu Nacional do Azulejo. Em 2007 realizou para a Antena 2 o programa Rádio Clássica em parceria com João Chambers, uma série de 13 programas intitulados “Divina Proporção – a contribuição das artes para o percurso da civilização”.
PROGRAMA
Primeira Sessão
A Música enquanto linguagem: cruzamentos entre as diversas formas artísticas:
A Música e a Literatura
A Música e a Arquitectura
A Música e a Pintura
A Música e as diversas artes
As origens da notação musical e os cruzamentos com os manuscritos iluminados medievais
A Ars antiqua na música, comparada com as criações artísticas dos séculos II a XIV, no caminho iniciado para o Renascimento
Segunda Sessão
A Ars nova: o desenvolvimento do novo estilo iniciado, no século XIV, por Philippe de Vitry, florescente com principal incidência em Itália e em França
As tradições medievais nas Belas-Artes e Arquitectura do Quattrocento
Vestígios da polifonia de origem medieval na Itália dos Humanistas
Sentimentos individuais e sensualidade no Renascimento
O número e a sua ordem: experimentação e cálculo
Terceira Sessão
As Formas Barrocas:
A Itália e o surgimento de um novo estilo contra-reformado
Italianismos e fantasias na corte do Rei-Sol
A Flandres, os Países-Baixos e a Inglaterra de 1600 a 1750
O caso alemão ou o triunfo da razão
Quarta Sessão
O Período Clássico – Música do Iluminismo
O ressurgimento das formas da Antiguidade e a sua reinterpretação
O contributo austríaco
O Império francês
Quinta Sessão
O Romantismo, drama e poesia
O Movimento Nacionalista e o surgimento de um sentimento patriótico
Richard Wagner e a “Obra de Arte Total”
Sexta Sessão
Os inícios do século XX
O Impressionismo
As expressões artísticas anteriores à Segunda Guerra Mundial
As artes após a Segunda Guerra Mundial
Concerto final
Musica Aeterna, por João Chambers – Sábado 15-01-2011 às 14h00 na Antena 2
A Filosofia moral e política do matemático e teórico inglês Thomas Hobbes e os 350 anos do registo, em 30 de janeiro de 1651, pela Sociedade Stationer’s, do “Leviatã”, livro que explana os seus pontos de vista sobre a natureza humana e a necessidade da existência de governos e de sociedades (parte I): a vida, a obra, as influências intelectuais, a ética, materialismo versus auto-conhecimento e, para além de poesia de Robert Jones e de William Shakespeare, repertório de William Byrd, Alfonso Ferrabosco, “O Pai”, William Mundy, Henry Lawes, John Dowland, William Lawes, John Coprario, Alfonso Ferrabosco, “O Jovem”, Thomas Morley, Anthony Holborne, Christopher Simpson e Peter Philips, de quem se assinalam, em dia incerto do corrente ano, quatro séculos e meio sobre a data do nascimento, todos contemporâneos na Inglaterra dos séculos XVI e XVII. Via.
Performance of Lawes’s magnificent “Dialogue Upon a Kiss” taken from Ayres and Dialogues for One, Two and Three Voyces (1653), Hobbes’s favorite song book.
Reconhecido, com todo o mérito, através de um pensamento vanguardista, Thomas Hobbes possuía uma perspectiva do mundo relevante e bastante original para a vida contemporânea. Na verdade, a sua preocupação principal terá sido a questão das ordens social e política, ou seja, o modo como as populações podiam viver em comunidade, em paz e, ao mesmo tempo, evitar o perigo e os receios de uma guerra civil. Para isso, apresentou alternativas significativas, nas quais se devia prestar obediência a um soberano responsável ou, em alternativa, a uma pessoa ou a um grupo com poder para decidir sobre a totalidade dos assuntos governativos. Caso contrário, o que as esperava era um “estado de natureza” semelhante ao de um conflito urbano gerador de situações de insegurança universal, onde todos julgavam ter razão para temer uma morte violenta e a cooperação gratificante era quase impossível. Via.
Suite No. 1 in G Minor by Hobbes’s contemporary Matthew Locke
Scarecrow: That’s the trouble. I can’t make up my mind. I haven’t got a brain. Only straw.
Dorothy: How can you talk if you haven’t got a brain?
Scarecrow: I don’t know. Some people without brains do an awful lot of talking, don’t they?
Dorothy: Yes, I guess you’re right.
Dorothy: If you were king, you wouldn’t be afraid of anything?
Lion: Not nobody, not no how.
Tin Woodsman: Not even a rhinoceros.
Lion: Imp-oceros.
Dorothy: How about a hippopotamus?
Lion: Why I’d thrash him from top to bottom-us.
Dorothy: Supposin’ you met an elephant.
Lion: I’d knot him up in cellophant.
Scarecrow: What if it were a brontosaurus?
Lion: I’d show him who’s King of the Forest.
Group: How?
Lion: How? Courage! What makes a King out of a slave? Courage! What makes the flag on the mast to wave? Courage! What makes the elephant charge his tusk in the misty mist, or the dusky dusk? What makes the muskrat guard his musk? Courage! What makes the Sphinx the Seventh Wonder? Courage! What makes the dawn come up like thunder? Courage! What makes the Hottentot so hot? What puts the ape in ape-ricot? What have they got that I ain’t got?
Group: Courage.
Lion: You can say that again. Huh?
You’re off to see the Wizard, the Wonderful Wizard of Oz
You’ll find he is a Whiz of a Wiz if ever a Wiz there was
If ever, oh ever, a Wiz there was,
The Wizard of Oz is one because
Because, because, because, because, because
Because of the wonderful things he does
You’re off the see the wizard, the Wonderful Wizard of Oz
Trata-se do mais recente livro-disco de Jordi Savall, dedicado a assinalar os 500 anos do nascimento de Francisco de Borja (1510–1572), o último membro da Dinastia Borgia, celebrizada quer pelos motivos mais nobres quer pelos mais tenebrosos do período Renascentista. Está tudo explicadinho nesta página que criei, tendo por base a recolha de informação, principalmente nas páginas da AliaVox e do YouTube.
The subject of this painting was inspired by Lord Byron’s dramatic poem of 1821 about the life of an ancient Assyrian king named Sardanapalus. Finding his palace besieged by enemies, Sardanapalus decides to kill himself, but first orders his officers to destroy all his favorite possessions in his presence—his wives, pages, and even his horses and dogs. This painting is a replica of a much larger work, now in the Musée du Louvre, Paris, that Delacroix first exhibited in the Salon of 1827–28, where it received harsh criticism. Delacroix may have painted this Museum’s version for himself before selling the larger work in 1846.
Eugène Delacroix – Sketch for The Death of Sardanapalus, c. 1827 Pastel over graphite, chalk and crayon on unbleached paper, 440 x 580 mm | Musée du Louvre, Paris
But— In thy own chair—thy own place in the banquet— I sought thy sweet face in the circle—but Instead—a grey-haired, withered, bloody-eyed, And bloody-handed, ghastly, ghostly thing, Female in garb, and crowned upon the brow, Furrowed with years, yet sneering with the passion Of vengeance, leering too with that of lust, Sate—my veins curdled!
Excerpt of the monologue from the play by Lord Byron
Dos filmes mais célebres de sempre, METROPOLIS é uma parábola sobre as relações sociais numa cidade do futuro. Os privilegiados vivem nas alturas, enquanto a massa de trabalhadores oprimidos vive nos subterrâneos, trazendo o desenlace uma reconciliação artificial entre as classes. O que faz de METROPOLIS uma obra-prima é a realização de Fritz Lang, os impressionantes e excepcionais cenários futuristas, o domínio absoluto das massas de figurantes, a oposição entre homens e máquinas. É uma obra de múltiplos restauros, conhecida pela mutilação a que foi submetida logo depois da sua estreia em Berlim em Janeiro de 1927. A apresentar na versão do último restauro, de 2010, com mais 25 minutos de duração (a partir da descoberta, na cinemateca da Argentina, de uma cópia 16mm conforme à versão original de Lang), e pode permitir uma nova visão da obra, segundo o historiador e arquivista Martin Koerber, responsável pelos restauros de 2001 e de 2010: “Deixou de ser um filme de ficção científica. O equilíbrio da história foi reposto. Trata-se agora de um filme que abarca muitos géneros; um épico sobre conflitos antigos. A máscara da ficção científica é agora muito, muito ténue.” Com acompanhamento ao piano por Mário Laginha. Via.
Metrópolis, de Fritz Lang | Alemanha, 1927 – 145 min / mudo, com intertítulos, 1927 – 145 min. Legendado em português (electronicamente)
Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:
O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.
Números apetitosos
O Museu do Louvre é visitado por 8,5 milhões de pessoas todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 160,000 vezes em 2010, o que quer dizer que se fosse uma exposição no Louvre, eram precisos 7 dias para que as mesmas pessoas a vissem.
Em 2010, escreveu 116 novos artigos, aumentando o arquivo total do seu blog para 1935 artigos. Fez upload de 400 imagens, ocupando um total de 154mb. Isso equivale a cerca de 1 imagens por dia.
O seu dia mais activo do ano foi 24 de Fevereiro com 825 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Black & White.
De onde vieram?
Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram facebook.com, search.conduit.com, networkedblogs.com, windowsforum.kr e google.com.br
Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por monica bellucci, rosamund pike, bridget moynahan, eva green e iluminuras medievais
Atracções em 2010
Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.
Não para ver a luz que dos céus desce,
incerta nestes campos,
mas por ver a luz que, do escuro centro da terra,
às folhas sobe e abrasa.
Não saí para ver a luz do céu
mas a luz que das árvores nasce.
Hoje o que meus olhos vêem
não é uma cor que a cada instante sua beleza muda
e agora é tocha de ouro,
voraz incêndio, fumarada de cobre,
onda mansa de cinza. Hoje o que os meus olhos vêem
é a profunda mudança da vida na morte.
Este esplendor tranquilo
é o acabamento digno de uma perfeita criação,
ainda mais se se descobre
a consumpção dolorosa dos homens,
apenas semelhantes em sua funda solidão,
mas com sofrimento e sem beleza.
O homem bem queria que sua morte
não carecesse de certeza alguma
e assim reflectiria em seu sorriso,
como o campo esta tarde,
uma tranquila espera.
(Beleza do dorminte
que imperceptível o mundo peito agita
para se erguer depois com maior vida;
como na primavera as águas do campo.)
Como na primavera…?
Não é o que vejo, então, perturbação da morte,
mas o sonhar da árvore, que despe
sua fronte de folhagem,
e assim cristalina penetra a funda noite
que lhe dará mais vida.
É lei fatal do mundo
que toda a vida acabe em podridão,
e a árvore morrerá, sem nenhum esplendor,
pois o raio, o machado ou a velhice
hão-de abatê-la para sempre.
Na simulada morte que contemplo
tudo é beleza:
o estertor fatigado das aves,
a gritaria de uns cães velhos, a água
deste rio que não corre,
meu coração, mais pobre agora do que nunca,
porque mais ama a vida.
As asas gastas da noite vão caindo
sobre este vasto campo de cinza:
cheira a carniça humana.
A luz tornou-se negra, a terra é pó somente, chega um vento
muito frio.
Se fosse morte verdadeira a deste bosque de ouro
só haveria dor
se um homem contemplasse a queda.
E chorei a perda do mundo
ao sentir em meus ombros e nos ramos
do bosque duradouro
o peso de uma mesma escuridão.
Francisco Brines | Palabras a la Oscuridad (1966), in Ensayo de una despedida – Antologia (1960-1986) “Jardim das Delícias Terrestres“, de Hieronymus Bosch
Jos d'Almeida é um compositor de música electrónica épico sinfónica, podendo este género ser também designado como Electrónico Progressivo. Na construção de um som celestial, resultante da fusão de várias correntes musicais, JOS utiliza os sintetizadores desde o início dos anos 80.
Chuck van Zyl
Chuck van Zyl has been at his own unique style of electronic music since 1983. His musical sensibilities evoke a sense of discovery, with each endeavor marking a new frontier of sound.